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Atividades sobre norma com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, UEL, UNESP (EM13LP09)

Atividades com gabarito para trabalhar a comparação entre gramática tradicional, gramáticas de uso e variação linguística. Veja questões alinhadas à EM13LP09 para Ensino Médio e vestibulares.

Atividades sobre norma com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, UEL, UNESP (EM13LP09)

Quando recebo a EM13LP09 no planejamento, meu primeiro impulso é pensar: como transformar uma habilidade tão ampla em uma aula que não vire apenas uma lista de “certo e errado”? Na prática, preciso levar a turma a comparar olhares sobre a língua, e não a decorar rótulos gramaticais.

É uma oportunidade muito boa para partir de frases que os estudantes realmente ouvem, escrevem e discutem. Aí entram a norma-padrão, os contextos de uso, a variação linguística e uma pergunta que costuma render conversa séria: por que a escola privilegia determinada variedade? Para consultar o recorte completo, eu uso a consulta completa do código EM13LP09.

O que a habilidade EM13LP09 pede, de verdade?

Na sala de aula, a EM13LP09 pede que eu ajude os estudantes a colocar duas abordagens lado a lado: a gramática tradicional, que tende a prescrever regras e valorizar a norma-padrão, e as gramáticas de uso contemporâneas, que observam como os falantes empregam a língua em situações reais. Não basta dizer que uma frase “está errada” ou “é aceita”: a turma precisa identificar qual é o fenômeno gramatical, explicar o ponto de vista de cada descrição e perceber que as escolhas linguísticas variam conforme região, grupo social, época, suporte e situação comunicativa. Também é essencial discutir por que a escola ensina prioritariamente a norma-padrão: ela amplia a circulação em contextos formais e institucionais, mas não autoriza desqualificar outras variedades. Em avaliações, eu procuro cobrar comparação fundamentada, leitura do contexto e reconhecimento de que descrição do uso não é ausência de critério.

“Comparar o tratamento dado pela gramática tradicional e pelas gramáticas de uso contemporâneas em relação a diferentes tópicos gramaticais, de forma a perceber as diferenças de abordagem e o fenômeno da variação linguística e analisar motivações que levam ao predomínio do ensino da norma-padrão na escola.”

Como trabalhar EM13LP09 em sala?

1. Mural de frases em circulação. Peço que a turma traga frases de conversas, letras de música, posts e mensagens, sempre sem expor pessoas. Selecionamos construções como “a gente fomos”, “a maioria são” ou “quem você vai com?” e discutimos o que muda entre conversa informal, redação de vestibular e comunicado oficial.

2. Duas colunas, dois focos. No quadro, monto as colunas “orientação normativa” e “uso observado”. Em vez de tratar uma como inimiga da outra, pergunto: o que cada abordagem procura explicar? Isso ajuda a separar prescrição, descrição e adequação.

3. Consulta a gramáticas e corpora. Mesmo sem laboratório, podemos usar trechos impressos de gramáticas ou buscas orientadas em textos jornalísticos e redes sociais. A turma registra ocorrências, formula hipóteses e percebe que dados de uso precisam ser interpretados, não apenas contados.

4. Debate sobre escola e norma-padrão. Proponho a pergunta: ensinar norma-padrão significa chamar outras formas de “inferiores”? A discussão deve chegar à ideia de ampliação de repertório: conhecer a variedade de prestígio é um direito de acesso, enquanto respeitar a diversidade linguística é condição ética.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EM13LP09 apresenta um fenômeno concreto — concordância, colocação, pleonasmo, regência ou uso do gerúndio — e oferece informações suficientes para o estudante comparar os enfoques. O comando precisa pedir análise da diferença entre prescrever uma forma e registrar uma variante, evitando a armadilha de perguntar apenas “qual frase está correta?”.

Um erro comum é transformar a habilidade em caça ao desvio da norma-padrão. Outro é afirmar que toda variante cabe em qualquer texto. Eu avalio se o estudante reconhece a legitimidade da variação e, ao mesmo tempo, analisa adequação ao objetivo comunicativo. Respostas abertas podem pedir uma reescrita para contexto formal acompanhada de justificativa, sem apagar o valor da forma original.

Questões prontas de EM13LP09 (com gabarito comentado)

1. Concordância com “a maioria de”

Em uma reportagem sobre a linguagem usada por estudantes, foram registradas as formas “A maioria dos estudantes é dedicada” e “A maioria dos estudantes são dedicados”. O texto explica que a gramática tradicional orienta o singular, enquanto gramáticas de uso registram o plural frequente em situações informais. Qual alternativa compara adequadamente as abordagens?

  • A) A gramática tradicional orienta o uso do verbo no singular após “a maioria de”, enquanto as gramáticas de uso contemporâneas registram a ocorrência do plural nesse contexto. Correta: “maioria” é o núcleo considerado pela orientação tradicional; o plural acompanha o termo “estudantes” no uso registrado.
  • B) A tradicional não apresenta singular e plural como equivalentes, e as gramáticas de uso não registram somente o plural.
  • C) A alternativa inverte as abordagens: a orientação tradicional é pelo singular.
  • D) As gramáticas contemporâneas não rejeitam o plural; elas registram sua ocorrência.
  • E) Também inverte a associação entre singular, plural e cada abordagem.

2. Pleonasmo e ênfase

A gramática tradicional qualifica expressões pleonásticas como redundantes. Já gramáticas de uso podem reconhecer função enfática em alguns casos. Qual expressão é apresentada como rejeitada pela tradição, mas aceita como reforço discursivo?

  • A) “Entrar pra dentro” é pleonástico, mas não é o exemplo de aceitação citado.
  • B) “Planejar com antecedência” não foi tratado no texto-base.
  • C) Há reservas quanto a “retornar de volta”, não aceitação enfática indicada.
  • D) “Acabar de terminar” não aparece como objeto da análise proposta.
  • E) “Subir para cima”. Correta: é o exemplo em que a redundância pode funcionar como reforço discursivo.

3. Pronomes pessoais oblíquos átonos

A gramática tradicional divide os pronomes oblíquos em átonos e tônicos e os define como complementos verbais. A gramática de uso destaca aspectos fonológicos, prosódicos e informacionais. Qual comparação está correta?

  • A) O foco prosódico pertence à abordagem contemporânea, não à tradicional.
  • B) A abordagem contemporânea não classifica sempre “se” como pronome tônico.
  • C) A tradicional segmenta átonos e tônicos, enquanto a contemporânea analisa as formas sem essa divisão rígida, com foco fonológico e informacional.
  • D) A tradicional não os trata como membros autônomos, nem a contemporânea restringe seu uso à coloquialidade.
  • E) A tradicional enfatiza complemento verbal, e a contemporânea não se limita à norma escrita.

4. Gerúndio progressivo

O texto-base apresenta construções como “estou estudando para a prova” e informa que o gerúndio progressivo ocorre em registros orais, escritos e administrativos. Como cada abordagem o avalia?

  • A) Inverte as posições: a abordagem contemporânea não rejeita a construção.
  • B) Apenas a gramática tradicional a reprova no texto-base.
  • C) A reprovação tradicional não é limitada aos contextos informais.
  • D) A substituição pelo infinitivo é recomendação tradicional, não contemporânea.
  • E) A gramática tradicional reprova o gerúndio progressivo; as gramáticas de uso o aceitam como variante legítima.

5. Preposição no fim da oração

Compare “Com quem você vai ao evento?” e “Quem você vai ao evento com?”. Segundo o texto-base, qual inovação caracteriza as gramáticas de uso contemporâneas?

  • A) Elas não restringem a preposição final à fala informal.
  • B) A proibição absoluta é a postura tradicional.
  • C) Chamar a construção de vício retoma julgamento prescritivo.
  • D) Exigir inversão reproduz a orientação tradicional.
  • E) Admitir a terminação de oração com preposição como forma legítima da norma culta. Correta: o texto aponta aceitação na fala e na escrita.

6. A variação em “a gente fomos”

Muitas pessoas dizem “a gente fomos” em conversas informais, embora a norma-padrão recomende “a gente foi”. Qual perspectiva legitima a primeira forma como variante válida?

  • A) A gramática tradicional prescritiva considera a flexão inadequada; não a legitima.
  • B) Manter a forma fora do padrão culto não equivale a reconhecer sua legitimidade como variante.
  • C) A gramática de uso contemporânea avalia “a gente fomos” como legítima variação linguística, observando a concordância com o sentido plural.
  • D) A explicação sobre gramática gerativa não corresponde ao enfoque apresentado.
  • E) O funcionalismo não é descrito no texto como classificação de erro pragmático.

Próximos passos

Eu começaria por uma das questões, transformaria os distratores em discussão oral e só então proporia uma produção curta de comparação. Para variar níveis, tempos e formatos, vale acessar o gerador de provas do GeraProva. Quem ainda não usa a plataforma pode fazer o cadastro grátis e montar avaliações alinhadas ao planejamento.

As questões ajudam a organizar o trabalho, mas a conversa com a turma é o que dá sentido à habilidade: ensinar norma-padrão e respeitar a diversidade linguística podem — e devem — caminhar juntos.

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