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Atividades sobre Competências da área (1ª série, 2ª série, 3ª série) com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, UEL, UNESP (EM13MAT308)

Atividades sobre Competências da área (1ª série, 2ª série, 3ª série) com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, UEL, UNESP (EM13MAT308)

Quando recebo a EM13MAT308 no planejamento, sei que não basta separar uma lista de Pitágoras e seguir adiante. Preciso transformar um texto amplo da BNCC em situações nas quais a turma realmente decida qual relação usar: semelhança, congruência, seno, cosseno ou relações métricas.

Na prática, esse é um daqueles conteúdos que revelam rapidamente quem decorou fórmula e quem consegue ler uma figura, identificar dados e justificar um caminho. Por isso, organizo as aulas com problemas curtos, desenhos bem feitos e momentos de conversa sobre estratégias.

O que a habilidade EM13MAT308 pede, de verdade?

A EM13MAT308 pede que o estudante resolva e também elabore problemas com triângulos em contextos variados, escolhendo com sentido matemático entre relações métricas, leis do seno e do cosseno, congruência e semelhança. Em linguagem de sala de aula, não é uma habilidade de “aplicar a fórmula que aparece no exercício”. O aluno precisa reconhecer o tipo de triângulo e as informações disponíveis, construir ou interpretar um esquema, selecionar uma estratégia adequada, calcular e conferir se a resposta faz sentido no contexto. Isso inclui situações simples, como diagonal de um retângulo e altura de uma escada, mas também comparações de triângulos, distâncias indiretas e medidas inacessíveis. Eu também levo a sério o verbo “elaborar”: pedir que a turma crie um problema com dados coerentes é uma excelente forma de verificar se ela compreendeu as relações, e não apenas repetiu um procedimento.

“Aplicar as relações métricas, incluindo as leis do seno e do cosseno ou as noções de congruência e semelhança, para resolver e elaborar problemas que envolvam triângulos, em variados contextos.”

Embora a habilidade possa aparecer nas três séries do Ensino Médio, eu ajusto a complexidade: começo pela leitura geométrica e pelo Teorema de Pitágoras, avanço para semelhança e relações trigonométricas e, depois, proponho problemas mais abertos, próximos do estilo de vestibulares.

Como trabalhar EM13MAT308 em sala?

  1. Mapa da escola com medidas indiretas: em duplas, os alunos estimam a altura de uma parede, uma árvore ou a largura de um pátio. Uma trena, barbante, régua e um desenho em escala já bastam. O foco é justificar o triângulo formado e a relação escolhida.
  2. Desafio das diagonais: levo figuras de quadrados, retângulos e triângulos retângulos com medidas variadas. Antes de calcular, cada grupo precisa prever se a diagonal será maior ou menor que determinado valor. Isso combate respostas sem sentido.
  3. Cartões de estratégia: preparo cartões com situações e outros com os nomes das ferramentas: Pitágoras, seno, cosseno, semelhança, lei dos senos e lei dos cossenos. A turma associa caso e estratégia, explicando por que descartou as demais.
  4. Erro produtivo no quadro: apresento resoluções incompletas ou equivocadas, como usar cosseno quando se deseja a altura oposta ao ângulo. Em grupos, eles localizam o erro e reescrevem a solução. É simples e rende boa discussão.
  5. Autoria de problemas: ao final, peço que cada estudante escreva um enunciado contextualizado que exija uma relação triangular, com dados, figura e gabarito. Depois, trocam os problemas entre si para resolver e revisar.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EM13MAT308 precisa ir além da conta isolada. Ela deve trazer uma situação ou representação que exija identificar lados, ângulos, triângulos semelhantes ou uma relação métrica pertinente. Também vale pedir uma justificativa curta: “por que o seno foi usado?” ou “qual segmento representa a altura?”. Assim, consigo diferenciar quem acertou por acaso de quem compreendeu.

Um erro comum é avaliar apenas a memorização de fórmulas, sempre com o desenho pronto e a operação indicada. Outro é colocar dados demais, tornando a questão uma caça a números. Eu procuro variar: itens objetivos para diagnóstico, questões discursivas para observar o raciocínio e uma produção de problema para contemplar o verbo “elaborar”. Nas alternativas, distratores bons mostram erros reais, como esquecer a raiz, confundir cateto oposto com adjacente ou usar uma aproximação como valor exato.

Questões prontas de EM13MAT308 (com gabarito comentado)

1. Um arquiteto precisa desenhar um triângulo retângulo onde os catetos medem 3 m e 4 m. Qual é a medida da hipotenusa?

  • ❌ A) 4 m — não corresponde à soma dos quadrados dos catetos.
  • ✅ B) 5 m — pelo Teorema de Pitágoras, √(3² + 4²) = √25 = 5.
  • ❌ C) 6 m — valor incorreto; não resulta da aplicação do Teorema de Pitágoras.
  • ❌ D) 7 m — a magnitude não corresponde à hipotenusa calculada.
  • ❌ E) 8 m — não há relação correta desse valor com os catetos dados.

2. Na revitalização de uma praça, será instalado um painel triangular equilátero com lado de 8 cm. Para calcular a altura desse painel, a equipe responsável utiliza a relação h = (l√3)/2, em que h representa a altura e l representa a medida do lado do triângulo. Com base nas informações do texto, qual é a altura do painel, em centímetros?

  • ✅ A) 4√3 cm — substituindo l = 8, temos h = (8√3)/2 = 4√3.
  • ❌ B) 2√3 cm — divide-se o lado por 4, mas a fórmula determina divisão por 2.
  • ❌ C) 8√3 cm — falta realizar a divisão por 2 indicada na fórmula.
  • ❌ D) 8√2 cm — usa uma relação que não corresponde à altura do equilátero.
  • ❌ E) 4 cm — desconsidera o fator √3.

3. Em um quadrado com lado de 1 m, qual é o comprimento da diagonal?

  • ❌ A) 1 m — essa é a medida do lado, não da diagonal.
  • ✅ B) √2 m — a diagonal é √(1² + 1²) = √2 m.
  • ❌ C) 2 m — não representa a diagonal do quadrado.
  • ❌ D) √3 m — não corresponde ao cálculo com os dois lados do quadrado.
  • ❌ E) 1,5 m — não é o valor exato da diagonal.

4. Um arquiteto utiliza o número irracional √2 para calcular a diagonal de um quadrado de lados medindo 1 metro. Qual o valor exato da diagonal, e como isso se relaciona a números racionais?

  • ❌ A) 1,41 metros — é uma aproximação decimal, não o valor exato.
  • ❌ B) 1 metro — é a medida de cada lado.
  • ✅ C) √2 metros — é o valor exato da diagonal e é um número irracional.
  • ❌ D) 2 metros — corresponde ao quadrado da diagonal, não à diagonal.
  • ❌ E) 1,5 metros — é racional e não representa a diagonal.

5. Um estudante precisa calcular o comprimento da diagonal de um retângulo que possui 6 metros de comprimento e 8 metros de largura. Qual o valor da diagonal? (Use √(a²+b²))

  • ✅ A) 10 metros — √(6² + 8²) = √(36 + 64) = √100 = 10.
  • ❌ B) 12 metros — não resulta da soma correta dos quadrados.
  • ❌ C) 14 metros — é um resultado errôneo para a diagonal.
  • ❌ D) 8√2 metros — não aplica corretamente a fórmula.
  • ❌ E) √84 metros — não corresponde à soma 36 + 64.

6. Uma escada tem 5 metros de comprimento e forma um ângulo de 60° com o solo. Qual é a altura máxima que a escada pode atingir na parede? Calcule o valor aproximado e determine se ele é racional ou irracional.

  • ❌ A) 5 metros — é a hipotenusa e, além disso, é racional.
  • ❌ B) 2,5 metros — é racional e não corresponde a 5·sen 60°.
  • ✅ C) 5√3/2 metros — a altura é 5·sen 60° = 5√3/2, aproximadamente 4,33 m; o valor exato é irracional.
  • ❌ D) 3 metros — é racional e não é o resultado do seno de 60°.
  • ❌ E) 4,5 metros — é racional e apenas uma aproximação inadequada.

Próximos passos

Para ampliar o repertório, vale consultar a consulta completa do código EM13MAT308, onde há mais itens alinhados. No acervo do GeraProva, são 440 questões ligadas a essa habilidade, úteis para montar listas graduadas, simulados e recuperações.

Quando preciso ganhar tempo sem abrir mão de critério pedagógico, uso o gerador de provas do GeraProva para selecionar questões e organizar avaliações. Quem ainda não utiliza a plataforma pode fazer o cadastro grátis e testar o fluxo no próprio planejamento.

As questões são um ponto de partida: adapte contexto, nível de apoio e forma de resposta à sua turma. O importante é fazer o estudante enxergar o triângulo como ferramenta para pensar situações reais, não como uma coleção de fórmulas.

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