Analise como a frase "Penso, logo existo" reflete a filosofia cartesiana.
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
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Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Analise como a frase "Penso, logo existo" reflete a filosofia cartesiana.
- A) A frase é apenas uma provação de fé.
- B) Mostra que a existência depende da razão.
- C) É uma negação do conhecimento sensorial.
- D) É um princípio do empirismo.
- E) Reflete uma visão pessimista da vida.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A frase 'Penso, logo existo' (em latim, cogito, ergo sum) é a formulação mais conhecida de René Descartes, filósofo do racionalismo do século XVII, e aparece no Discurso do Método e nas Meditações.
- Descartes buscava um conhecimento seguro, livre de qualquer dúvida. Ele decidiu duvidar de tudo o que pudesse ser posto em dúvida, inclusive dos sentidos e da própria existência do mundo externo.
- Ao duvidar de tudo, percebeu que havia uma certeza que não podia ser negada: o próprio ato de duvidar e de pensar. Quem pensa precisa existir como sujeito que pensa, e essa existência é verificada pela razão, sem depender de experiência sensível ou de fé.
- Logo, a alternativa B está correta: a frase mostra que a certeza da existência depende do pensamento, isto é, da razão. A existência é provada pelo exercício racional do próprio sujeito.
- A alternativa A está errada, pois o argumento não é uma prova de fé, mas uma demonstração racional buscada por Descartes.
- A alternativa C está errada, pois Descartes duvida dos sentidos como ponto de partida, mas não nega o conhecimento sensorial como um todo, que depois é reconstruído em outras bases.
- A alternativa D está errada, pois o empirismo (Locke, Hume) afirma que o conhecimento vem da experiência, enquanto Descartes é racionalista.
- A alternativa E está errada, pois a frase não expressa pessimismo; ela é uma afirmação de certeza sobre a existência.
- Conclusão: o gabarito oficial B está correto.
💡 Dica: Reflita sobre os princípios da filosofia de Descartes.
Alternativa por alternativa
Associa o cogito a um argumento religioso ou a uma crença sem fundamento, como se Descartes apenas afirmasse existir por fé. Não percebe que o objetivo do filósofo é uma certeza obtida pela razão.
Por que engana: Confundir o racionalismo cartesiano com empirismo ou interpretar 'penso, logo existo' como fé ou pessimismo.
A afirmação conecta o ato de pensar à certeza da existência.
Entende que Descartes rejeita por completo o conhecimento dos sentidos, sem notar que a dúvida é um método provisório e que o cogito é um ato de pensamento, não uma negação geral da experiência.
Confunde o racionalismo cartesiano com o empirismo, supondo que a certeza da existência venha da experiência sensível. Esquece que o empirismo (Locke, Hume) atribui a origem do conhecimento aos sentidos.
Interpreta a frase pelo tom do senso comum, associando a reflexão excessiva a angústia e pessimismo. Não reconhece que a frase expressa uma afirmação de certeza, não uma visão de mundo negativa.
Raio-X da questão
filosofia cartesiana
avaliacao
filosofia cartesiana · racionalismo
Estudar os fundamentos da filosofia de René Descartes.
Confundir o racionalismo cartesiano com empirismo ou interpretar 'penso, logo existo' como fé ou pessimismo.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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