Analise a frase "Penso, logo existo" e sua implicação na filosofia moderna.
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Analise a frase "Penso, logo existo" e sua implicação na filosofia moderna.
- A) Reforça o empirismo.
- B) Estabelece o eu como fundamento.
- C) Negligencia a importância dos sentidos.
- D) Foca na experiência como única fonte.
- E) Promove a dúvida como método absoluto.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A frase 'Penso, logo existo' (cogito, ergo sum) é de René Descartes, no Discurso do Método (1637) e nas Meditações Metafísicas (1641). Ela aparece como a primeira certeza que resiste à dúvida metódica, procedimento em que Descartes suspende a crença em tudo o que pode ser posto em dúvida. Passo 2: Ao perceber que, mesmo duvidando de tudo, não pode duvidar de que está pensando, ele conclui que o próprio sujeito pensante existe. Passo 3: Por isso, o eu (o sujeito pensante, a consciência) passa a ser o ponto de partida seguro para construir o conhecimento, ou seja, o fundamento da filosofia moderna. A alternativa B, 'Estabelece o eu como fundamento', descreve exatamente essa implicação. Passo 4: A alternativa A está errada, pois o empirismo (Locke, Hume) parte da experiência sensível, enquanto o cogito é uma verdade racional e não depende dos sentidos. Passo 5: A alternativa C está errada, porque Descartes desconfia dos sentidos como fonte segura de certeza, mas a frase não trata de negligenciar a sensibilidade como implicação filosófica central. Passo 6: A alternativa D está errada, pois afirmar a experiência como única fonte de conhecimento é a tese empirista, oposta à de Descartes, que valoriza a razão. Passo 7: A alternativa E está errada, porque a dúvida é um meio provisório e não um método absoluto; ela serve para chegar a uma certeza indubitável, o que o próprio cogito demonstra. Conclusão: a resposta correta é B, em concordância com o gabarito oficial.
💡 Dica: Reflita sobre o significado da frase e suas consequências filosóficas.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a valorização do pensamento moderno ao empirismo, confundindo a tradição racionalista de Descartes com a tradição empirista de Locke e Hume.
A frase coloca o sujeito pensante no centro do conhecimento.
O aluno entende que, por Descartes duvidar dos sentidos, a frase significa uma negação da importância da sensibilidade, sem perceber que isso é apenas um passo da dúvida metódica e não a implicação da frase.
Por que engana: Confundir o racionalismo cartesiano com empirismo, atribuindo a frase a uma valorização dos sentidos em vez do pensamento.
O aluno toma a experiência como única fonte de conhecimento como característica da modernidade em geral, quando essa é a tese do empirismo e não a do racionalismo cartesiano.
O aluno confunde a dúvida metódica com um fim em si mesma, achando que a dúvida é o critério final de verdade, quando em Descartes ela é apenas um meio para alcançar uma certeza indubitável.
Raio-X da questão
filosofia moderna
avaliacao
filosofia moderna · racionalismo cartesiano
Estudar a obra de René Descartes e suas principais ideias.
Confundir o racionalismo cartesiano com empirismo, atribuindo a frase a uma valorização dos sentidos em vez do pensamento.
cidadania_etica
tomada_decisao
abstrato
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