Em uma escola pública, 78% dos estudantes afirmam usar redes sociais para pesquisar conteúdos escolares…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e avaliar os impasses ético-políticos decorrentes das transformações culturais, sociais, históricas, científicas e tecnológicas no mundo contemporâneo e seus desdobramentos nas atitudes e nos valores de indivíduos, grupos sociais, sociedades e culturas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma escola pública, 78% dos estudantes afirmam usar redes sociais para pesquisar conteúdos escolares. Entretanto, 41% relatam já ter encontrado informações falsas nessas plataformas, e 27% dizem enfrentar conexão instável ou não possuir acesso regular à internet. Durante uma reunião, um estudante afirma que as redes sociais podem melhorar a aprendizagem, enquanto outros defendem que a escola deve analisar as condições e os efeitos desse uso antes de adotá-lo. Considerando os dados apresentados e o debate sobre o uso de redes sociais na educação, qual análise identifica adequadamente o principal impasse ético-político da situação?
- A) As redes sociais podem ampliar as oportunidades de aprendizagem, mas exigem formação para avaliar informações e políticas que reduzam as desigualdades de acesso.
- B) As redes sociais oferecem as mesmas possibilidades educacionais a todos, pois o acesso digital depende somente do interesse.
- C) A escola deve impedir o uso de redes sociais, porque toda informação encontrada nessas plataformas é falsa.
- D) As redes sociais devem ser adotadas pela escola, pois a maioria dos estudantes já as utiliza para estudar.
- E) As dificuldades do uso escolar das redes sociais resultam apenas da falta de esforço dos estudantes para pesquisar.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Os dados mostram um quadro de contradições. 78% dos estudantes usam redes sociais para pesquisar conteúdos escolares, 41% já encontraram informações falsas nessas plataformas e 27% enfrentam conexão instável ou não têm acesso regular à internet. Ou seja, há potencial pedagógico, mas também risco de desinformação e desigualdade de acesso.
- O debate na reunião opõe dois pontos de vista. Um estudante defende que as redes melhoram a aprendizagem, enquanto outros propõem que a escola analise as condições e os efeitos do uso antes de adotá-lo. O impasse ético-político está em decidir como usar a tecnologia de forma justa, sem ignorar nem os benefícios nem os riscos, e sem deixar de fora quem não tem acesso regular.
- A alternativa A identifica esse impasse. Ela reconhece a ampliação de oportunidades, exige formação para avaliar informações (lidar com os 41% que encontraram informações falsas) e propõe políticas que reduzam desigualdades de acesso (lidar com os 27% sem conexão adequada). Por isso é a análise adequada.
- Por que as demais estão erradas: a B ignora a desigualdade, pois afirma que o acesso depende só do interesse, o que os 27% sem acesso regular contradizem. A C é um exagero, pois generaliza que toda informação nessas plataformas é falsa, o que os dados não dizem. A D usa a maioria como justificativa para adotar a prática, sem analisar riscos e condições, o que é justamente o que o debate questiona. A E atribui os problemas apenas à falta de esforço dos estudantes, desconsiderando as condições de acesso e a formação docente e institucional.
💡 Dica: Considere diferentes perspectivas sobre o uso das redes sociais.
Alternativa por alternativa
A situação apresenta simultaneamente um potencial educativo e dois riscos coletivos: a circulação de informações falsas e a desigualdade de acesso à conexão. Por isso, o uso das redes sociais não deve ser considerado automaticamente benéfico ou prejudicial. A análise adequada relaciona aprendizagem, responsabilidade crítica e justiça social, dimensões próprias de um impasse ético-político.
O aluno supõe que a tecnologia, por estar disponível, iguala as oportunidades de todos, e que a falta de acesso depende apenas de vontade pessoal.
O aluno acredita que, por haver muita informação falsa, a solução é proibir totalmente o uso, tratando todo conteúdo como falso, o que o dado de 41% não sustenta.
O aluno toma a popularidade do uso (78%) como prova de adequação pedagógica e ignora os riscos de desinformação e de desigualdade apresentados no enunciado.
O aluno culpa exclusivamente o estudante pela dificuldade, desconsiderando as desigualdades de acesso (27%) e a responsabilidade da escola e das políticas públicas.
Raio-X da questão
tecnologias digitais na educação
diagnostico
impactos das tecnologias na educação · ética na tecnologia
Revisar os impactos éticos e políticos das tecnologias na educação.
O aluno pode acreditar que as redes sociais são totalmente benéficas, ignorando os riscos de desinformação e exclusão.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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