Identifique a importância do 'Cogito, ergo sum' na filosofia moderna.
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Identifique a importância do 'Cogito, ergo sum' na filosofia moderna.
- A) É um princípio duvidoso
- B) Refere-se à experiência sensorial
- C) Baseia-se na existência de Deus
- D) Estabelece a base do subjetivismo
- E) Rejeita a razão como fonte de conhecimento
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A frase 'Penso, logo existo' foi formulada por René Descartes no Discurso do Método (1637) e aparece em Princípios da Filosofia. Descartes buscava uma verdade indubitável a partir da qual reconstruir todo o conhecimento. Ao duvidar de tudo, percebeu que não podia duvidar de que estava pensando e, portanto, de que existia como sujeito pensante.
- Esse ponto de partida é o sujeito, a consciência que pensa, e não o mundo externo ou a autoridade tradicional. Por isso o cogito é considerado a base da virada subjetivista da filosofia moderna: o sujeito passa a ser o fundamento e a garantia do conhecimento.
- Analisando as alternativas, a correta é a D, que afirma que o cogito estabelece a base do subjetivismo.
- A alternativa A está errada porque o cogito é justamente apresentado por Descartes como uma verdade certa e indubitável, não como princípio duvidoso.
- A alternativa B está errada porque o cogito não parte da experiência sensorial; ele surge da dúvida metódica sobre os sentidos e sobre o próprio pensamento.
- A alternativa C está errada porque a existência de Deus não é o fundamento do cogito; Deus aparece depois, como garantia da veracidade das ideias claras e distintas.
- A alternativa E está errada porque Descartes é um racionalista, que valoriza a razão como fonte principal de conhecimento, e não a rejeita.
- Conclusão: o cogito tem importância por fundar a certeza na razão reflexiva do sujeito, o que caracteriza a base do subjetivismo moderno.
💡 Dica: Reflita sobre o impacto do pensamento de Descartes.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter associado a dúvida metódica de Descartes à ideia de que o princípio em si seria incerto. Confunde o método da dúvida, que é provisório, com o resultado, que é uma certeza.
Por que engana: Confundir o 'Cogito, ergo sum' com conceitos relacionados à experiência sensorial ou à existência de Deus, interpretando-o erroneamente como princípio duvidoso ou rejeição da razão.
O aluno pode ter pensado que, por Descartes ser um filósofo que trata do conhecimento, o cogito se basearia nos sentidos, como no empirismo. Confunde o racionalismo cartesiano com a tradição empirista de Locke e Hume.
O aluno pode ter se confundido porque Descartes fala de Deus em outras partes de sua obra, como garantia de que as ideias claras são verdadeiras, e supôs que Deus fosse o fundamento do cogito. Não percebeu a ordem das etapas da argumentação.
O Cogito fundamenta a subjetividade do pensamento.
O aluno pode ter tomado a dúvida radical como rejeição da razão, achando que Descartes desconfia de todo conhecimento racional. Não percebeu que a dúvida é um procedimento racional usado para alcançar certezas.
Raio-X da questão
Cogito, ergo sum
avaliacao
filosofia moderna · racionalismo cartesiano
Estudar a obra de Descartes e suas implicações na filosofia moderna.
Confundir o 'Cogito, ergo sum' com conceitos relacionados à experiência sensorial ou à existência de Deus, interpretando-o erroneamente como princípio duvidoso ou rejeição da razão.
pensamento_critico
abstrato
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