Durante consulta pré-natal, mãe é Rh- (dd) e pai Rh+ heterozigoto (Dd). Compare a probabilidade de um feto Rh+…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experimentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante consulta pré-natal, mãe é Rh- (dd) e pai Rh+ heterozigoto (Dd). Compare a probabilidade de um feto Rh+ com o risco de doença hemolítica do recém-nascido em gestações subsequentes sem profilaxia.
- A) 0% de ser Rh+; risco nulo de doença hemolítica.
- B) 25% de ser Rh+; risco constante em todas as gestações.
- C) 50% de ser Rh+; profilaxia não altera risco em gestações futuras.
- D) 100% de ser Rh+; risco alto já no primeiro filho.
- E) 50% de ser Rh+; baixo risco no 1º filho, maior risco nas gestações seguintes sem profilaxia.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Determine os genótipos. A mãe é dd (Rh-) e o pai é Dd (Rh+ heterozigoto). Como D é dominante, o pai produz gametas D e d com igual probabilidade, e a mãe produz apenas gametas d.
- Calcule a probabilidade de o feto ser Rh+. Do cruzamento dd x Dd resultam Dd e dd, cada um com 50%. Os fetos Dd são Rh+, logo a chance de um feto Rh+ é 50%.
- Analise o primeiro filho. Como a mãe não foi sensibilizada antes, o contato entre o sangue fetal Rh+ e o sangue materno Rh- costuma ocorrer no parto ou em hemorragias, e a produção de anticorpos anti-D é lenta. Por isso o risco de doença hemolítica no primeiro filho é baixo.
- Analise as gestações seguintes. Uma mãe já sensibilizada produz anticorpos anti-D (IgG) que atravessam a placenta e destroem hemácias de fetos Rh+, causando doença hemolítica do recém-nascido. Sem profilaxia, o risco aumenta a cada gestação Rh+.
- Compare com as alternativas erradas. A alternativa A está errada porque o pai heterozigoto transmite o alelo D em metade dos casos. A alternativa B está errada porque 25% não corresponde ao cruzamento dd x Dd e o risco não é constante, pois aumenta com a sensibilização. A alternativa C acerta a probabilidade, mas erra ao dizer que a profilaxia não altera o risco, pois a imunoglobulina anti-D administrada à mãe evita a sensibilização. A alternativa D está errada porque o pai ser Rh+ não garante um filho Rh+ e o risco alto não ocorre no primeiro filho.
- Conclusão: a alternativa E é a correta, e coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise as combinações genéticas e suas implicações.
Alternativa por alternativa
Acredita que, por a mãe ser Rh-, todos os filhos serão Rh-, ignorando que o pai heterozigoto pode transmitir o alelo dominante D.
Erra o cálculo do cruzamento dd x Dd, obtendo 25%, e supõe que o risco de doença hemolítica é igual em todas as gestações, sem considerar a sensibilização materna.
Calcula corretamente os 50% de chance de feto Rh+, mas acredita que a profilaxia com anti-D não altera o risco, desconhecendo que ela impede a sensibilização materna.
Por que engana: Confundir a probabilidade de herança do fator Rh com a presença de risco de doença hemolítica em gestações subsequentes.
Assume que, por o pai ser Rh+, todo filho será Rh+ (100%), desconsiderando que o pai é heterozigoto. Também supõe que a sensibilização e o risco alto ocorrem já na primeira gestação.
Dd × dd dá 50% D; sensibilização materna aumenta risco em gravidezes posteriores.
Raio-X da questão
hereditariedade Rh
avaliacao
genética mendeliana · tipos sanguíneos
Revisar os conceitos de herança genética e doença hemolítica.
Confundir a probabilidade de herança do fator Rh com a presença de risco de doença hemolítica em gestações subsequentes.
ciencia_tecnologia
pensamento_critico
cientifico
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