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Atividades sobre Relação entre textos com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69LP50)

Atividades com gabarito para trabalhar a adaptação de narrativas para o texto teatral nos anos finais. Veja como planejar, avaliar e usar questões alinhadas à EF69LP50.

Atividades sobre Relação entre textos com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69LP50)

Quando recebo a EF69LP50 no planejamento, sei que não basta pedir aos estudantes que “transformem um conto em peça”. Na prática, preciso ajudá-los a perceber o que muda quando saímos da página narrativa e entramos no palco: quem fala, como a ação aparece, onde entram o cenário, o som, a luz e os gestos.

Também penso na avaliação. Uma proposta boa não mede apenas se a turma decorou o nome “rubrica”; ela mostra se o aluno consegue retextualizar uma narrativa sem perder sua tensão, seus personagens e seu sentido. Abaixo reuni caminhos de aula e questões que eu usaria com as turmas de 6º ao 9º ano.

O que a habilidade EF69LP50 pede, de verdade?

Na prática, a EF69LP50 pede que o estudante adapte textos narrativos — contos, romances, mitos, aventuras, crônicas e outros — para uma cena teatral. Isso significa selecionar acontecimentos importantes, transformar trechos narrados em falas e ações, criar rubricas para orientar cenário, espaço, tempo, luz, sons e movimentação, além de deixar claros os traços físicos, psicológicos e os modos de agir das personagens. A turma também precisa compreender que o narrador não pode simplesmente continuar explicando tudo: muitas informações precisam aparecer pelo diálogo, pela encenação ou por uma rubrica. Vale ainda discutir a linguagem: uma personagem pode falar de modo mais formal, regional ou técnico, desde que essa escolha faça sentido para a situação e não vire caricatura. Em resumo, eu trabalho a habilidade como uma ponte entre leitura atenta, escolhas de linguagem e produção teatral com propósito.

“Elaborar texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, indicando as rubricas para caracterização do cenário, do espaço, do tempo; explicitando a caracterização física e psicológica dos personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inserção do discurso direto e dos tipos de narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, registros e jargões) e retextualizando o tratamento da temática.”

Para consultar o detalhamento e o acervo, recomendo a consulta completa do código EF69LP50.

Como trabalhar EF69LP50 em sala?

  1. Faça a leitura em duas colunas. Em uma, a turma registra o que o narrador conta; na outra, decide como isso pode aparecer no palco: fala, gesto, efeito sonoro ou rubrica. Um corredor escuro, por exemplo, pode virar “[Luz baixa. Som de passos.]”.
  2. Use cenas curtas. Escolho um parágrafo de conto ou mito e proponho uma cena de um a dois minutos. Assim, o foco não se perde em figurino ou decoração; fica na transformação do texto.
  3. Distribua funções. Enquanto alguns escrevem falas, outros cuidam das rubricas e outro grupo verifica se a sequência dos fatos foi preservada. Isso inclui quem não quer atuar.
  4. Compare versões. Mostro duas adaptações: uma só com diálogos e outra com falas, cenário e ações. A turma identifica qual permite encenação mais clara e justifica com evidências.
  5. Revise a voz das personagens. Peço que os alunos leiam as falas em voz alta e perguntem: esta fala combina com a personagem? O registro linguístico ajuda a construir quem ela é?

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF69LP50 precisa cobrar a relação entre o texto-base e sua adaptação. Não basta localizar uma rubrica isolada: o estudante deve reconhecer se há personagens identificadas, discurso direto, indicação de cenário ou ação e preservação dos acontecimentos essenciais. Em propostas de produção, eu uso critérios simples: fidelidade ao núcleo da narrativa, clareza das rubricas, construção das personagens, transformação da narração em ação dramática e adequação da linguagem.

Um erro comum é considerar correta qualquer alternativa com colchetes. Rubrica sem fala pode não atender ao comando, assim como diálogo sem ação cênica costuma resultar em uma adaptação incompleta. Outro erro é premiar uma versão que inventa um desfecho ou muda o conflito central. Teatro permite recriação, mas ela precisa manter um diálogo reconhecível com o texto de origem.

Questões prontas de EF69LP50 (com gabarito comentado)

1. O céu estava encoberto quando Lara chegou à torre abandonada. Qual alternativa adapta corretamente o texto para o formato teatral, mantendo a sequência dos acontecimentos e apresentando fala de personagem e indicação de cena?

  • A) LARA: (segurando a tocha) O portão caiu! Preciso abrir a passagem. [O portão range. Lara empurra a madeira.] LARA: (entrando no corredor) Meus passos estão ecoando. Correta porque reúne falas, indicações cênicas e a sequência central da narrativa.
  • B) Há falas, mas faltam indicações de ações, sons ou espaço; a cena fica incompleta.
  • C) Apresenta rubricas, porém não inclui fala de personagem, exigida no comando.
  • D) Mantém o formato narrativo, sem diálogo nem encenação.
  • E) Traz fala e rubrica, mas altera os fatos: Lara não sai da torre.

2. No casarão envolto por neblina, João e Laura encontram um amuleto. Qual proposta preserva os elementos narrativos e cria uma cena dramática adequada?

  • A) [Som de vento e portas rangendo] Laura (hesitante): “Você sentiu isso, João?” João (apreensivo): “A neblina esconde mais do que podemos ver.” [Eles avançam até a mesa onde o amuleto brilha]. Correta: combina som, falas identificadas, ações e clima de suspense.
  • B) Centraliza a cena em um narrador e reduz a ação das personagens.
  • C) Mantém um narrador explicativo, diminuindo o dinamismo dramático.
  • D) Tem diálogo, mas não traz direção cênica nem preserva a hesitação e o suspense.
  • E) Usa formato poético, não a organização típica de uma cena teatral.

3. No labirinto, Ariadne conduz Teseu enquanto o minotauro se aproxima. Qual é a adaptação mais adequada para um texto teatral?

  • A) Falas de narrador e personagem sem cenário ou movimentação não orientam a encenação.
  • B) Discurso direto sem identificar quem fala prejudica a organização teatral.
  • C) Um único personagem, sem ações nem cenário, não constrói adequadamente a cena.
  • D) Prosa narrativa com colchetes continua sem diálogo dramático.
  • E) Nomes de personagens, falas em diálogo e instruções de cenário e ação. É a resposta correta porque reúne os elementos estruturais da adaptação teatral.

4. Miguel encontra Luísa no farol abandonado enquanto algo emerge do mar. Que proposta favorece diálogo e encenação clara?

  • A) Eliminar as falas tira das personagens a possibilidade de agir por meio do diálogo.
  • B) Ler longos trechos narrativos preserva a narração, mas não a reconfigura para o palco.
  • C) Narrador falando enquanto atores ficam estáticos não cria ação dramática.
  • D) Transformar descrições em diálogos entre guardião e visitante, com cenário e ações. Correta porque adapta a narrativa para interação teatral.
  • E) Um monólogo exclusivo reduz as interações relevantes entre as personagens.

5. No trecho de Lídia no castelo em ruínas, qual elemento marca a transição da narrativa literária para o texto teatral?

  • A) Indicação de falas precedidas pelo nome da personagem. “LÍDIA:” identifica a voz que fala, convenção típica do texto teatral.
  • B) Adjetivos ajudam a ambientar, mas existem também em textos narrativos.
  • C) Sensações subjetivas pertencem ao trecho literário e não definem o gênero teatral.
  • D) O pretérito perfeito não é marca específica da adaptação para teatro.
  • E) Narração em primeira pessoa caracteriza o texto narrativo inicial, não a cena.

6. No fragmento sobre D. Quixote e os moinhos, qual elemento caracteriza a adaptação ao gênero teatral?

  • A) Não há narração em primeira pessoa; há falas entre personagens.
  • B) A indicação de iluminação e cenários antes das falas. Correta porque rubricas como “[Palco iluminado...]” orientam a montagem cênica.
  • C) O trecho preserva diálogo, e não monólogos estendidos.
  • D) Advérbios podem aparecer em vários gêneros e não definem o teatro.
  • E) O texto não detalha pensamentos; mostra falas e ações encenáveis.

Próximos passos

Eu começaria com uma questão de reconhecimento e, depois, pediria uma microcena baseada em um parágrafo já lido pela turma. Se precisar variar dificuldade, tema e formato, as 54 questões alinhadas a esta habilidade ajudam bastante: use o gerador de provas do GeraProva para montar sua avaliação e faça seu cadastro grátis.

Adapte as propostas ao repertório da sua turma e valorize o processo de revisão: uma boa cena teatral nasce de leitura cuidadosa, escolhas conscientes e muitas reescritas.

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