Localização de informação explícita: o aluno troca detalhes que o texto informa
Veja como diagnosticar se o aluno encontra dados escritos no texto ou se troca personagem, tempo, lugar e instruções. Um guia com erros recorrentes, sequência didática e questões comentadas.
Eu já vi uma criança ler um bilhete inteiro, levantar os olhos e responder que Lia foi à padaria com a mãe. A mãe estava logo no começo, no vocativo, e a criança se agarrou à personagem mais saliente sem voltar à frase que dizia “com o vovô”. O problema não era falta de leitura de todas as palavras: era não distinguir quem escreveu, para quem escreveu e o que aconteceu. Quando isso ocorre, costumo pedir que o aluno mostre no texto a pista que sustenta a resposta. Às vezes ele encontra; às vezes percebe que respondeu por familiaridade, não por evidência.
Também já encontrei alunos que sabem repetir uma orientação, mas alteram um detalhe quando ela aparece entre outras informações. Num aviso escolar, por exemplo, podem lembrar da atividade ao ar livre e esquecer a camiseta azul ou a garrafa. Em sala, não trato esses deslizes como desatenção genérica. Comparo a resposta ao trecho, observo que tipo de pista foi confundida e planejo uma intervenção específica. Localizar informação explícita parece simples, mas exige atenção ao objetivo da pergunta e ao modo como o dado aparece no texto.
O que é localização de informação explícita, explicado para o professor
Localizar informação explícita é encontrar no texto um dado que está apresentado diretamente e responder com base nele. O estudante pode precisar reconhecer um personagem, uma ação, um horário, um lugar, uma instrução ou uma característica. A resposta nem sempre repete as mesmas palavras da fonte: a pergunta pode reformular o dado, combinar duas informações ou apontar um objetivo de leitura. Ainda assim, a evidência está no texto; não é necessário inventar uma explicação que ele não oferece. Nas questões deste guia, aparecem desde uma frase curta sobre quem fez o quê até avisos, cartazes, bilhetes e instruções em inglês. O conceito é trabalhado do 1º ao 7º ano, em Língua Portuguesa e Língua Inglesa, com complexidade crescente. Na BNCC, relaciona-se a EF15LP03, EF07LI09, EF06LI09 e EF01LP26.
Vale separar três operações que às vezes aparecem juntas. Primeiro, o aluno precisa compreender a pergunta: ela quer saber o quê, quem, quando ou onde? Depois, precisa localizar a passagem que contém a resposta. Por fim, precisa conferir se a alternativa preserva o dado sem acrescentar, omitir ou trocar elementos. No cartaz da feira, por exemplo, a informação correta envolve local e horário; na frase de Bia, é preciso identificar pessoa, tempo e lugar. Em inglês, o estudante pode localizar a instrução principal mesmo que o enunciado apresente um propósito, como evitar que o sanduíche fique úmido. A tarefa não é simplesmente copiar palavras, mas estabelecer uma correspondência fiel entre pergunta, trecho e resposta. Essa distinção ajuda a explicar por que uma alternativa plausível pode estar errada: ela pode usar palavras do texto, mas associá-las à ação ou ao objetivo incorreto.
O que o aluno precisa saber antes?
Antes de cobrar localização, verifico se o estudante consegue ler o gênero e as estruturas linguísticas que carregam a informação. Nas fichas aparecem como pré-requisitos a leitura de bilhetes, avisos, cartazes, textos informativos e instruções; a identificação de personagens; a compreensão de frases simples; o vocabulário de tempo e lugar; a identificação de instruções; e, em inglês, vocabulário básico de alimentos e compreensão de instruções. Algumas tarefas pedem ainda que o aluno reconheça a finalidade de um cartaz ou compare informações. Esses conhecimentos não precisam estar perfeitos para iniciar o ensino, mas, se faltarem, podem mascarar a habilidade-alvo. Uma resposta errada pode decorrer de não conhecer “Friday”, não compreender “bring” ou não entender quem é o destinatário do bilhete, e não de incapacidade de buscar uma informação explícita.
Faço uma checagem curta antes da atividade principal. Mostro uma frase simples e peço que a criança marque quem age, o que faz e onde ou quando. Depois apresento um bilhete ou cartaz familiar e pergunto qual informação serve para resolver uma necessidade concreta. Em inglês, verifico primeiro palavras-chave e instruções curtas, sem transformar o diagnóstico em teste de vocabulário extenso. Peço que cada aluno sublinhe a pista e explique como chegou à resposta. Se o estudante localiza o trecho, mas não entende uma palavra essencial, registro necessidade de vocabulário; se compreende o texto oralmente, mas escolhe um detalhe diferente ao ler, observo leitura e rastreamento. Essa separação torna o diagnóstico útil: posso rever a base necessária sem concluir que toda dificuldade é de interpretação.
Quais são os erros mais comuns e por que acontecem?
As oito questões mostram que o erro não é um único tipo de “leitura desatenta”. Há confusão entre personagens, ações e destinatário; seleção de apenas parte de uma instrução; mistura de horário e atividade; troca de local, data ou característica; e escolha de uma informação relacionada ao tema, mas que não responde ao objetivo. Em várias fichas, os distratores mais prováveis são alternativas que aproveitam algo verdadeiro do texto — como uma personagem mencionada, um objeto realmente citado ou uma recomendação próxima — e mudam sua função. Isso é pedagogicamente valioso: o aluno não necessariamente chutou, mas pode ter localizado uma palavra e interrompido a leitura antes de verificar a relação. A intervenção deve ensinar a conferir a resposta completa, em vez de apenas recomendar que a turma “preste mais atenção”.
Confundir quem aparece com quem realiza a ação
No bilhete de Lia, a mãe é a destinatária, mas o avô acompanha Lia. O distrator mais provável é justamente “com a mamãe”: a criança reconhece uma pessoa presente no texto, mas não liga cada personagem ao seu papel. Isso pode ocorrer quando a leitura é feita por busca de nomes sem atenção à frase em que aparecem. Intervenho pedindo que o aluno circule os nomes e desenhe ou diga a relação entre eles: quem escreve, quem recebe e quem foi à padaria. Depois, peço que aponte as palavras exatas que sustentam a resposta. O objetivo não é decorar que “mamãe” costuma aparecer em bilhetes, mas distinguir presença textual de resposta à pergunta.
Escolher uma informação verdadeira, mas que não responde ao objetivo
Na questão do sanduíche, a garrafa congelada e o descarte de sobras aparecem no texto, mas Diego quer evitar pão úmido. O distrator E, preparar o sanduíche antes da caminhada, é especialmente plausível porque menciona a montagem, porém inverte a orientação. A ficha aponta esse como o distrator mais provável. A causa pode ser a leitura de uma palavra familiar sem retorno à finalidade apresentada no enunciado. Ensino o aluno a formular primeiro o objetivo em poucas palavras — “evitar pão úmido” — e então localizar a recomendação que resolve esse objetivo. Em inglês, posso aceitar marcação das frases-chave antes da resposta, sem exigir tradução integral se ela não for necessária.
Confundir a orientação principal com a programação
No aviso escolar, a atividade ao ar livre acontece depois do almoço, enquanto as instruções são levar garrafa e vestir camiseta azul na sexta-feira. A ficha identifica C como distrator mais provável: ela substitui as orientações por uma informação sobre a atividade e ignora o restante. Também há alternativas que acrescentam um horário às instruções ou omitem uma delas. O erro revela dificuldade em separar informação de contexto e comando. Para intervir, peço que o estudante marque verbos de instrução — “bring” e “wear” — e depois associe cada ação ao momento indicado. A turma pode comparar o que o aviso manda fazer com o que apenas informa que acontecerá.
Trocar finalidade, imagem e dado prático
No cartaz de vacinação, a imagem do escudo e a frase de proteção ajudam a persuadir, mas não dizem quando ir nem o que levar. O distrator B, ligado ao objetivo de prevenção, é o mais provável segundo a ficha. O aluno pode compreender o tema geral e ainda não localizar a informação prática pedida. A intervenção consiste em perguntar: “O que preciso saber para participar?” e classificar trechos como convite, justificativa ou instrução prática. Depois, o aluno localiza horário e documentos. Assim, não desvalorizamos a leitura de imagens ou a finalidade; apenas ensinamos que a pergunta determina qual informação textual é relevante.
Confundir pistas de tempo e lugar
Na frase sobre Bia, o distrator B troca o fim das aulas pelo começo. A criança pode conhecer a palavra “sinal”, mas não interpretar “sinal de saída” como pista temporal. Outras alternativas alteram cozinha para sala. A ficha aponta a confusão entre o momento, o lugar e a personagem como erro típico. Faço uma leitura em três perguntas: quem aparece, quando acontece e onde acontece? Cada resposta deve ter uma pista correspondente. Em frases curtas, essa rotina torna visível se o aluno está confundindo vocabulário, inferindo além do texto ou simplesmente deixando um dos componentes sem conferir.
Não conferir todos os dados do cartaz
Na feira, uma alternativa pode trazer um lugar escolar e um horário, mas trocar os dados efetivamente informados. O distrator A combina sala de aula e manhã, enquanto o cartaz diz pátio, das 14h às 16h. A ficha descreve a tendência de escolher detalhes diferentes sem conferir horário e local. Para corrigir, ensino a fazer uma busca por campos: dia, hora e lugar. O aluno pode anotar cada um em uma tabela antes de olhar as alternativas. Essa estratégia também ajuda a perceber que “na escola” não equivale necessariamente a “no pátio da escola”, e que a presença de um número não garante que o horário esteja correto.
Manter quase todas as instruções e alterar um detalhe
Na tarefa de Carla, todas as alternativas preservam parte das instruções, mas variam frequência, data, cor ou momento de entrega. O distrator D, que troca o galão azul pelo verde, é o mais provável na ficha. O erro típico é aceitar uma resposta porque ela parece quase completa. Esse comportamento pode indicar leitura global sem comparação minuciosa. Peço que o aluno confira cada instrução separadamente: frequência de cada planta, dia do adubo, cor do recipiente e entrega das cartas. Uma lista de verificação dá apoio sem entregar a resposta. Depois, retiro a lista e verifico se a estratégia foi internalizada.
Trocar ação, objeto e característica
No trecho de Bia, o chapéu foi encontrado, a bola foi guardada, a boneca foi desenhada e o livro foi lido. As alternativas usam objetos mencionados, mas atribuem a eles outra ação ou característica. A ficha indica B como distrator mais provável: a boneca pequena realmente aparece, porém não foi encontrada. Também é possível misturar “azul” e “colorido”. O erro revela que o aluno reconhece palavras do texto, mas não acompanha as relações entre verbo e complemento. Para intervir, proponho uma tabela simples de ação e objeto. O estudante não precisa memorizar a frase: precisa conferir quem fez o quê com qual elemento.
Como ensinar localização de informação explícita passo a passo?
Organizo o ensino do mais acessível ao mais exigente, sem começar por uma bateria de alternativas. Primeiro, leio um texto curto e modelo em voz alta como identifico a pergunta e procuro uma pista. Digo, por exemplo: “A pergunta quer saber com quem Lia foi. Vou voltar ao bilhete e localizar a frase da ida à padaria”. Depois, sublinho apenas a evidência necessária. Em seguida, comparo uma resposta correta com uma que menciona personagem presente, mas exerce outro papel. A turma precisa ouvir o raciocínio, não apenas receber a letra certa. Nas fichas, as dicas recorrentes são voltar ao trecho, procurar a orientação, localizar horário e lugar, identificar personagem, tempo e espaço e comparar cada instrução. Transformo essas dicas numa rotina estável, aplicável a diferentes gêneros e idades.
Na etapa guiada, apresento bilhetes, cartazes, avisos e frases com perguntas variadas. Peço que os alunos marquem a palavra interrogativa — quem, quando, onde, qual — e indiquem que tipo de informação procurar. Em textos com várias instruções, criamos uma lista de verificação; em textos em inglês, destacamos verbos de comando e palavras-chave do contexto. Depois, os estudantes justificam a resposta citando ou apontando a evidência. Na prática independente, uso alternativas com erros intencionais: uma omite parte da informação, outra altera um detalhe e outra traz uma informação verdadeira, porém irrelevante para a pergunta. Ao discutir por que cada uma falha, a turma aprende a conferir fidelidade, não apenas a encontrar palavras iguais. Fecho com uma saída rápida: cada aluno escreve a resposta e copia a pista textual que a comprova.
Para diferenciar, reduzo o tamanho do texto e apoio a leitura de quem ainda não domina o gênero. Não simplifico automaticamente a pergunta e as pistas ao mesmo tempo: quero descobrir qual componente está dificultando. Para estudantes mais fluentes, aumento a quantidade de dados ou peço que combinem informações, como horário e documentos, sem exigir inferências que o texto não autoriza. Em Língua Inglesa, posso oferecer glossário de palavras que não são alvo da avaliação e manter em foco a localização da instrução. Retomo os erros na aula seguinte com exemplos novos, não com a mesma questão decorada. Quando o aluno explica “escolhi porque o texto diz...” e aponta a passagem adequada, tenho evidência de que está usando uma estratégia transferível.
Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento?
Escolho o formato de acordo com a decisão pedagógica que preciso tomar. Para diagnóstico, começo com frases, bilhetes ou cartazes curtos e de leitura básica: as questões de Bia, do bilhete de Lia e da feira têm baixo poder de discriminação nas fichas, mas são úteis para verificar fundamentos e abrir uma prova. Para observar progressão, uso enunciados interpretativos de nível médio, nos quais o estudante precisa selecionar uma orientação entre informações relacionadas, como sanduíche e vacinação. Para avaliar preservação de várias instruções, uso a tarefa de Carla, que exige conferir múltiplos detalhes. Os tempos registrados vão de cerca de um minuto a curto ou um a dois minutos, mas não trato essa medida como velocidade obrigatória: registro se o aluno localiza, confere e justifica. Em nenhuma das oito questões há cálculo; a demanda é leitura, vocabulário e comparação textual.
Nas fichas, as questões são adequadas a usos diferentes. Todas servem para prova, atividade e lição de casa; várias também são indicadas para diagnóstico e avaliação rápida. A questão de sanduíche não é marcada como boa para diagnóstico, e as de aviso escolar e de Bia não são indicadas para simulado. Respeito essas distinções: uso a primeira para progressão e leitura em contexto, não como única medida inicial. Um item com poder baixo pode ser ótimo para verificar rapidamente uma habilidade essencial, mas não necessariamente separa níveis de domínio. Um item de poder médio pode revelar diferenças na seleção e integração de pistas, sem substituir observação do processo. Em prova, distribuo itens simples no começo e outros mais exigentes depois; em atividade e lição, peço justificativas; em avaliação rápida, recolho uma resposta e a evidência textual. Em simulado, escolho apenas itens indicados para esse uso e reviso se o enunciado está adequado à turma.
Além do acerto, analiso o padrão das alternativas: personagem errada, ação trocada, informação parcial, detalhe alterado ou conteúdo verdadeiro que não atende ao objetivo. Esses padrões informam o próximo passo de ensino. Se muitos alunos escolhem a alternativa que repete uma pessoa citada, retomo papéis e relações. Se trocam datas, trabalho comparação de dados. Se selecionam a finalidade em vez do horário, ensino a ler a pergunta como filtro. Registro também o nível de leitura e o tempo, mas sem concluir que demora equivale a não compreender. Para montar avaliações com itens variados e organizar uma sequência de aplicação, posso usar o gerador de provas do GeraProva. O cadastro grátis permite conhecer a plataforma e preparar instrumentos que ajudem a transformar respostas em decisões de ensino.
O que ensinar antes de localização de informação explícita?
O acervo aponta conteúdos que podem sustentar o trabalho e que vale revisar quando o diagnóstico mostra uma lacuna. Começo por identificação de informação explícita em frases e textos curtos, compreensão de frase, identificação de personagens e leitura de gêneros como bilhete e cartaz. A sequência temporal de ações é importante quando o aluno precisa interpretar “antes”, “depois”, “quando voltar” ou um sinal de saída. Também ensino identificação de informações em avisos e textos informativos, porque o estudante precisa distinguir campos e instruções. Em Língua Inglesa, se o obstáculo for entender palavras ou instruções, faço uma retomada de compreensão de texto em inglês. Quando uma tarefa inclui dados numéricos que podem ser comparados, reviso comparação de quantidades, sem confundir essa base com cálculo: as oito questões deste guia não exigem cálculo.
Esses pré-requisitos não formam uma fila rígida igual para todas as turmas. Se o aluno lê a pergunta e encontra o trecho, mas troca o sentido de uma expressão temporal, trabalho sequência e vocabulário de tempo. Se identifica palavras, mas não compreende a frase, reviso relações entre sujeito, ação e complemento. Se desconhece o gênero, mostro sua organização e finalidade antes de cobrar dados específicos. Em inglês, diferencio uma dificuldade com vocabulário de alimentos de uma falha em localizar a recomendação. A avaliação diagnóstica ajuda a escolher uma retomada curta e direcionada, em vez de repetir todo o conteúdo. Depois, reaplico uma tarefa semelhante com texto novo para verificar se a base revisada melhorou a localização de informação.
Para onde este conceito leva?
Localizar informação explícita é uma base, não o ponto final da compreensão. Depois que o estudante consegue identificar dados confiáveis, pode comparar informações, acompanhar personagens e ações e distinguir detalhes de ideias mais abrangentes. No acervo, entre os conceitos que dependem dessa base estão Identificação da ideia principal e ideia principal do texto. Para decidir o que é central, o leitor primeiro precisa reconhecer o que o texto efetivamente diz; depois, aprende a hierarquizar informações. Também aparecem relações com identificação de informação explícita em novos gêneros, compreensão de informação explícita, espaço da narrativa e elementos da narrativa. Nesses casos, a busca pode se voltar a onde a ação ocorre, quem participa e como os acontecimentos se organizam.
Essa progressão não significa que toda questão de localização deva virar uma questão de ideia principal. Mantenho claro o objetivo de cada atividade. Posso começar com “onde acontece?” e, em outro momento, perguntar qual informação é essencial para entender o texto. O primeiro item exige localizar um dado; o segundo exige selecionar e relacionar dados. Quando a turma confunde detalhe e ideia principal, volto às evidências explícitas para que os alunos tenham material concreto a comparar. Em narrativa, localizar cenário, personagem e ação dá suporte à compreensão de relações entre elementos, mas não equivale a explicar o efeito literário deles. Nomear essas etapas ajuda a planejar expectativas adequadas e impede que uma resposta inferencial seja cobrada quando o objetivo anunciado é encontrar algo diretamente informado.
Que ligações existem com outros temas e competências?
As questões trazem contextos cotidianos que permitem relacionar leitura a decisões reais. O bilhete e as instruções para cuidar das plantas trabalham comunicação e responsabilidade; o cartaz de vacinação e as orientações sobre alimentos se aproximam de saúde; a feira de troca e a correspondência abrem conversa sobre participação e convivência. As fichas associam temas transversais como cidadania e ética, saúde e convivência escolar, além de habilidades socioemocionais como pensamento crítico, tomada de decisão e atenção. Isso não significa transformar cada leitura em uma aula moralizante. A conexão funciona melhor quando nasce do texto: o aluno localiza o que levar para a campanha, compreende como evitar um alimento úmido ou confere o que deve fazer para cumprir um combinado. A informação explícita dá base para agir com responsabilidade e para justificar uma escolha.
Também uso esses contextos para perguntar como a precisão importa fora da prova. Trocar o dia de uma instrução, omitir um documento ou confundir destinatário pode gerar consequências práticas. Em uma conversa breve, os estudantes podem explicar qual detalhe precisa ser confirmado antes de agir. Essa reflexão mobiliza tomada de decisão sem pedir que eles infiram valores não apresentados. Em Inglês, ler instruções sobre uma caminhada aproxima a língua de situações de uso e permite conversar sobre cuidado com alimentos e descarte responsável, mantendo o foco na compreensão. Em sala, observo se os alunos escutam a justificativa do colega e revisam a própria resposta diante de evidências. A meta é que a precisão de leitura se torne hábito de participação, não apenas estratégia para marcar uma alternativa.
Quais são as 8 questões comentadas sobre localização de informação explícita?
Nas questões abaixo, apresento o enunciado e as alternativas para que você possa observar não só a resposta correta, mas o raciocínio que cada erro pode revelar. Recomendo pedir aos estudantes que apontem a pista antes de discutir as letras. Os itens variam de frases simples a instruções em inglês, passando por bilhete, aviso, cartaz e texto de divulgação. Em vez de usar o conjunto como uma lista indiferenciada de exercícios, selecione as questões conforme a etapa da turma: itens curtos para uma verificação inicial, tarefas de múltiplos detalhes para observar conferência e textos em inglês quando a base linguística estiver considerada. As explicações explicitam por que cada alternativa errada não corresponde ao texto; você pode aproveitar esse contraste para planejar perguntas orais e pequenos grupos de retomada.
Questão 1 — Bilhete: com quem Lia foi à padaria?
Leia o bilhete: “Mamãe, Fui à padaria com o vovô. Volto às 10 horas. Beijos, Lia.” De acordo com o bilhete, com quem Lia foi à padaria?
- ❌ A) Com o vovô. A resposta é correta no texto; se o aluno a rejeita, vale investigar se não distinguiu o destinatário do acompanhante.
- ❌ B) Com a mamãe. A mãe é a destinatária do bilhete, não quem foi à padaria. Escolher essa alternativa revela confusão entre personagem mencionada e papel na ação.
- ❌ C) Com a professora. A professora não aparece no bilhete. A escolha pode revelar resposta por suposição, sem comprovação textual.
- ❌ D) Com a irmã. O texto não menciona uma irmã. O erro indica que o aluno aceita uma possibilidade imaginada como se estivesse escrita.
- ❌ E) Sozinha. O bilhete informa que Lia foi com o vovô. A alternativa contraria diretamente a pista sobre companhia.
Gabarito: A) Com o vovô. A frase da ida à padaria traz diretamente a resposta. Peça que o aluno localize a expressão que identifica o acompanhante e diferencie essa informação do vocativo inicial.
Questão 2 — Hiking: como evitar um sanduíche úmido?
Leia o texto em inglês. Um conselheiro de caminhada recomenda manter pão e crackers longe de alimentos úmidos, guardar frutas e salada em recipiente fechado, levar o pão separado e montar o sanduíche na hora de comer. Para Diego evitar um sanduíche úmido, que anotação deve fazer?
- ✅ A) Manter o pão separado dos alimentos úmidos até a hora de comer. A orientação corresponde ao objetivo: evitar que o pão fique encharcado.
- ❌ B) Colocar crackers perto da fruta para que fiquem frescos. O texto recomenda o contrário, mantendo-os longe de alimentos úmidos. O erro revela leitura de palavras do mesmo trecho sem conferir a relação.
- ❌ C) Levar uma garrafa congelada para economizar água. A garrafa congelada ajuda a manter a comida fria; o texto não diz que ela economiza água. O aluno confunde recomendações distintas.
- ❌ D) Jogar fora toda a comida depois do almoço para manter a natureza limpa. O texto fala em descartar sobras que ficaram quentes por muito tempo e levar o lixo de volta. A alternativa generaliza e altera a orientação.
- ❌ E) Montar o sanduíche antes da caminhada para mantê-lo seco. A recomendação é montar apenas na hora de comer. O distrator inverte uma instrução explícita e foi apontado como o mais provável na ficha.
Gabarito: A. Para chegar à resposta, o leitor precisa relacionar o objetivo de Diego à recomendação específica sobre pão e alimentos úmidos, sem confundir outras dicas do texto.
Questão 3 — School Notice: quais são as orientações para sexta-feira?
Leia o aviso: “Dear students, please bring your water bottle and wear your blue T-shirt on Friday. We will have a short outdoor activity after lunch.” Com base no aviso, qual é a orientação principal dada aos estudantes para a sexta-feira?
- ❌ A) Levar garrafa e usar camiseta azul depois do almoço. O aviso associa depois do almoço à atividade ao ar livre, não às instruções sobre garrafa e camiseta. O erro revela que o aluno deslocou uma informação temporal.
- ✅ B) Levar uma garrafa de água e usar a camiseta azul na sexta-feira. As duas instruções aparecem diretamente no aviso; a atividade depois do almoço é informação de programação.
- ❌ C) Participar da atividade ao ar livre sem levar garrafa ou usar camiseta azul. A alternativa confunde a programação com as instruções e ainda elimina dois comandos explícitos.
- ❌ D) Usar a camiseta azul, sem precisar levar garrafa. Omite a orientação para levar água. O aluno localiza uma instrução, mas não confere se a resposta está completa.
- ❌ E) Levar garrafa, sem precisar usar camiseta azul. Omite a segunda orientação direta. Esse erro também indica seleção parcial.
Gabarito: B. Peça que os alunos sublinhem “bring” e “wear” e associem as duas ações a Friday. Assim, distinguem comandos das informações sobre a atividade.
Questão 4 — Campanha de vacinação: o que é necessário saber para participar?
Um cartaz informa: “Vacinar é um ato de proteção. Hoje, das 8h às 16h, a vacinação está aberta para crianças e adultos. Traga a carteira de vacinação e o documento de identificação.” Há um escudo e uma família na imagem, com destaque para o horário. Qual informação essencial permite participar no dia divulgado?
- ❌ A) Que só pode participar quem tem a carteira de vacinação completa. O cartaz pede a carteira, mas não exige que esteja completa. O erro transforma um pedido em condição inventada.
- ❌ B) Que o objetivo é incentivar a prevenção por causa da proteção. Isso descreve a finalidade persuasiva, mas não informa quando ir nem o que levar. O aluno responde sobre o tema, não sobre a necessidade prática.
- ✅ C) O horário de atendimento e os documentos solicitados. Esses dados dizem quando comparecer e o que apresentar para ser atendido.
- ❌ D) O escudo e a imagem da família. As imagens ajudam a comunicar proteção, mas não fornecem horário nem documentos. A escolha revela confusão entre recurso visual e dado prático.
- ❌ E) Que a campanha é somente para adultos. O cartaz inclui crianças e adultos. A alternativa altera o público informado.
Gabarito: C. A informação essencial para comparecer é prática: horário e documentos. É possível reconhecer a finalidade da campanha sem confundi-la com essa resposta.
Questão 5 — Bia: quem aparece, quando e onde?
Leia a frase: “Quando toca o sinal de saída, Bia entra na cozinha.” Quem aparece, em que momento e em que lugar?
- ❌ A) Bia; meio das aulas; cozinha. O sinal de saída indica o fim das aulas, não o meio. O aluno localiza o lugar, mas interpreta mal a pista de tempo.
- ❌ B) Bia; começo das aulas; cozinha. A cozinha está correta, mas o começo não corresponde ao sinal de saída. A ficha identifica essa troca temporal como distrator provável.
- ❌ C) Bia; fim das aulas; sala. O tempo está certo, mas Bia entra na cozinha. O erro revela que o estudante não conferiu o lugar.
- ❌ D) Bia; começo das aulas; sala. A alternativa altera tanto o tempo quanto o lugar. O aluno não verificou os três componentes.
- ✅ E) Bia; fim das aulas; cozinha. O sinal de saída marca o fim das aulas, e a frase diz que Bia entra na cozinha.
Gabarito: E. Uma boa estratégia é responder em três partes — pessoa, tempo, lugar — e localizar a pista textual para cada uma.
Questão 6 — Feira de Troca de Livros: quando e onde acontece?
Leia o cartaz: “Feira de Troca de Livros. Sexta-feira. Das 14h às 16h. No pátio da escola.” De acordo com o cartaz, a feira acontecerá:
- ❌ A) Na sala de aula, pela manhã. O cartaz indica o pátio e o período da tarde. A ficha aponta essa alternativa como distrator provável; o erro é aceitar horário e lugar que não foram informados.
- ✅ B) No pátio da escola, das 14h às 16h. A alternativa repete corretamente o local e o horário.
- ❌ C) Na biblioteca, das 16h às 18h. Nem o local nem o horário correspondem aos dados do cartaz. O aluno pode estar escolhendo locais escolares familiares sem conferir.
- ❌ D) Na quadra, ao meio-dia. Essas informações não aparecem no texto. A resposta inventa os dois dados.
- ❌ E) Na escola, no sábado de manhã. O cartaz informa sexta-feira à tarde. “Na escola” é genérico e não substitui o local específico informado.
Gabarito: B. Peça que os alunos registrem dia, horário e lugar separadamente antes de avaliar as alternativas, para evitar trocar campos relacionados.
Questão 7 — Instruções de Carla: qual bilhete mantém todos os detalhes?
Carla viajará de 10 a 20 de julho. Ana cuidará das plantas e da correspondência. As suculentas devem ser regadas duas vezes por semana e as plantas pendentes três vezes. No dia 12, deve usar o adubo do galão azul. A correspondência deve ser entregue quando Carla voltar. Qual bilhete dá todas as instruções?
- ✅ A) “Ana, regue cada planta na frequência certa, adube no dia 12 e entregue as cartas quando eu voltar. Carla”. Mantém as frequências, o dia, o adubo indicado e o momento da entrega.
- ❌ B) “Regue cada planta na frequência trocada...” As frequências das suculentas e das plantas pendentes foram invertidas. O erro revela dificuldade para conferir a correspondência entre dado e planta.
- ❌ C) “Adube no dia 13...” O texto determina o dia 12. Um único detalhe alterado torna a instrução incorreta; é preciso conferir datas.
- ❌ D) “Adube no dia 12 com o galão verde...” O adubo deve vir do galão azul. A ficha indica esse distrator como o mais provável; o aluno preserva quase tudo, mas troca uma característica.
- ❌ E) “Entregue as cartas antes de eu voltar.” Carla quer recebê-las quando voltar, não antes. A alternativa modifica o momento da ação.
Gabarito: A. O aluno precisa comparar cada detalhe, não apenas reconhecer uma resposta que pareça semelhante ao texto.
Questão 8 — Bia: o que ela encontrou?
Leia o trecho: “Bia encontrou um chapéu enorme. Ela guardou uma bola azul, desenhou uma boneca pequena e leu um livro colorido.” O que Bia encontrou?
- ❌ A) Uma bola colorida. A bola foi mencionada, mas era azul e foi guardada; não foi encontrada. O erro mistura objeto, característica e ação.
- ❌ B) Uma boneca pequena. A boneca foi desenhada, não encontrada. É o distrator mais provável na ficha e revela confusão entre ações associadas a objetos citados.
- ❌ C) Uma bola azul. A cor corresponde ao texto, mas a ação é “guardou”, não “encontrou”. O estudante reconhece o objeto sem acompanhar o verbo.
- ❌ D) Um livro colorido. O livro foi lido, não encontrado. A alternativa usa um detalhe verdadeiro em relação ao objeto e à característica, mas troca a ação.
- ✅ E) Um chapéu enorme. O texto declara diretamente que Bia encontrou esse objeto; os outros foram guardados, desenhados ou lidos.
Gabarito: E. Para apoiar a leitura, organize uma tabela com os verbos e seus objetos. Depois, peça que a turma localize a ação específica perguntada.
Perguntas frequentes sobre localização de informação explícita
As dúvidas mais comuns dos professores dizem respeito à diferença entre localizar e inferir, ao trabalho com inglês, à dificuldade aparente dos itens e ao uso dos resultados. Responder a essas questões ajuda a decidir o que cobrar e como interpretar um erro sem rotular o estudante. Em termos gerais, considero explícita a informação que o texto apresenta diretamente, ainda que a pergunta use outras palavras. Se a resposta depende de conhecimento externo ou de uma conclusão não afirmada, a habilidade avaliada já pode incluir inferência. Também é importante observar a leitura necessária para acessar a informação: reconhecer uma pista só é possível quando o gênero, o vocabulário e a estrutura da frase estão ao alcance do aluno. As respostas abaixo são autocontidas e podem servir como referência para planejamento e conversa com a equipe pedagógica.
Localizar informação explícita é apenas copiar uma frase?
Não. O aluno precisa compreender a pergunta, encontrar a evidência e conferir se a resposta preserva o sentido. A informação pode estar em uma frase, em um campo de cartaz ou distribuída entre duas instruções. A resposta pode ser reformulada, desde que não mude quem fez o quê, quando, onde ou sob quais condições.
Como diferencio erro de leitura de erro de interpretação?
Peça ao aluno que leia ou escute o trecho, aponte a pista e explique a alternativa escolhida. Se não compreende uma palavra ou gênero, a base de leitura pode ser o obstáculo. Se entende o trecho, mas relaciona a informação à ação errada, precisa trabalhar correspondência e conferência. Um único item raramente basta para separar essas causas.
Posso trabalhar a habilidade em Língua Inglesa sem exigir tradução de tudo?
Sim. Se o objetivo é localizar uma orientação, o estudante pode usar palavras-chave, verbos de comando, cognatos, contexto e glossário para chegar à informação relevante. Ofereça apoio para vocabulário que não é alvo da avaliação. Assim, você observa a busca e a compreensão da instrução sem transformar a tarefa em tradução integral.
Uma questão fácil tem utilidade diagnóstica?
Sim. Itens curtos e diretos podem verificar fundamentos, como identificar personagem, horário ou lugar, e abrir uma avaliação. Porém, baixo poder de discriminação significa que talvez não diferenciem bem níveis próximos de domínio. Combine-os com tarefas que exijam conferir múltiplos detalhes e interprete respostas junto a justificativas e observações de processo.
O que faço quando a turma escolhe uma alternativa parcialmente correta?
Identifique qual detalhe foi omitido ou alterado e retome a estratégia correspondente. Peça comparação campo a campo, sublinhado da evidência e explicação sobre por que a alternativa não preserva todas as informações. Depois, proponha um texto novo com estrutura semelhante. Repetir apenas a resposta correta pode treinar memória, mas não garante transferência.
Como usar os resultados para planejar a aula seguinte?
Agrupe respostas por padrão de erro: confusão de personagem, tempo ou lugar; omissão de instrução; troca de detalhe; ou escolha de informação relacionada, mas irrelevante. Retome o pré-requisito adequado para cada grupo e ofereça uma nova tarefa breve. Registre se o aluno consegue apontar evidência, não apenas se marcou a alternativa certa.
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