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Eventos certos, possíveis e impossíveis: por que o aluno confunde possível com certo

Um guia para diagnosticar como a turma classifica eventos aleatórios e por que possível não significa certo. Inclui uma sequência de ensino e oito questões comentadas com dados pedagógicos.

Eventos certos, possíveis e impossíveis: por que o aluno confunde possível com certo

Já vi uma criança olhar para um pote com bolas vermelhas e azuis e marcar que tirar uma bola verde era “possível”, porque a cor apareceu no enunciado. Quando pergunto o que a faz pensar assim, quase sempre ela responde que a retirada é aleatória: como não sabe qual bola virá, imagina que qualquer resultado pode acontecer. A confusão não está necessariamente na leitura do sorteio; está em misturar incerteza com ausência de limites. O aluno ainda não verificou o conjunto de resultados disponíveis antes de decidir.

Também acontece o contrário: a turma chama de impossível uma bola azul porque há poucas azuis, ou de certo tirar vermelho porque a maior parte do recipiente é vermelha. Nesses momentos, eu não começo pela correção da alternativa. Peço que a criança mostre quais resultados podem realmente sair e separe “pode acontecer” de “vai acontecer sempre”. Esse diagnóstico revela se ela reconhece o espaço de possibilidades ou se está julgando pela quantidade, pela expectativa ou pela palavra que chamou sua atenção.

O que são eventos certos, possíveis e impossíveis, explicado para o professor

Eventos certos, possíveis e impossíveis descrevem a relação entre um resultado anunciado e todos os resultados que uma situação permite. Um evento certo acontece em qualquer resultado previsto: ao retirar uma bola de um recipiente que contém somente bolas vermelhas e azuis, retirar uma bola vermelha ou azul é certo. Um evento possível pode acontecer, mas não está garantido: tirar azul é possível se houver bolas azuis e também outras cores. Um evento impossível não pode acontecer nas condições descritas: tirar verde de uma caixa sem bolas verdes. Essa classificação não exige, por si só, cálculo de probabilidade; exige compreender o que está disponível e comparar com o evento. Nos anos iniciais, o tema aparece em Matemática no 1º, 3º, 4º e 5º anos, associado às habilidades EF01MA20, EF03MA25, EF04MA26 e EF05MA22. A progressão amplia os contextos e a leitura das situações, sem mudar a distinção fundamental.

Vale insistir numa ideia: possível não quer dizer provável, nem quer dizer que o resultado vai ocorrer. Uma chance pequena continua sendo possibilidade quando o resultado faz parte do que pode acontecer. E um sorteio aleatório não transforma em possível um resultado que não existe no recipiente. Eu costumo representar os resultados em uma lista ou desenho antes de pedir a classificação: isso torna visível o limite da situação e ajuda a turma a justificar, em vez de escolher por intuição.

O que o aluno precisa saber antes de estudar eventos certos e impossíveis?

As fichas das oito questões apontam como bases recorrentes identificar cores, quantidades e setores; ler dados explícitos; reconhecer possibilidades em sorteios; e compreender noções de acaso e evento aleatório. Algumas questões pressupõem ainda noções básicas de probabilidade ou reconhecimento de eventos impossíveis. Não é preciso dominar frações nem calcular chances para resolver esse conjunto de tarefas: nenhuma das oito exige cálculo. O aluno precisa, sobretudo, compreender o que há no recipiente, disco ou situação e o que a ação permite retirar ou observar. Para verificar a base, mostro um conjunto pequeno de objetos, peço que a turma enumere os resultados possíveis e, depois, apresento eventos com uma cor presente, uma ausente e um grupo que reúne todas as cores. Se a criança não consegue descrever o material, o obstáculo pode ser leitura de dados, não classificação.

Faço essa verificação em poucos minutos, sem transformar a sondagem em prova formal. Por exemplo, apresento três cores e pergunto: “Quais podem sair?”, “Qual não pode?” e “Há alguma coisa que sempre acontece ao retirar uma peça?”. Registro se a resposta vem acompanhada de evidência (“não existe verde”) ou apenas de palpite. Nas fichas, leitura é baixa em várias questões, mas média em outras, especialmente quando há mais contexto ou mais informações. Se a turma erra sobretudo quando o enunciado é longo, vale separar a compreensão textual da ideia matemática. Para retomar as bases, também posso usar o gerador de provas do GeraProva para montar itens curtos e graduados.

Quais são os erros mais comuns ao classificar eventos?

O padrão mais importante nas fichas é a confusão entre possível e certo, junto da ideia de que qualquer resultado citado ou qualquer resultado de um sorteio pode acontecer. Em pelo menos quatro questões, a descrição do erro típico aponta diretamente para essa fronteira; em outras, o problema é confundir um resultado pouco provável com um impossível ou não conferir as cores disponíveis. As letras de distrator mais provável variam: aparecem E nas questões 1 e 5, D nas questões 2 e 4, B na 3 e 7, C na 6 e 8. Portanto, não há uma única alternativa errada que explique tudo: o diagnóstico útil é observar o raciocínio por trás da escolha. Apresento abaixo três famílias de erro, com intervenção correspondente, em vez de tratar cada distração como falta de atenção.

Confundir possível com certo

O aluno vê uma cor presente e conclui que ela certamente será retirada. A questão do pote com duas bolas amarelas, por exemplo, pode atrair quem marca “acontecerá com certeza” sem considerar que outras cores também estão no recipiente. O mesmo raciocínio aparece quando se toma uma cor entre várias como resultado garantido. Intervenho perguntando: “Existe pelo menos outro resultado possível?”. Se sim, aquele resultado específico pode acontecer, mas não é certo. Peço que a criança imagine duas retiradas diferentes e confirme se o evento anunciado ocorre nas duas.

Achar que toda cor citada tem chance de sair

O enunciado aleatório pode levar o estudante a pensar que não saber o resultado significa que qualquer resultado é possível. Nas questões dos recipientes sem verde ou do disco sem setor verde, a ausência precisa ser usada como evidência. A ficha da questão 1 também alerta para a possibilidade de considerar possível uma cor que não está no pote. Intervenho com uma lista concreta: primeiro registramos todas as cores que existem; depois comparamos cada evento a essa lista. Se a cor não aparece entre os resultados disponíveis, não é uma chance pequena: é impossível nas condições apresentadas.

Confundir improvável com impossível

Uma bola azul em pequena quantidade continua podendo ser retirada; ganhar na loteria é tratado como possível na questão 3, embora seja pouco provável. O aluno que escolhe esse evento como impossível pode estar usando “difícil” como sinônimo de “não pode”. Para intervir, separo duas perguntas: “O resultado está entre os que podem ocorrer?” e “Com que frequência esperamos que ocorra?”. Neste conteúdo, a primeira pergunta basta para classificar. Evito corrigir dizendo apenas que o aluno deveria ter lido melhor: ele precisa explicitar o conjunto de resultados e justificar por que um deles está ou não está nele.

Como ensinar eventos certos, possíveis e impossíveis passo a passo?

Começo com uma situação visível e familiar, como uma caixa transparente, sem pedir cálculo. Primeiro, a turma identifica o que há dentro; depois lista resultados que podem ocorrer. Em seguida, apresento um evento que reúne todos os resultados, outro que corresponde a parte deles e um que não corresponde a nenhum. Assim, a definição nasce da comparação. As dicas das fichas convergem: comparar as cores ou possibilidades citadas com as que existem, identificar o que pode e o que não pode aparecer e usar a definição apresentada no texto quando houver uma. Essa sequência atende tanto às questões de baixo nível de leitura quanto às de nível médio, e evita que a palavra “acaso” seja interpretada como ausência de regras. Retomo a pergunta “o que pode sair?” sempre que a turma se precipita para a classificação.

  1. Descrever o cenário: leia ou mostre os objetos e registre quantidades e características disponíveis.
  2. Construir os resultados: peça à turma que nomeie todas as possibilidades, sem ainda usar os rótulos certo, possível e impossível.
  3. Comparar eventos: proponha exemplos que abrangem tudo, parte dos resultados ou nenhum deles.
  4. Justificar: solicite uma frase com evidência: “é impossível porque não há…”, “é possível porque existe…”, “é certo porque todos…”.
  5. Variar a representação: passe de bolas para setores de um disco e situações cotidianas, mantendo a mesma estrutura de raciocínio.
  6. Retomar o erro: se o aluno confundir possível e certo, pergunte se há outro resultado; se confundir improvável e impossível, pergunte se o resultado está disponível.

Depois da exploração concreta, passo a questões com texto e alternativas. As situações das fichas são situacionais; algumas têm autonomia completa, enquanto outras pedem atenção à leitura das informações explícitas. Não preciso avançar para cálculo para verificar o conceito. A sequência funciona em atividade coletiva, estação de aprendizagem ou intervenção curta. Em uma correção, não anuncio somente a letra: convido o estudante a explicar por que cada evento tem aquela classificação. A justificativa mostra se ele entendeu o limite do conjunto de resultados ou se acertou por eliminação.

Como avaliar: que questão usar em cada momento da aprendizagem?

Para abrir uma sequência, prefiro itens curtos, de leitura baixa e sem cálculo, como as questões 1, 4, 5 e 8. Elas ocupam papel de abertura nas fichas e podem revelar rapidamente se a criança compara os resultados disponíveis com o evento. A questão 2 também é de abertura, mas tem leitura média e poder de discriminação baixo. As questões 3 e 7 aparecem como progressão, com leitura média e tempo médio; ajudam a observar se o estudante transfere a definição para situações diversas. A maioria das questões tem tempo curto, nenhuma exige cálculo e o poder de discriminação varia entre baixo e médio. Por isso, interpreto um acerto inicial com cautela e combino itens simples com outros que exponham confusões entre certeza, possibilidade e impossibilidade.

Nas fichas, as questões 1, 3, 4, 7 e 8 são marcadas como boas para diagnóstico; a questão 2 também tem essa indicação. As questões 5 e 6 são úteis para diagnóstico e avaliação rápida, embora suas fichas não as marquem como boa para lição de casa. A questão 6 é avaliativa, de abertura, leitura média e poder de discriminação médio. Para atividade e prova, todas as oito são indicadas; para simulado, as questões 1, 4, 5 e 8 não são indicadas, ao contrário de várias outras. Assim, escolho conforme o uso registrado, sem supor que um item sirva igualmente a qualquer formato. Para avaliação rápida, uso um item e peço justificativa oral; para diagnóstico, reúno itens com diferentes contextos e observo o tipo de erro.

O que ensinar antes: comparação de números naturais

O conceito indicado como anterior no percurso é comparação de números naturais. Essa relação pode apoiar a leitura de quantidades quando o estudante observa, por exemplo, que há três bolas azuis e quatro vermelhas, mas não é requisito para calcular uma chance nas oito questões: nenhuma delas exige cálculo. Eu verifico se a turma consegue ler e comparar quantidades sem confundir “há menos” com “não pode”. Uma quantidade pequena não elimina a possibilidade; zero exemplares da categoria, por outro lado, significa que ela não está entre os resultados disponíveis. Essa distinção ajuda a prevenir o erro de classificar como impossível algo apenas menos frequente. Se necessário, retomo comparação com coleções concretas antes de voltar à classificação dos eventos.

Como o acervo indica esse prévio conceito, mas não fornece um endereço específico para a página, não invento um link. Posso fazer uma ponte oral entre os temas: “Qual cor aparece mais? Qual aparece menos? Alguma não aparece?”. Em seguida, pergunto qual conclusão diz respeito à quantidade e qual diz respeito à possibilidade. Essa separação é útil porque a comparação numérica descreve o conjunto, enquanto certo, possível e impossível classificam eventos em relação ao conjunto. O aluno pode comparar corretamente e ainda precisar aprender que uma quantidade menor que zero não é a ideia em jogo: ausência e pouca frequência não são a mesma coisa.

Para onde este conceito leva: evento impossível em probabilidade

O conceito dependente indicado é Evento impossível em probabilidade. A passagem é natural: depois que a criança reconhece que determinado resultado não está entre os resultados possíveis, pode compreender o evento impossível como o caso de probabilidade nula em estudos posteriores. Nas atividades deste conjunto, não é preciso formalizar número ou fórmula; o foco é justificar que não há como o evento ocorrer dadas as informações. Antes de avançar, verifico se o estudante não está usando “impossível” para dizer “raro” ou “difícil”. Questões como a do disco sem setor verde e a do pote sem bola verde ajudam a consolidar essa ideia concreta. Não foi indicado um caminho interno específico para esse conceito dependente, portanto não acrescento um link inventado.

Também faço a turma notar que a classificação depende das condições apresentadas. Se acrescentarmos uma bola verde ao recipiente, o evento deixa de ser impossível e passa a ser possível. Essa mudança permite discutir o papel das informações do enunciado sem introduzir formalismo desnecessário. É uma boa ponte para aulas futuras de probabilidade: primeiro sabemos quais resultados existem; depois podemos discutir como as chances se distribuem entre eles. O evento certo, por sua vez, reúne todos os resultados previstos, enquanto o possível pode corresponder a apenas parte deles. Esse vocabulário bem construído evita que a criança trate possibilidade como garantia.

Como relacionar eventos aleatórios a outros temas e habilidades?

As fichas trazem contextos de aplicação cotidianos em várias questões e abstratos em outras; há recipientes, brincadeiras, moeda, clima e disco giratório. Essa variedade permite aproximar Matemática de experiências conhecidas sem perder o objetivo de diagnóstico. O tema transversal não aparece nomeado nas fichas, então não atribuo a elas um tema específico. Posso, ainda assim, propor conversa sobre decisões em situações de incerteza, deixando claro que é uma contextualização docente. A habilidade socioemocional registrada com maior frequência é tomada de decisão; pensamento crítico aparece nas questões 3 e 7. Uso essas indicações para pedir que a criança escolha uma classificação e sustente sua decisão com evidências, em vez de responder impulsivamente. O foco segue sendo matemático: observar informações, considerar alternativas e justificar.

Uma conversa sobre sorteios também pode estabelecer combinados de justiça e transparência: todos precisam conhecer as possibilidades antes de aceitar o resultado. Não apresento isso como dado da ficha, mas como contexto possível para aplicar a habilidade de tomada de decisão. Em atividades em dupla, cada estudante pode defender uma classificação e conferir a justificativa do colega: a bola existe? O evento ocorre em todos os resultados? Há algum resultado que o torna impossível? O diálogo torna visível o pensamento crítico sem converter a aula em avaliação de comportamento. Para variar os instrumentos, posso preparar itens no gerador de provas do GeraProva e acessar o cadastro grátis para conhecer a plataforma.

Quais questões ajudam a diagnosticar eventos certos, possíveis e impossíveis?

As oito questões comentadas a seguir cobrem potes, caixas, disco giratório e situações do cotidiano, com respostas corretas e distratores que revelam diferentes raciocínios. Em cada item, explico por que a alternativa correta se sustenta e o que pode indicar a escolha das demais. As fichas não devem ser confundidas com um gabarito automático: uma resposta errada pode nascer de leitura incompleta, confusão entre possibilidade e certeza ou dificuldade em identificar os resultados disponíveis. Como não há cálculo exigido em nenhuma das oito, concentro os comentários na interpretação. Use as justificativas para ouvir o raciocínio do aluno e, quando possível, peça que ele reformule a explicação com suas próprias palavras antes de avançar para outro contexto.

Questão 1 — Marcos e as bolinhas coloridas

Há 10 bolinhas: 4 vermelhas, 3 azuis e 3 amarelas. E1 é retirar uma cor presente; E2 é retirar uma preta; E3 é retirar uma azul. Como classificar os três eventos?

  • ❌ A) E1 é certo; E2 é possível; E3 é possível. O erro é tratar como possível uma cor que não existe. Revela que o aluno pode associar acaso a qualquer resultado citado.
  • ✅ B) E1 é certo; E2 é impossível; E3 é possível. E1 inclui todas as cores disponíveis; não há bola preta; há bolas azuis, mas também outras cores.
  • ❌ C) E1 é possível; E2 é impossível; E3 é possível. E1 não é apenas possível: toda bola retirada terá uma das cores presentes. Pode revelar dificuldade em reconhecer um evento que abrange todos os resultados.
  • ❌ D) E1 é impossível; E2 é impossível; E3 é possível. A ausência de bola preta não torna impossível retirar uma cor presente. Revela confusão entre eventos distintos do enunciado.
  • ❌ E) E1 é possível; E2 é impossível; E3 é certo. E1 é certo, enquanto E3 não é, pois existem bolas de outras cores. Revela possível confusão entre possibilidade e garantia.

Para resolver, compare cada evento às cores existentes antes de classificar.

Questão 2 — Bolinhas em uma caixa de festa

A caixa tem 3 bolinhas vermelhas, 4 azuis e 2 amarelas, sem verdes ou outras cores. Classifique retirar amarela e retirar verde.

  • ❌ A) Amarela talvez; verde com certeza. Verde não está na caixa, portanto não pode acontecer. A escolha pode indicar que o aluno não conferiu a composição.
  • ❌ B) Amarela impossível; verde talvez. Há amarelas e não há verdes. Revela inversão entre presença e ausência.
  • ✅ C) Amarela talvez; verde impossível. A amarela existe, mas não é garantida; a verde não existe.
  • ❌ D) Amarela com certeza; verde impossível. A classificação da verde está correta, mas duas de nove não garantem que a primeira retirada seja amarela. Revela confusão entre possível e certo.
  • ❌ E) Amarela com certeza; verde talvez. A amarela não é certa e a verde é impossível. Pode revelar leitura desatenta das quantidades e da informação explícita.

A primeira retirada basta para a análise; não é necessário calcular chances.

Questão 3 — Qual situação é impossível?

No diálogo, certo é o que sempre ocorre, possível é o que pode ou não ocorrer e impossível é o que não pode ocorrer. Entre ver o sol nascer amanhã, tirar 4 em um dado justo, chover chocolate, ganhar na loteria e dormir após um dia cansativo, qual evento é impossível?

  • ✅ A) Chover chocolate na cidade. É a situação apresentada como algo que não pode ocorrer. O aluno usa a definição do diálogo.
  • ❌ B) Ver o sol nascer amanhã. O texto trata esse evento como certo. Escolhê-lo pode indicar que o estudante ignorou a definição fornecida.
  • ❌ C) Dormir após um dia cansativo. É possível, não impossível. A escolha pode revelar associação de “cansativo” a uma consequência garantida ou leitura superficial.
  • ❌ D) Tirar o número 4 no dado. É possível porque o dado pode apresentar esse resultado. Revela confusão entre resultado aleatório e impossível.
  • ❌ E) Ganhar na loteria local. Mesmo que seja pouco provável, a ficha considera possível. Escolher E mostra que o aluno pode confundir improvável com impossível.

O diálogo fornece a definição necessária para decidir.

Questão 4 — Bolas vermelhas, azuis e verdes

Em um saco há 4 bolas vermelhas, 3 azuis e 2 verdes. A é retirar vermelha, azul ou verde; B é retirar amarela; C é retirar azul ou verde. Como classificar A, B e C?

  • ❌ A) A talvez; B certo; C impossível. Não há amarelas e há bolas azuis e verdes. Revela inversão dos dados do enunciado.
  • ❌ B) A certo; B talvez; C impossível. A está correta, mas B é impossível e C é possível. Pode revelar leitura parcial, usando apenas a primeira parte.
  • ✅ C) A certo; B impossível; C talvez. A cobre todas as bolas; não há amarelas; azul ou verde pode sair, mas também há vermelhas.
  • ❌ D) A impossível; B certo; C talvez. A descrição corresponde a todas as bolas, não a nenhuma; B não existe. Revela dificuldade de relacionar evento e conjunto.
  • ❌ E) A talvez; B impossível; C certo. B está correta, mas A é certo e C não é, pois há também bolas vermelhas. Pode indicar que o aluno ignora a abrangência dos eventos.

É útil pedir que o estudante explique por que C não é certo, mesmo que suas cores estejam no saco.

Questão 5 — Disco com nove setores

Um disco tem nove setores iguais: quatro vermelhos, três amarelos e dois azuis. Não há outras cores. Qual evento é impossível?

  • ❌ A) A seta parar em azul. Há setores azuis; é possível, não impossível. A escolha pode revelar que o aluno interpreta a quantidade menor como ausência.
  • ✅ B) A seta parar em verde. Não há setores verdes, então o evento não pode acontecer.
  • ❌ C) A seta parar em amarelo. Há três setores amarelos. Revela que o estudante não comparou a cor com o disco.
  • ❌ D) A seta parar em vermelho. Há quatro setores vermelhos; o evento pode acontecer. Pode indicar confusão entre pouco provável e impossível.
  • ❌ E) A seta parar em vermelho, amarelo ou azul. Essas cores cobrem todos os setores, então o evento é certo. A escolha revela dificuldade em reconhecer um evento abrangente.

A dica central é listar as cores presentes e procurar a que não pode aparecer.

Questão 6 — Disco com três setores iguais

O disco tem três setores idênticos: vermelho, amarelo e azul, sem verde ou outras cores. Qual situação descreve um evento impossível?

  • ❌ A) Será possível apontar vermelho em um giro. Existe setor vermelho; o evento é possível. Marcar A pode indicar que o aluno confunde possível com impossível.
  • ✅ B) Será impossível apontar verde em um giro. Não há setor verde no disco.
  • ❌ C) Será impossível apontar vermelho em um giro. O vermelho existe. Revela que a presença de um setor não foi considerada.
  • ❌ D) Será certo apontar alguma das cores presentes. O disco só tem essas três cores, logo o evento descrito é certo, não impossível.
  • ❌ E) Será certo apontar vermelho ou amarelo. O disco também pode parar no azul; não é certo. A escolha pode revelar que o aluno confunde um evento possível com um que abrange todas as opções.

Embora os setores tenham chances iguais, basta observar que verde não existe para classificar o evento pedido.

Questão 7 — Piquenique, sacola e moeda

Carla tem cinco bolas na sacola: três vermelhas e duas azuis. No piquenique, lançará uma moeda justa. O sol nasce todas as manhãs e não se sabe se choverá. Qual evento é impossível?

  • ❌ A) Observar o sol nascer no dia seguinte. O texto apresenta esse evento como certo. Escolhê-lo pode indicar dificuldade de acompanhar as informações do cenário.
  • ❌ B) Retirar uma bola vermelha. Há três bolas vermelhas, portanto é possível. Revela confusão entre presença e impossibilidade.
  • ✅ C) Retirar uma bola verde. A sacola contém apenas vermelhas e azuis; verde não pode sair.
  • ❌ D) Obter cara ao lançar uma moeda. Cara é um resultado possível. A escolha pode indicar que o estudante interpreta acaso como impossibilidade de prever.
  • ❌ E) Ter chuva durante o piquenique. O texto diz que não se sabe se choverá; portanto, chuva é possível, não impossível. Revela possível confusão entre desconhecido e impossível.

Essa questão exige integrar informações sobre objetos, moeda e clima; vale pedir que o aluno localize a evidência textual.

Questão 8 — Caixa com bolas vermelhas e azuis

Em uma caixa há apenas três bolas vermelhas e duas azuis. Ana retira uma bola sem olhar e sabe que não existem outras cores. Qual evento é impossível?

  • ✅ A) Sacar uma bola verde. Não há bolas verdes na caixa, então o evento não pode ocorrer.
  • ❌ B) Sacar uma bola vermelha ou azul. Todas as bolas são dessas cores; isso é certo. A escolha pode indicar que o aluno não distingue evento certo de impossível.
  • ❌ C) Sacar uma bola azul. Existem duas bolas azuis, portanto é possível. Escolher C pode revelar que quantidade menor foi confundida com impossibilidade.
  • ❌ D) Sacar uma bola vermelha. Há três bolas vermelhas; o evento é possível. Revela que a presença da cor não foi observada.
  • ❌ E) Sacar alguma bola da caixa. A caixa contém bolas e Ana retira uma, logo o evento é certo. A escolha pode indicar dificuldade em reconhecer as condições explícitas.

O contraste entre A, B e C permite verificar os três rótulos: impossível, certo e possível.

Perguntas frequentes sobre eventos certos, possíveis e impossíveis

As dúvidas mais recorrentes na preparação de aula são sobre a diferença entre possível e provável, a necessidade de cálculo, o ano adequado para trabalhar o conceito e a forma de interpretar respostas erradas. As fichas mostram que as oito questões não exigem cálculo, têm tempos curtos ou médios e aparecem em séries diferentes dos anos iniciais. Isso permite abordar a ideia de maneira concreta e retomar o conceito conforme a turma demonstra necessidade, sem reduzir o trabalho a decorar definições. As respostas abaixo são autocontidas para consulta durante o planejamento e ajudam a escolher um tipo de intervenção coerente com o erro observado. Quando a dúvida envolve um aluno específico, vale pedir justificativa antes de concluir que ele desconhece o conceito.

Possível quer dizer provável?

Não. Possível significa que o evento pode ocorrer nas condições descritas. Provável diz respeito à chance relativa de ocorrência. Uma cor que aparece uma única vez continua sendo possível, mesmo que haja muitas outras cores; uma cor ausente é impossível, não apenas pouco provável.

Preciso ensinar cálculo para trabalhar esse conceito?

Não para classificar as situações destas oito questões. Nenhuma exige cálculo; o trabalho central é identificar resultados disponíveis e comparar o evento com eles. A contagem pode ajudar a descrever os objetos, mas não é necessário calcular uma fração de probabilidade.

Como diferencio um evento certo de um possível?

Pergunte se o evento acontece em todos os resultados que podem ocorrer. Se cobre todos, é certo. Se pode acontecer em alguns resultados, mas outros resultados diferentes também são possíveis, é possível. Se não corresponde a nenhum resultado disponível, é impossível.

O que significa o aluno escolher sempre o distrator mais provável?

Uma alternativa recorrente pode apontar para uma concepção que precisa ser investigada, mas não explica sozinha o raciocínio. Peça ao estudante que justifique a escolha e compare sua fala com os dados da situação. As fichas registram distratores diferentes entre as questões, então não há uma única letra que represente todos os erros.

Em que momento devo aplicar as questões?

Itens de leitura baixa e tempo curto funcionam bem como abertura, diagnóstico ou avaliação rápida. Questões de leitura média e tempo médio podem apoiar progressão e avaliação. Consulte as indicações específicas de uso de cada ficha, pois nem todas são apontadas como adequadas para simulado ou lição de casa.

Como apoiar quem confunde o impossível com algo difícil?

Peça ao aluno que liste os resultados existentes antes de julgar a chance. Pergunte se o resultado procurado está nessa lista. Se estiver, pode acontecer; se não estiver, é impossível nas condições descritas. Depois, compare dois resultados presentes em quantidades diferentes para mostrar que frequência menor não significa impossibilidade.

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