Durante o período colonial, autoridades portuguesas descreveram a Inconfidência Mineira como uma conspiração…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante o período colonial, autoridades portuguesas descreveram a Inconfidência Mineira como uma conspiração criminosa contra a ordem estabelecida. No século XIX, porém, setores do Império brasileiro passaram a apresentar o movimento como uma antecipação da independência nacional. Já no período republicano, a figura de Tiradentes foi transformada em símbolo cívico, associado aos ideais de liberdade e cidadania. Essas interpretações foram produzidas em contextos políticos distintos e mobilizaram referências filosóficas diferentes: a defesa da ordem monárquica em uma narrativa e os ideais iluministas de liberdade política em outras. Compare as narrativas sobre a Inconfidência Mineira apresentadas no texto, considerando as perspectivas filosóficas e os contextos políticos que as fundamentam. A comparação evidencia principalmente a existência de
- A) Leitura histórica unilateral
- B) Perspectivas históricas divergentes
- C) Fatos históricos independentes
- D) Narrativa histórica uniforme
- E) Neutralidade interpretativa absoluta
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Leia o texto e identifique as três leituras sobre a Inconfidência Mineira: a colonial, que a via como conspiração criminosa contra a ordem; a do século XIX, que a apresentava como antecipação da independência; e a republicana, que fez de Tiradentes um símbolo cívico ligado à liberdade e à cidadania.
- Observe o que o próprio texto afirma sobre essas leituras: elas foram produzidas em contextos políticos distintos e mobilizaram referências filosóficas diferentes (defesa da ordem monárquica em uma delas e ideais iluministas de liberdade política nas outras).
- Pergunte-se o que a comparação evidencia. Como a mesma conspiração recebe interpretações opostas e feitas em épocas e com fundamentos distintos, a conclusão natural é que existem perspectivas históricas divergentes sobre o mesmo evento. Esse é o sentido da alternativa B, que é a resposta correta, e o gabarito oficial está correto.
- Analise as demais alternativas. A alternativa A está errada porque o texto mostra várias leituras, não uma única leitura unilateral. A alternativa C está errada porque o texto não trata os fatos como independentes, mas mostra como as interpretações mudam sobre o mesmo acontecimento. A alternativa D está errada porque a narrativa é justamente plural, não uniforme. A alternativa E está errada porque as interpretações são claramente situadas em contextos e fundamentos políticos, sem neutralidade absoluta.
💡 Dica: Analise as diferentes perspectivas filosóficas antes de comparar as narrativas.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter visto que uma das narrativas defende a ordem monárquica e concluído que todas partem de um mesmo ponto de vista unilateral, ignorando as diferenças entre elas.
O texto apresenta interpretações diferentes sobre o mesmo acontecimento: uma o caracteriza como crime contra a ordem colonial, enquanto outras o relacionam à independência, à liberdade e à cidadania. Essas interpretações variam conforme os contextos políticos e as referências filosóficas de seus autores, evidenciando perspectivas históricas divergentes.
O aluno pode ter entendido que, por se tratar de um fato histórico, a conspiração deve ser tratada como dado objetivo e independente das leituras feitas sobre ele.
O aluno pode ter tomado as diferentes menções à Inconfidência como se fossem uma única história contada ao longo do tempo, sem perceber que elas se contradizem.
O aluno pode ter associado a ideia de comparar narrativas à ideia de imparcialidade total, achando que a análise histórica deve ser completamente neutra e que as interpretações não têm vínculo com contextos políticos.
Por que engana: Confundir a existência de múltiplas interpretações com a ideia de uma narrativa única ou objetiva.
Raio-X da questão
narrativas históricas
avaliacao
narrativas historicas · perspectivas filosoficas
Revisar as principais correntes filosóficas e suas interpretações de eventos históricos.
Confundir a existência de múltiplas interpretações com a ideia de uma narrativa única ou objetiva.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
Questões parecidas com resolução
- Em 1789, após a repressão à Inconfidência Mineira, autoridades coloniais produziram relatórios para a Coroa portuguesa…
- Em diferentes períodos, a Inconfidência Mineira foi apresentada de maneiras distintas. Os registros produzidos pela…
- Na capitania de Minas Gerais, no final do século XVIII, a redução da produção aurífera aumentou as dificuldades dos…
- ENEM - 2010 I — Para consolidar-se como governo, a República precisava eliminar as arestas, conciliar-se com o passado…
- Na década de 1780, a extração de ouro em Minas Gerais havia diminuído, mas a Coroa portuguesa manteve a cobrança do…
- Leia atentamente o seguinte excerto: “O papel de herói da Inconfidência Mineira cabe ainda a Tiradentes porque ele foi o…
🔎 Resolver outra questão
Cole o enunciado e veja a resolução passo a passo, a alternativa correta e por que as outras estão erradas.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
