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Atividades sobre argumentação com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, MACKENZIE, UECE, UEL, UNESP (EM13LP05)

Atividades sobre argumentação com gabarito — 1ª série, 2ª série, 3ª série, ENEM, FUVEST, MACKENZIE, UECE, UEL, UNESP (EM13LP05)

Quando recebo a EM13LP05 no planejamento, sei que não basta pedir um artigo de opinião e corrigir pela estrutura. Na sala de aula, a dificuldade aparece quando o estudante até identifica uma opinião, mas não consegue dizer se ela foi realmente sustentada, se o texto respondeu a uma objeção ou se usou uma fonte apenas para parecer convincente.

Para transformar esse código em aula e avaliação, eu parto de textos que circulam perto dos alunos: campanhas, editoriais curtos, posts informativos e trechos de reportagens. Assim, a argumentação deixa de ser uma lista de nomes técnicos e vira leitura crítica: quem está defendendo o quê, com quais recursos e com que efeito?

O que a habilidade EM13LP05 pede, de verdade?

A EM13LP05 pede que o estudante leia um texto argumentativo como quem acompanha uma discussão de verdade: reconheça a posição defendida, localize os argumentos que a sustentam e perceba os movimentos feitos pelo autor para convencer o leitor. Isso inclui notar quando o texto reforça a própria tese, quando antecipa e rebate uma possível discordância e quando faz concessões ou negocia pontos de vista. Mais do que decorar rótulos como argumento de autoridade, exemplo ou causa e consequência, o aluno precisa avaliar se aquele recurso é forte, pertinente e suficiente para defender a ideia. Também precisa conseguir se posicionar criticamente, usando conectivos, modalizadores e outras escolhas linguísticas para formular sua resposta. Em resumo, eu trabalho aqui a passagem da leitura superficial — “concordo” ou “discordo” — para uma análise justificada: “concordo ou questiono porque a tese foi sustentada desta maneira, com tais limites e efeitos”.

Analisar, em textos argumentativos, os posicionamentos assumidos, os movimentos argumentativos (sustentação, refutação/ contra-argumentação e negociação) e os argumentos utilizados para sustentá-los, para avaliar sua força e eficácia, e posicionar-se criticamente diante da questão discutida e/ou dos argumentos utilizados, recorrendo aos mecanismos linguísticos necessários.

Na prática, vale separar duas perguntas que os alunos costumam misturar: “qual é o argumento?” e “esse argumento convence?”. A primeira localiza o recurso; a segunda exige análise da relação entre tese, fonte, evidência e público. Para ampliar o trabalho, eu recorro à consulta completa do código EM13LP05, onde encontro mais questões alinhadas à habilidade.

Como trabalhar EM13LP05 em sala?

  1. Mapa de posições: levo um texto curto e peço que a turma marque, com cores diferentes, tese, argumentos, possíveis vozes contrárias e conclusão. Depois, cada grupo explica qual trecho dá mais força ao texto e por quê.
  2. Tribunal de argumentos: proponho uma questão próxima da escola, como o uso de celular no intervalo. Um grupo defende uma posição; outro prepara contra-argumentos. O restante atua como júri, mas só pode votar depois de apontar evidências usadas por cada lado.
  3. Cirurgia de um parágrafo: apresento uma opinião vaga, sem sustentação. Em duplas, os alunos devem fortalecê-la com exemplo, dado verificável ou fonte qualificada e justificar a escolha. É uma boa atividade para mostrar que nem toda frase de efeito é argumento.
  4. Caça aos conectivos: em editoriais ou artigos de opinião, peço que localizem expressões como “porém”, “portanto”, “embora”, “além disso” e “no entanto”. Em seguida, discutimos o movimento produzido: adição, oposição, concessão, conclusão ou refutação.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EM13LP05 precisa apresentar um texto argumentativo ou trecho com elementos suficientes para o aluno analisar uma estratégia, e não apenas reconhecer uma palavra solta. Posso cobrar a identificação da tese, do tipo de argumento, da função de um exemplo, da força de uma fonte ou do efeito de uma refutação. Em itens mais elaborados, incluo alternativas plausíveis para verificar se o estudante distingue o recurso predominante de um efeito secundário.

Um erro comum é transformar a avaliação em caça ao nome do argumento, sem perguntar como ele sustenta a posição. Outro é usar textos muito longos sem delimitar o foco, o que acaba medindo resistência de leitura. Também evito considerar automaticamente confiável qualquer fala atribuída a especialista: a turma precisa observar se a fonte é identificada, pertinente e suficiente para a conclusão. Para montar versões diferentes de uma mesma avaliação, uso o gerador de provas do GeraProva e seleciono habilidades e níveis de dificuldade.

Questões prontas de EM13LP05 (com gabarito comentado)

1. Leia o trecho: “A educação é a chave para o futuro. Sem ela, não há progresso”. Qual tipo de argumento predomina nessa afirmação?

  • ❌ A) Argumento de autoridade. Não é citado um especialista.
  • ❌ B) Argumento de exemplificação. Não há exemplos apresentados.
  • ✅ C) Argumento de causa e consequência. A educação causa progresso.
  • ❌ D) Argumento de analogia. Não há comparação entre casos.
  • ❌ E) Argumento de estatística. Não são apresentados dados estatísticos.

2. Em um artigo de opinião, como deve ser formulada a conclusão?

  • ✅ A) Reiterar a posição e resumir os principais argumentos. Reforça a posição e resume, tornando claro o ponto de vista.
  • ❌ B) Apresentar novos argumentos. Novos argumentos não são adequados na conclusão.
  • ❌ C) Agradecer ao leitor pela leitura. Não é a função da conclusão em um artigo.
  • ❌ D) Dizer que a opinião é apenas uma entre muitas. Contradiz a defesa de um ponto de vista forte.
  • ❌ E) Finalizar com uma pergunta. Perguntas não encerram a argumentação de forma eficaz.

3. Qual a função dos argumentos de exemplo em um artigo de opinião?

  • ✅ A) Ilustrar a tese. Exemplos ajudam a entender melhor a posição.
  • ❌ B) Contradizer a tese. Devem reforçar e não contradizer.
  • ❌ C) Introduzir novos argumentos. Devem apoiar os argumentos já apresentados.
  • ❌ D) Desviar a atenção. Devem focar na tese principal.
  • ❌ E) Criar confusão. Devem clarificar e não confundir.

4. Em uma reportagem sobre a atuação dos jovens em conselhos comunitários, a cientista política Helena Duarte, pesquisadora da participação cidadã, afirma: “Quando a população acompanha as decisões públicas e intervém nelas, as instituições se tornam mais responsáveis e representativas”. A declaração foi incluída para sustentar a importância da participação social na democracia. Considerando a forma como a ideia é apresentada no texto, qual estratégia argumentativa predomina na declaração da reportagem?

  • ❌ A) Argumento de comparação. A declaração não contrapõe nem aproxima explicitamente elementos distintos.
  • ❌ B) Argumento de exemplificação. Não há relato de uma situação específica.
  • ✅ C) Argumento de autoridade. A ideia é sustentada por uma cientista política identificada por sua área de pesquisa.
  • ❌ D) Argumento de causa e consequência. Embora haja efeitos mencionados, o recurso central é a credibilidade da especialista.
  • ❌ E) Argumento de evidência. Não são apresentados dados verificáveis ou registros empíricos.

5. Em uma campanha de vacinação realizada por uma escola pública, um cartaz apresentava a seguinte afirmação: “A vacinação contra a gripe deve ser incentivada nas escolas”. Logo abaixo, havia a justificativa: “De acordo com a infectologista Helena Martins, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais, a vacinação reduz a circulação do vírus e protege especialmente as pessoas mais vulneráveis”. A informação era acompanhada do nome, da profissão e da instituição da especialista. Considerando a forma como a justificativa foi construída no cartaz, qual tipo de argumento predomina no texto?

  • ❌ A) Argumento de exemplificação. O cartaz não relata um caso específico de vacinação ou prevenção.
  • ❌ B) Argumento de comparação. Não há comparação entre grupos, situações ou práticas de saúde.
  • ❌ C) Argumento de causa e consequência. Há efeito mencionado, mas a estratégia principal é a fala da especialista.
  • ❌ D) Argumento baseado em dados estatísticos. O cartaz não apresenta números ou percentuais.
  • ✅ E) Argumento de autoridade. A profissão e a instituição da especialista sustentam a credibilidade da justificativa.

6. Identifique o tipo de argumento predominante na seguinte frase: “Estudos mostram que a educação é fundamental para a cidadania”.

  • ✅ A) Argumento de autoridade. Baseia-se no respaldo de estudos e pesquisas.
  • ❌ B) Argumento de exemplo. Não apresenta um exemplo específico.
  • ❌ C) Argumento emocional. Não se apoia em apelos afetivos.
  • ❌ D) Argumento de comparação. Não compara com outra situação.
  • ❌ E) Argumento de repercussão. Não aborda o impacto social ou cultural como estratégia central.

Próximos passos para a aula

Eu começaria pelas questões 1, 3 e 6 como aquecimento, avançaria para as situações contextualizadas das questões 4 e 5 e fecharia com a conclusão de artigo da questão 2. Depois, peça um pequeno parágrafo em que cada estudante avalie a força de um argumento. Esse registro mostra muito mais do que o acerto isolado.

Estas questões são um ponto de partida para seu planejamento. Se quiser ganhar tempo na montagem de listas e avaliações alinhadas à BNCC, faça seu cadastro grátis no GeraProva e adapte o material à sua turma.

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