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Atividades sobre roteiros com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, MACKENZIE, UEL, UNESP (EM13LP17)

Atividades sobre roteiros com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, MACKENZIE, UEL, UNESP (EM13LP17)

Quando recebo a EM13LP17 no planejamento, meu primeiro impulso é pensar em vídeo. Logo depois vem a pergunta que faz diferença: como transformar a habilidade em uma aula possível, sem depender de estúdio, câmera profissional ou edição sofisticada? Na prática, o roteiro é o melhor ponto de partida, porque organiza a criação antes de qualquer gravação.

Eu costumo mostrar à turma que produzir conteúdo não é apenas apertar o botão de gravar. É escolher público, linguagem, cenas, sons, duração e intenção. Assim, consigo trabalhar autoria, colaboração e leitura crítica das mídias que os estudantes já consomem todos os dias.

O que a habilidade EM13LP17 pede, de verdade?

A EM13LP17 pede que o estudante planeje produções autorais para diferentes linguagens e plataformas, e não que apenas escreva um texto ou faça um vídeo improvisado. Na minha aula, isso significa ensinar a pensar no objetivo comunicativo, no público, no formato e nas escolhas de linguagem antes da realização: o que vai aparecer na cena, quem fala, qual som entra, quanto tempo dura e que efeito aquela decisão produz. A habilidade contempla vlog, videoclipe, videominuto, documentário, teatro, podcast, playlists comentadas e narrativas multimídia ou transmídia. O ponto comum é a elaboração de um roteiro que torne o projeto executável e coerente. Também há uma dimensão coletiva importante: os estudantes precisam negociar ideias, dividir funções, registrar decisões e revisar a proposta. Portanto, eu avalio planejamento e intencionalidade, não só um produto final “bonito” ou tecnicamente perfeito.

“Elaborar roteiros para a produção de vídeos variados (vlog, videoclipe, videominuto, documentário etc.), apresentações teatrais, narrativas multimídia e transmídia, podcasts, playlists comentadas etc., para ampliar as possibilidades de produção de sentidos e engajar-se em práticas autorais e coletivas.”

Para consultar o detalhamento e o acervo completo, acesso a consulta completa do código EM13LP17.

Como trabalhar EM13LP17 em sala?

  1. Videominuto da escola: proponho um vídeo de até 60 segundos sobre um problema real, como desperdício de água, acolhimento de calouros ou uso da biblioteca. Antes de gravar, cada grupo entrega tabela com cena, imagem, fala, áudio e duração.
  2. Podcast de corredor: em duplas, os alunos roteirizam um episódio curto com abertura, pergunta principal, duas informações verificadas e encerramento. Um celular já resolve a gravação; se não houver, o roteiro continua sendo o produto central.
  3. Roteiro de campanha para públicos diferentes: a mesma mensagem, por exemplo sobre vacinação ou combate ao bullying, é adaptada para crianças, famílias e adolescentes. A comparação ajuda a perceber como público e linguagem mudam.
  4. Decupagem de um vídeo conhecido: assistimos a uma propaganda ou vídeo educativo curto e registramos gancho, cenas, falas, trilha, dados e chamada para ação. Depois, a turma cria uma versão alternativa.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão ou atividade de EM13LP17 precisa cobrar decisões de roteiro: estrutura de cenas, adequação ao público, uso articulado de imagem e som, gancho inicial, duração, chamada para ação e registro de ideias coletivas. Não basta perguntar se o aluno reconhece um gênero; é preciso fazê-lo analisar ou escolher soluções que funcionem em uma produção multimodal.

Evito avaliar somente edição, equipamento ou desenvoltura diante da câmera. Esses aspectos podem aparecer, mas não definem a habilidade. Um erro comum é premiar o grupo com mais recursos e ignorar um roteiro claro feito no papel. Outro é pedir “faça um vídeo” sem critérios. Eu uso uma rubrica simples: objetivo e público definidos, organização das cenas, coerência entre linguagens, viabilidade e revisão coletiva.

Questões prontas de EM13LP17 (com gabarito comentado)

1. Pergunta retórica: “Como registrar em vídeo as memórias de um bairro antes que se transformem?” Inspirados pela dúvida, alunos do Colégio Horizonte elaboraram um roteiro para videominuto sobre a história da comunidade. No documento, há divisão em cenas numeradas, indicações de locação, descrição de personagens e diálogos, orientações de câmera (plano aberto, close) e sugestões de trilha sonora e efeitos sonoros, além de duração estimada de cada tomada. Analise o texto-base e identifique o elemento essencial do roteiro multimídia descrito para orientar a produção do videominuto.

  • ❌ A) Uso de descrição literária sem marcações de cena — só a descrição não orienta locação, câmera e divisão de cenas.
  • ✅ B) Uso de indicações de câmera e divisão em cenas numeradas — são estruturas fundamentais para orientar a produção audiovisual.
  • ❌ C) Uso de narração em primeira pessoa sem instruções técnicas — a narração não garante orientação para a gravação.
  • ❌ D) Uso de referências bibliográficas para fundamentar o tema — enriquecem o conteúdo, mas não estruturam o roteiro.
  • ❌ E) Uso de versos poéticos para intensificar o enredo — podem embelezar, mas não orientam tecnicamente as cenas.

2. Por que a abelha urbana se tornou símbolo de resistência? O narrador surge com tom instigante enquanto imagens aéreas revelam colmeias em sacadas e jardins de varandas. Em seguida, a câmera foca em uma apicultora que descreve o trabalho de resgate: “Cada enxame salvado fortalece a rede de polinização na cidade”. Um quadro exibe dados: 30% das áreas verdes dependem de polinizadores. Ao final, um texto sobreposto anuncia o convite para o documentário completo. Analise o texto-base e identifique o trecho que funciona como gancho narrativo no início de um videominuto para prender a atenção do público.

  • ✅ A) “Por que a abelha urbana se tornou símbolo de resistência?” — a pergunta instigante introduz o tema e captura a atenção.
  • ❌ B) Ao final, um texto sobreposto anuncia o convite para o documentário completo — é fechamento, não gancho inicial.
  • ❌ C) Um quadro exibe dados: 30% das áreas verdes dependem de polinizadores — é dado relevante, mas não a atração inicial.
  • ❌ D) A câmera foca em uma apicultora que descreve o trabalho de resgate — contextualiza, sem funcionar como gancho.
  • ❌ E) “Cada enxame salvado fortalece a rede de polinização na cidade” — aprofunda o tema, mas não o inicia.

3. Para um vídeo de campanha infantil que será compartilhado por aplicativos, qual característica do roteiro é essencial para garantir compreensão e incentivo ao repasse por crianças e responsáveis?

  • ✅ A) Linguagem simples, ação concreta e refrão repetido. — frases curtas, ação visual e repetição facilitam compreensão, memória e compartilhamento.
  • ❌ B) Narrativa sem ação, focando apenas na descrição. — crianças tendem a se envolver mais com ações claras.
  • ❌ C) Utilização de metáforas complexas para maior impacto. — podem confundir o público infantil.
  • ❌ D) Roteiro denso com muita informação textual. — excesso de informação dificulta retenção.
  • ❌ E) Uso de linguagem formal para transmitir seriedade. — reduz a conexão e a acessibilidade para crianças.

4. Para um vídeo de campanha infantil de 30 segundos, qual combinação estrutural favorece engajamento e ação imediata?

  • ❌ A) Narrativa complexa com várias tramas diferentes. — dispersa a atenção no tempo curto.
  • ❌ B) Chamada para ação excessivamente longa e vaga. — confunde em vez de orientar.
  • ✅ C) Narração clara, imagens lúdicas e chamada para ação breve. — combina compreensão, interesse e orientação objetiva.
  • ❌ D) Imagens de adultos em situações sérias e formais. — tendem a afastar o público infantil.
  • ❌ E) Texto escrito pequeno na tela, com detalhes excessivos. — é difícil de ler e sobrecarrega a mensagem.

5. Ao revisar um roteiro de vídeo de campanha para crianças (6–10 anos), qual ação deve ser priorizada para aumentar a compreensão imediata?

  • ✅ A) Usar vocabulário simples e apoiar com imagens concretas. — reduz a carga cognitiva e torna a mensagem acessível.
  • ❌ B) Usar exemplos complexos e estranhos para instigar a curiosidade. — complexidade pode gerar confusão.
  • ❌ C) Empregar metáforas extensas para ilustrar os conceitos do vídeo. — metáforas longas dificultam compreensão imediata.
  • ❌ D) Utilizar jargões técnicos e vocabulário específico da área de atuação. — jargões afastam o público previsto.
  • ❌ E) Apresentar o conteúdo sem imagens, apenas com texto descritivo. — elimina apoio visual importante.

6. Durante a reunião de planejamento com colegas, qual procedimento de tomada de nota é mais eficaz para registrar ideias de slogan que serão transformadas em áudio ou vídeo para crianças?

  • ❌ A) Registrar apenas ideias gerais, sem citações diretas das sugestões. — pode fazer perder frases decisivas.
  • ❌ B) Usar um formulário extenso e formal para cada ideia discutida. — torna o registro lento numa conversa dinâmica.
  • ✅ C) Anotar frases-chave, indicações de entonação e exemplos sonoros curtos; usar marcadores e timestamps. — preserva mensagem, oralidade e vínculos com trechos multimídia.
  • ❌ D) Focar em anotações extensas e descritivas sobre cada ideia. — pode esconder a essência prática das propostas.
  • ❌ E) Anotar apenas datas e horários das reuniões, ignorando o conteúdo. — registra logística, não as ideias criativas.

Próximos passos

Eu começaria com um roteiro de uma página e uma situação próxima da turma. Depois, transformaria as seis questões em diagnóstico, revisão ou avaliação. Para montar versões diferentes e selecionar itens alinhados, uso o gerador de provas do GeraProva; o acervo traz 66 questões vinculadas a esta habilidade.

Se você quer ganhar tempo sem abrir mão de uma avaliação bem pensada, faça seu cadastro grátis e adapte as atividades à realidade da sua turma.

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