Atividades sobre Danças do Brasil e do mundo com gabarito — 3º ano, 4º ano, 5º ano (EF35EF12)
Quando recebo a EF35EF12 no planejamento de Educação Física, sei que não basta separar uma música e ensinar alguns passos. A habilidade pede conversa, escuta e atenção ao que acontece quando alguém ri do colega que dança diferente, quando uma criança fica de fora da roda ou quando uma prática corporal é tratada como “coisa de menino” ou “coisa de menina”.
Na hora de transformar isso em aula e avaliação, meu desafio é não deixar o tema só no discurso. Eu preciso criar situações em que a turma reconheça preconceitos, pense nas consequências e proponha atitudes mais justas. Abaixo, reuni caminhos práticos e questões que ajudam bastante nesse planejamento.
O que a habilidade EF35EF12 pede, de verdade?
Na prática, esta habilidade pede que eu ajude estudantes de 3º, 4º e 5º ano a perceber que as danças e outras práticas corporais podem trazer exclusões e julgamentos: alguém pode ser deixado de lado por não saber dançar, por seu corpo, sua deficiência, seu jeito de se vestir, sua origem cultural ou por ideias preconceituosas sobre gênero. Não é uma habilidade para decorar nomes de danças; é para observar situações, conversar sobre por que são injustas e construir alternativas reais para que todos participem. Isso pode aparecer numa roda de dança, numa competição, numa brincadeira ou até nos comentários feitos pela turma. Meu papel é acolher as falas, diferenciar opinião de ofensa e estimular soluções possíveis, como combinar regras de respeito, adaptar movimentos, trocar duplas e valorizar manifestações culturais diversas.
“Identificar situações de injustiça e preconceito geradas e/ou presentes no contexto das danças e demais práticas corporais e discutir alternativas para superá-las.”
A habilidade está na unidade temática Danças, com o objeto de conhecimento Danças do Brasil e do mundo. Para consultar o detalhamento e encontrar mais itens, vale acessar a consulta completa do código EF35EF12.
Como trabalhar EF35EF12 em sala?
1. Começo pela roda de conversa. Antes da prática, apresento situações simples: “Um colega disse que dança é só para meninas”; “Uma aluna não foi escolhida porque dança devagar”; “A turma riu de um passo diferente”. Peço que digam o que aconteceu, quem pode ter se sentido mal e como o grupo poderia agir de outro jeito.
2. Faço uma dança com movimentos adaptáveis. Escolho uma sequência curta de danças brasileiras ou do mundo e ofereço variações: sentado, em pé, com deslocamento menor, com palmas ou com lenços improvisados. Assim, a turma entende na prática que participar não significa fazer tudo igual.
3. Uso troca de papéis nas duplas e grupos. Em vez de fixar quem “conduz”, proponho que todos experimentem criar, ensinar e acompanhar movimentos. Isso ajuda a questionar estereótipos e evita que algumas crianças fiquem sempre na posição de quem apenas obedece.
4. Crio um mural de combinados. Depois da vivência, registramos frases como “não rir do corpo do colega”, “convidar quem está sozinho” e “respeitar as origens das danças”. Não precisa de material caro: papel pardo, folha de caderno ou cartolina já resolvem.
5. Peço uma pequena criação coletiva. Cada grupo monta três movimentos que transmitam uma mensagem de respeito, inclusão ou combate ao preconceito. Depois, explicam à turma qual mensagem quiseram comunicar. É uma forma potente de mostrar que dança também expressa ideias.
Como avaliar essa habilidade?
Uma boa questão de EF35EF12 não deve cobrar apenas definição. Ela precisa apresentar uma situação de convivência nas danças, brincadeiras ou competições e pedir que o estudante reconheça a injustiça, identifique uma atitude respeitosa ou escolha uma alternativa de superação. Também observo a participação nas conversas: a criança consegue explicar por que excluir é um problema? Sugere formas de incluir? Escuta os colegas?
Um erro comum é avaliar somente quem executa melhor os passos. Aqui, a precisão do movimento não é o centro. Outro erro é usar exemplos muito abstratos ou moralizar a resposta sem contexto. Prefiro situações próximas da escola: formação de grupos, comentários sobre desempenho, escolhas de dupla e respeito às diferenças. No acervo, o GeraProva reúne 65 questões alinhadas a esse código; no gerador de provas do GeraProva, eu consigo selecionar itens e montar uma avaliação adequada à minha turma.
Questões prontas de EF35EF12 (com gabarito comentado)
1. O que é preconceito no contexto esportivo?
- ❌ A) Aceitar todos os tipos de jogadores. Aceitação é o oposto do preconceito.
- ✅ B) Discriminar atletas por suas habilidades. O preconceito envolve discriminação baseada em habilidades.
- ❌ C) Valorizar a diversidade nas equipes. Valorizar diversidade é combater o preconceito.
- ❌ D) Promover a inclusão de todos. Promover inclusão é combater o preconceito.
- ❌ E) Focar apenas em vencedores. Focar apenas em vencedores pode ser uma atitude preconceituosa, mas não define diretamente o conceito.
2. Como a dança de salão pode promover a inclusão social?
- ❌ A) Faz com que todos dançam iguais. A dança respeita as diferenças e promove a inclusão.
- ✅ B) Une pessoas de diferentes culturas. A dança é uma forma de unir diferentes origens.
- ❌ C) Exclui quem não sabe dançar. A dança deve ser inclusiva e acolhedora.
- ❌ D) Promove competição entre os dançarinos. A ênfase deve ser na convivência e não na competição.
- ❌ E) Restringe a participação. A dança de salão é para todos.
3. Analise como a presença de um árbitro justo pode influenciar o respeito entre os jogadores.
- ✅ A) Promove o respeito entre os jogadores. Um árbitro justo é respeitado e inspira respeito.
- ❌ B) Não influencia a dinâmica do jogo. A presença do árbitro é crucial para a ordem.
- ❌ C) Aumenta a tensão entre as equipes. Um bom árbitro ajuda a acalmar a tensão.
- ❌ D) Os jogadores não se importam com o árbitro. O árbitro é uma figura de autoridade e respeito.
- ❌ E) Respeito é irrelevante na presença do árbitro. O respeito deve ser mantido sempre, com ou sem árbitro.
4. Descreva como a dança pode ser utilizada como forma de protesto social.
- ❌ A) Dança não tem relação com causas sociais. A dança pode ser uma poderosa forma de protesto.
- ❌ B) A dança é apenas entretenimento. Ela também pode ter forte caráter político e social.
- ✅ C) Mensagens podem ser transmitidas por coreografias. Coreografias podem simbolizar lutas e reivindicações.
- ❌ D) A dança é sempre realizada em silêncio. Geralmente, a dança é acompanhada de música.
- ❌ E) Protestos não podem ser expressos através da dança. A dança é uma forma legítima de expressar protestos.
5. Analise a importância do papel do árbitro em competições de dança.
- ❌ A) Não tem importância, pois todos dançam livremente. O árbitro é essencial para a ordem nas competições.
- ❌ B) Apenas verifica a música utilizada. O papel do árbitro vai além da verificação da música.
- ✅ C) Garante a pontuação justa das apresentações. O árbitro assegura que as notas sejam justas e imparciais.
- ❌ D) É responsável por organizar o evento. A organização é função do evento, não do árbitro.
- ❌ E) Decide quem dança e quem não dança. O árbitro não decide quem participa, mas sim avalia.
6. Qual a importância de respeitar as diferenças individuais durante brincadeiras em grupo?
- ❌ A) Aumenta a competitividade. Aumentar a competitividade pode excluir alguns colegas.
- ✅ B) Garante que todos se divirtam. Divertir-se é fundamental para manter a participação.
- ❌ C) Faz com que alguns se sintam superiores. Não deve haver sentimentos de superioridade.
- ❌ D) Impede a socialização. Respeitar diferenças promove a socialização.
- ❌ E) Dificulta a participação. Respeitar diferenças facilita a participação.
Próximos passos
Eu começaria com uma conversa curta, levaria uma vivência de dança adaptável e fecharia com uma das questões acima. Depois, dá para ampliar a avaliação com itens do acervo e ajustar a linguagem para a realidade da turma. Se ainda não usa a plataforma, faça seu cadastro grátis e teste a montagem de atividades.
Estas sugestões são um ponto de partida: conheço minha turma melhor do que qualquer material pronto, então vale adaptar exemplos, intervenções e avaliações para garantir uma aula realmente acolhedora.
