Atividades sobre Contextos e práticas com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69AR18)
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Alexandre Lombardi dos Santos 09 de setembro de 2026 8 min de leitura 65
Atividades de Arte sobre músicos, grupos e gêneros musicais para 6º ao 9º ano, com gabarito comentado. Veja formas práticas de trabalhar e avaliar a habilidade EF69AR18.
Quando recebi o código EF69AR18 no planejamento do bimestre, confesso que meu primeiro pensamento foi: como transformar uma frase tão genérica em uma aula que os alunos de 6º a 9º ano realmente queiram acompanhar? Os nomes de Pixinguinha, Villa-Lobos e Luiz Gonzaga já estavam nos meus slides, mas faltava conectar tudo isso a uma avaliação justa.
Foi aí que percebi que a habilidade pede menos memorização de datas e mais capacidade de reconhecer a contribuição de artistas para a construção dos sons que ouvimos hoje. Vamos por partes.
O que a habilidade EF69AR18 pede, de verdade?
Reconhecer e apreciar o papel de músicos e grupos de música brasileiros e estrangeiros que contribuíram para o desenvolvimento de formas e gêneros musicais.
Na prática, traduzo isso para a sala de aula assim: o aluno precisa entender que gêneros musicais não surgem do nada. Eles são construídos por pessoas e grupos que testaram instrumentos, criaram arranjos, misturaram referências e abriram caminhos para quem viria depois. Reconhecer esse papel significa identificar quem fez essa contribuição e explicar, com suas palavras, o que mudou por causa dela. Apreciar significa ir além do registro frio e escutar com curiosidade, percebendo o que aquela escolha musical provoca no ouvinte. A habilidade também pede que o aluno enxergue tanto músicos brasileiros quanto estrangeiros, sem hierarquias, reconhecendo que o diálogo entre tradições é parte da história da música.
Como trabalhar EF69AR18 em sala?
Trabalho com ideias simples, que não exigem equipamento caro. A primeira é a escuta comentada: escolho duas faixas de gêneros diferentes, toco uma após a outra e peço que os alunos anotem o que percebem sobre instrumentos e organização do grupo. Funciona bem até no 6º ano.
A segunda é a linha do tempo colaborativa no quadro, em que cada grupo de alunos pesquisa um artista e registra uma contribuição concreta, como um arranjo, uma mistura de ritmos ou uma formação instrumental inovadora. Nada de textos longos: uma frase e um exemplo sonoro bastam.
A terceira é o debate sobre influências: pergunto aos alunos de onde vem a música que eles ouvem no celular e quais artistas aparecem nas referências de seus artistas favoritos. Essa conversa costuma revelar conexões entre gêneros que eles nunca tinham percebido.
Por fim, proponho a produção de um mural sonoro ou de um podcast curto, em que cada aluno relaciona duas audições. A atividade mostra o aprendizado de forma concreta e desperta muito interesse.
Como avaliar essa habilidade?
Uma boa questão desse código precisa cobrar que o aluno relacione artista, contribuição e gênero, e não apenas reconheça um nome famoso. Se a alternativa correta for apenas o nome do músico, a questão mede memória e não compreensão. Prefiro enunciados que descrevem uma situação, como uma audição comentada ou um texto sobre arranjos, e pedem ao aluno que identifique a ideia central.
Os erros mais comuns que vejo em avaliações são três: afirmar que um gênero nasceu diretamente de outro sem base no texto, tratar um artista como criador isolado de um estilo inteiro e confundir épocas e movimentos. Cuidado também com alternativas que sugerem superioridade de um gênero sobre outro, pois isso foge completamente da habilidade.
Questões prontas de EF69AR18 (com gabarito comentado)
A seguir, as seis questões do acervo do GeraProva alinhadas a este código. Você pode usar diretamente ou adaptar para a sua turma.
Questão 1: compositor que integrou folclore à música erudita
Que compositor brasileiro integrou melodias e ritmos folclóricos à música erudita e é autor das 'Bachianas Brasileiras'?
❌ A) Jorge Ben Jor — Famoso por misturar samba e rock, não compôs as Bachianas Brasileiras.
❌ B) Carlos Gomes — Compositor de óperas, não trabalhou com música folclórica brasileira.
❌ C) Alberto Nepomuceno — Compositor erudito, mas não integrou folclore à música como Villa-Lobos.
❌ D) Ludwig van Beethoven — Compositor clássico europeu, não teve relação com folclore brasileiro.
✅ E) Heitor Villa-Lobos — Incorporou elementos da música popular e folclórica brasileira em estruturas e técnicas eruditas europeias; as 'Bachianas Brasileiras' exemplificam essa fusão entre referências de Bach e motivos brasileiros.
Questão 2: grupo ligado à Tropicália
Na década de 1960, o movimento Tropicália aproximou a música brasileira de sons do rock psicodélico. Um grupo paulista se destacou por essa mistura e pela experimentação em suas canções.
Qual grupo musical, associado à Tropicália, ficou conhecido por misturar rock psicodélico com elementos da música brasileira?
✅ A) Os Mutantes — Grupo paulista ligado à Tropicália, misturava rock psicodélico com elementos da música brasileira e tinha forte caráter experimental.
❌ B) Sepultura — Banda ligada ao heavy metal, não à Tropicália ou ao rock psicodélico descrito.
❌ C) Skank — Combina rock com outros ritmos, mas não pertence ao contexto da Tropicália.
❌ D) Titãs — Banda brasileira de rock, mas não é o grupo paulista associado à Tropicália.
❌ E) Legião Urbana — Surgiu posteriormente e não é o grupo descrito no enunciado.
Questão 3: o Rei do Baião
Qual músico é reconhecido como o Rei do Baião e como um dos principais responsáveis pela divulgação do forró no Brasil?
❌ A) Ivete Sangalo — Associada principalmente ao axé e à música pop brasileira.
✅ B) Luiz Gonzaga — Recebeu o título de Rei do Baião e teve papel fundamental na divulgação do baião e de outros ritmos ligados ao forró em todo o Brasil.
❌ C) Zezé Di Camargo — Conhecido principalmente pela música sertaneja, não pelo forró.
❌ D) Roberto Carlos — Ligado à música romântica e ao pop brasileiro, não como representante principal do forró.
❌ E) Chico Buarque — Importante ligado à MPB, mas não é conhecido como o Rei do Baião.
Questão 4: artista da Legião Urbana
Durante a aula, os estudantes conheceram um artista ligado ao rock alternativo brasileiro. Ele foi vocalista e principal compositor da banda Legião Urbana, destacando-se por suas letras poéticas e por abordar temas sociais e sentimentos dos jovens.
Qual artista é descrito no texto-base?
❌ A) Luan Santana — Ligado principalmente ao sertanejo, não à Legião Urbana.
✅ B) Renato Russo — Vocalista e principal compositor da Legião Urbana, com letras poéticas e reflexivas de grande influência no rock brasileiro.
❌ C) Paulo Ricardo — Foi vocalista da banda RPM, não da Legião Urbana.
❌ D) Chico Science — Liderou o grupo Nação Zumbi, mas não foi integrante da Legião Urbana.
❌ E) Cazuza — Também escreveu letras poéticas de rock, mas não foi vocalista nem principal compositor da Legião Urbana.
Questão 5: interpretando contribuições sem exagerar
Enquanto organizam uma série de rádio sobre artistas que mudaram modos de tocar, jovens produtores comparam duas gravações. Na primeira, Pixinguinha aparece em formação instrumental ligada ao choro. As notas do acervo destacam seus arranjos para conjuntos e o uso marcante da flauta e do saxofone. Na segunda, Louis Armstrong toca trompete em uma gravação de jazz, na qual o solo improvisado ganha destaque diante do acompanhamento do grupo. Os produtores percebem que os dois registros usam instrumentos de sopro, mas foram produzidos em países, épocas e gêneros diferentes. O roteiro do programa deverá explicar a contribuição dos artistas sem reduzir a criação musical a um único nome ou supor relações que os registros não comprovam.
Qual interpretação dos registros e das notas do acervo é mais adequada para o roteiro da série de rádio?
❌ A) Apresentá-los como criadores isolados, responsáveis sozinhos pela origem de seus gêneros. — O texto fala de contribuições, mas não afirma que algum deles criou sozinho um gênero.
❌ B) Apresentá-los como prova de que o choro nasceu da improvisação do jazz norte-americano. — Os registros não comprovam que o choro tenha se originado do jazz.
❌ C) Apresentá-los como artistas sem influência musical, pois atuaram em países diferentes. — A diferença entre países não elimina a influência dos artistas.
❌ D) Apresentá-los como artistas relevantes apenas por terem usado instrumentos de sopro. — As notas destacam também arranjos e solo improvisado, não só o instrumento.
✅ E) Apresentá-los como renovadores de seus gêneros, sem concluir que um estilo deriva diretamente do outro. — Os registros mostram contribuições de Pixinguinha ao choro e de Louis Armstrong ao jazz, mas não comprovam que um gênero tenha surgido do outro.
Questão 6: arranjos e grupos instrumentais
Enquanto organiza uma escuta comentada na biblioteca do bairro, a mediadora separa duas faixas. Na primeira, Pixinguinha toca saxofone em um conjunto no qual flauta, violão e percussão alternam momentos de destaque. Ela explica que o músico brasileiro também criou arranjos para grupos e é referência para o choro. Na segunda, Duke Ellington conduz uma grande orquestra de jazz: trompetes, saxofones, piano, baixo e bateria formam partes diferentes, abrindo espaço para solos. A mediadora pede que os visitantes percebam como as escolhas de instrumentos e a organização dos grupos mudam o som de cada faixa. Ao final, eles deverão escrever uma frase para o mural sonoro que relacione as duas audições.
Analise a seleção das duas faixas e identifique a ideia que a frase do mural deve destacar sobre o papel desses músicos.
❌ A) A repetição de modelos fixos de execução para manter os gêneros inalterados. — O texto apresenta diferenças na organização dos grupos, não a repetição de modelos fixos.
❌ B) A superioridade de um gênero musical quando é executado por uma orquestra maior. — A comparação trata de escolhas e organização musical, não de superioridade.
✅ C) A contribuição de arranjos e grupos instrumentais para renovar o som de gêneros musicais. — As duas audições mostram músicos que, por meio de arranjos e da organização em grupos, criam diferentes sonoridades no choro e no jazz.
❌ D) A escolha dos instrumentos define sozinha o estilo, sem depender da organização dos grupos. — Instrumentos e organização são mencionados juntos; o texto não diz que a primeira define sozinha o estilo.
❌ E) A igualdade sonora entre choro e jazz por usarem instrumentos semelhantes. — O texto destaca que a organização e os instrumentos mudam o som de cada faixa.
Este conteúdo é um apoio ao seu planejamento: revise as questões à luz do seu projeto pedagógico e da realidade da sua turma. Se fizer sentido para você, o GeraProva pode acelerar essa rotina de preparação.
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