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Atividades sobre Estratégias de escrita: textualização, revisão e edição com gabarito — 8º ano, 9º ano (EF89LP26)

Atividades com gabarito para trabalhar resenhas no 8º e 9º ano, diferenciando a voz do autor e a do resenhador. Veja questões alinhadas à habilidade EF89LP26 e ideias práticas para a aula.

Atividades sobre Estratégias de escrita: textualização, revisão e edição com gabarito — 8º ano, 9º ano (EF89LP26)

Quando recebo a EF89LP26 no planejamento, sei que não basta pedir uma resenha de livro e recolher o texto no fim da aula. O desafio é ensinar meus alunos a organizarem o que a obra diz e o que eles pensam sobre ela, sem misturar tudo no mesmo parágrafo.

Na prática, essa habilidade funciona muito bem com anotações prévias, leitura de pequenos trechos e revisão em dupla. Abaixo, reuni caminhos de sala de aula e seis questões prontas para eu usar como sondagem, atividade ou avaliação.

O que a habilidade EF89LP26 pede, de verdade?

A EF89LP26 pede que o estudante produza uma resenha a partir de notas ou esquemas, separando com clareza três possíveis vozes: a de quem escreve a resenha, a do autor da obra e, quando aparecerem, a de autores citados no livro. Em linguagem de professor, é ensinar o aluno a não apresentar uma opinião pessoal como se fosse ideia do escritor, nem atribuir ao escritor uma crítica que é do resenhista. Para isso, ele precisa usar recursos concretos: paráfrases, como “a autora defende que...”; marcas de posicionamento, como “na minha avaliação” ou “o resenhista considera”; e citações entre aspas, quando um trecho da obra é relevante. Também envolve planejar, escrever, revisar e editar. Eu observo se o estudante aproveita as anotações sem apenas copiá-las e se constrói uma avaliação argumentada, apoiada em elementos do livro.

“Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações.”

Essa é uma habilidade de Língua Portuguesa, no objeto de conhecimento Estratégias de escrita: textualização, revisão e edição, prevista para 8º e 9º ano.

Como trabalhar EF89LP26 em sala?

  1. Montar um quadro de vozes. No quadro ou em folha simples, faço três colunas: “informações da obra”, “voz da autora/autor” e “minha avaliação”. Depois de ler uma sinopse ou um trecho, a turma classifica cada anotação.
  2. Reescrever frases ambíguas. Levo frases como “A autora acha o ritmo lento” e peço que a turma corrija: “A autora constrói uma narrativa de ritmo lento; na avaliação da resenhista, isso prejudica alguns capítulos”.
  3. Usar uma resenha curta como modelo. Marco com cores diferentes as informações sobre enredo, as citações e as avaliações. Não preciso de material caro: uma cópia, projeção ou texto no quadro já resolve.
  4. Produzir em etapas. Primeiro, cada aluno faz notas sobre tema, personagens, linguagem e opinião. Só depois escreve a resenha. Na revisão em dupla, um colega procura as marcas de voz e pergunta: “De quem é esta ideia?”.
  5. Transformar a revisão em checklist. Peço que confiram se há apresentação da obra, ao menos uma avaliação justificada, uma marca clara de autoria quando necessário e revisão de pontuação das citações.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF89LP26 não cobra somente dados de enredo. Ela exige que o aluno reconheça ou produza marcas linguísticas que diferenciem a criação da obra da leitura crítica feita por quem escreve a resenha. Vale trabalhar com anotações e pedir que a turma escolha a formulação mais adequada, reescreva um trecho confuso ou justifique por que determinada frase mistura vozes.

Um erro comum é avaliar apenas se o aluno “deu opinião”. Opinião sem marca de autoria e sem apoio em elementos da obra ainda não demonstra plenamente a habilidade. Outro equívoco é aceitar frases que atribuem à autora julgamentos como “envolvente”, “fraco” ou “original”, quando essas avaliações pertencem ao resenhista. Na correção, eu separo critérios: uso das anotações, distinção de vozes, emprego de citação/paráfrase e consistência da avaliação.

Questões prontas de EF89LP26 (com gabarito comentado)

1. Ao planejar uma resenha de “Horizontes Partidos”, Júlia anotou tema, personagens, estilo, ponto forte e ponto fraco. Qual proposta distingue corretamente informações sobre o romance e avaliações da resenhista?

  • A) Segundo Marina Sousa, Clara enfrenta conflitos familiares em narrativa introspectiva; para a resenhista, as descrições extensas retardam a ação, embora a construção psicológica seja ponto forte. Correta: separa a criação da autora da avaliação crítica.
  • B) Reúne informações, mas não mostra quais são avaliações da resenhista.
  • C) Inverte os papéis: a resenhista não narra a obra, e a autora não faz a crítica.
  • D) Altera o ponto fraco indicado e confunde as anotações com vozes do texto.
  • E) Atribui à autora as avaliações sobre descrições e profundidade das personagens.

2. Uma estudante prepara resenha de Horizontes Infinitos, de Marta Silva, com dados bibliográficos, tese autoral sobre sustentabilidade, uma citação e avaliação da narrativa. Qual alternativa demonstra manejo adequado das vozes?

  • A) Transforma a tese da autora em opinião da resenhadora.
  • B) Preserva a voz autoral, mas omite a crítica ao pouco aprofundamento das personagens.
  • C) Retoma a tese sem indicar que ela pertence à autora.
  • D) Apresenta o contexto, cita a tese da autora e acrescenta a avaliação da resenhadora sobre qualidades e limites da narrativa. Correta: articula informação, citação e crítica.
  • E) Apenas informa e cita; falta a avaliação crítica exigida pela resenha.

3. Nas anotações sobre A Ponte Invisível, de Elisa Fortes, aparecem memória, identidade, narração fragmentada, metáforas e o efeito de reflexão. Qual trecho articula corretamente autora e resenhador?

  • A) Confunde características da obra e atribui à autora um comentário sobre efeito de leitura.
  • B) Trata o trecho citado e o público-alvo como falas atribuídas indevidamente.
  • C) A autora não é quem avalia a reflexão provocada pela obra.
  • D) Elisa Fortes recorre à narração fragmentada e às metáforas; o resenhador observa a reflexão sobre o passado pessoal. Correta: escolhas formais e avaliação ficam separadas.
  • E) Atribui à autora uma avaliação sobre público e finalidade que não está nas anotações.

4. Sobre O Segredo do Farol, de Marina Castro, sabe-se que Clara investiga um desaparecimento; a resenhadora considera a narrativa envolvente, mas lenta em alguns capítulos. Qual trecho está adequado?

  • A) A autora apresenta Clara investigando o desaparecimento; a resenhadora considera a narrativa envolvente, mas lenta em alguns capítulos. Correta: enredo e julgamento têm responsáveis distintos.
  • B) Não indica de quem é a avaliação.
  • C) Atribui o enredo à resenhadora.
  • D) Atribui à autora a opinião da resenhadora.
  • E) Troca os papéis de autora e resenhadora.

5. Em uma resenha de A Ilha Perdida, qual trecho combina uma observação sobre a personagem criada pelo autor e uma avaliação do resenhador?

  • A) O trecho 3 atribui ao autor uma relação com o contexto atual que pertence ao resenhador.
  • B) O trecho 1 só informa o espaço da narrativa; não há avaliação.
  • C) O trecho 5 é citação de fala, não comentário crítico sobre linguagem.
  • D) O trecho 2 traz apenas a avaliação sobre ritmo.
  • E) O trecho 4 apresenta os conflitos internos da heroína e avalia essa construção como original. Correta: combina dado da obra e julgamento crítico.

6. Na resenha de O Fio da Memória, de Carolina Silva, qual trecho diferencia a construção da autora da opinião do crítico?

  • A) Atribui à autora uma avaliação que não foi informada.
  • B) Não apresenta a autora como responsável pela construção literária.
  • C) Há avaliação, mas ela não é marcada como opinião do crítico.
  • D) “A autora reconstrói vínculos familiares por meio de memórias cruzadas; em minha avaliação, esse recurso torna o enredo envolvente.” Correta: “em minha avaliação” marca explicitamente a voz crítica.
  • E) Faz parecer que a autora considera envolvente o próprio recurso.

Próximos passos

Para ampliar o trabalho, eu começaria com uma produção curta, devolveria o texto com um critério de revisão e só depois proporia uma resenha mais completa. Há consulta completa do código EF89LP26 com mais atividades: o acervo do GeraProva reúne 48 questões alinhadas à habilidade.

Se eu quiser variar comandos, níveis de dificuldade e formatos de avaliação sem passar a noite preparando material, posso usar o gerador de provas do GeraProva. Para começar, vale fazer o cadastro grátis.

Use estas questões como ponto de partida e adapte as obras ao repertório real da sua turma. Uma boa resenha nasce de leitura, conversa e revisão — e não de uma fórmula pronta.

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