Na Grécia do século IV a.C., as discussões filosóficas ocorreram em meio à transformação das cidades-Estado e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na Grécia do século IV a.C., as discussões filosóficas ocorreram em meio à transformação das cidades-Estado e à valorização da investigação racional sobre a natureza, a política e o conhecimento. Platão afirmava que as coisas particulares, percebidas pelos sentidos, participavam de Formas eternas e universais, como a Forma de Justiça ou a Forma de Beleza. Aristóteles, que estudou na escola de Platão, examinou criticamente essa explicação. Para ele, afirmar a existência das Formas não esclarecia suficientemente de que modo elas poderiam estar relacionadas às coisas concretas nem como ocorreria a chamada participação dos particulares nas Formas. Considerando o contexto histórico de desenvolvimento do pensamento grego e as informações do texto, qual crítica aristotélica constitui a principal objeção à Teoria das Formas de Platão?
- A) A afirmação de que as pessoas não poderiam conhecer as Formas universais.
- B) A negação da existência de qualquer realidade universal.
- C) A exigência de comprovar as Formas por observações dos sentidos.
- D) A dificuldade de explicar como as Formas se relacionam com as coisas particulares.
- E) A identificação das Formas eternas com as coisas concretas.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O texto diz que Aristóteles examinou criticamente a Teoria das Formas, afirmando que dizer que as Formas existem não esclarecia de que modo elas se relacionavam com as coisas concretas nem como ocorria a participação dos particulares nas Formas.
- Isso corresponde diretamente à alternativa D, que fala da dificuldade de explicar como as Formas se relacionam com as coisas particulares. Essa é a principal objeção aristotélica, conhecida na tradição como crítica à participação (methexis), e está exatamente no núcleo do trecho.
- A alternativa A está errada porque Aristóteles não nega que as Formas possam ser conhecidas; o problema apontado é de relação, não de conhecimento.
- A alternativa B está errada porque Aristóteles não nega a existência de realidades universais; ele mesmo trabalha com universais, como as essências e espécies, embora rejeite as Formas separadas.
- A alternativa C está errada porque o texto não menciona exigência de comprovação pelos sentidos como objeção; essa ideia não aparece como crítica à teoria.
- A alternativa E está errada porque o texto afirma que as Formas são eternas e universais e distintas das coisas particulares; identificá-las com as coisas concretas seria o oposto da posição criticada.
- Conclusão: o gabarito D está correto, pois a principal objeção, conforme o próprio texto, é a dificuldade de explicar a relação entre as Formas e as coisas particulares.
💡 Dica: Reveja a crítica de Aristóteles à teoria de Platão.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a crítica de Aristóteles é sobre a impossibilidade de conhecer as Formas, confundindo a questão do conhecimento com a questão da relação entre Formas e coisas.
O aluno supõe que criticar as Formas significa negar qualquer universalidade, quando Aristóteles apenas rejeita as Formas separadas das coisas, mantendo universais imanentes.
Por que engana: Confundir a crítica de Aristóteles com a defesa da Teoria das Formas, acreditando que a relação entre Formas e particulares é clara e bem definida.
O aluno associa a crítica aristotélica ao empirismo e imagina que Aristóteles exigia comprovar as Formas pelos sentidos, o que o texto não afirma.
O texto apresenta a crítica de Aristóteles à insuficiência da noção platônica de participação. Para Aristóteles, Platão afirmava a existência de Formas universais, mas não explicava adequadamente como elas se relacionariam às coisas concretas nem como os particulares participariam delas. A alternativa correta retoma exatamente esse problema, inserido no processo histórico de debate racional da Grécia do século IV a.C.
O aluno entende que Aristóteles teria tornado as Formas idênticas às coisas concretas, ignorando que o texto apresenta as Formas como eternas e universais, distintas dos particulares.
Raio-X da questão
Teoria das Formas
avaliacao
Teoria das Formas · crítica aristotélica
Estudar a crítica aristotélica à Teoria das Formas de Platão.
Confundir a crítica de Aristóteles com a defesa da Teoria das Formas, acreditando que a relação entre Formas e particulares é clara e bem definida.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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