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Atividades sobre O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias com gabarito — 5º ano (EF05HI08)

Atividades sobre O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias com gabarito — 5º ano (EF05HI08)

Quando recebo a EF05HI08 no planejamento do 5º ano, meu primeiro cuidado é não transformar a aula em uma lista de calendários ou em uma conversa apressada sobre relógios. A habilidade pede que a turma perceba que diferentes sociedades criaram referências próprias para acompanhar a passagem do tempo — e que isso tem relação com a vida, o trabalho, a natureza, as festas e a memória de cada povo.

Na prática, eu preciso transformar esse código em situações que façam sentido para crianças: observar a Lua, lembrar das épocas de chuva, conversar sobre colheitas, celebrações e sinais da natureza. Depois, preciso avaliar se elas conseguem relacionar cada forma de marcação ao grupo e ao contexto apresentados, sem cair na ideia de que só o calendário atual é uma forma “certa” de organizar o tempo.

O que a habilidade EF05HI08 pede, de verdade?

A EF05HI08 pede que o estudante reconheça e compare formas de marcar a passagem do tempo usadas em diferentes sociedades, com atenção explícita aos povos indígenas originários e aos povos africanos. Em sala, isso significa ir além de decorar que existem dias, meses e anos: a turma deve entender que as pessoas podem observar as fases da Lua, o florescimento das plantas, a migração de animais, o movimento do Sol, as chuvas e as celebrações coletivas para organizar plantios, colheitas, encontros e memórias. Também é importante que os alunos percebam que essas práticas não são curiosidades do passado: são conhecimentos culturais ligados à experiência de cada comunidade. A habilidade está na unidade temática Registros da história: linguagens e culturas e conversa com o objeto de conhecimento sobre escrita e fontes, porque os modos de contar e registrar o tempo também transmitem saberes, culturas e histórias.

“Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.”

Eu costumo reforçar uma ideia simples: calendário, relógio e aplicativo são formas conhecidas por nós, mas não são as únicas referências temporais possíveis. A pergunta central da aula pode ser: “O que uma comunidade observa ou celebra para saber que um período chegou?”

Para consultar o texto, os objetivos e mais atividades alinhadas, vale acessar a consulta completa do código EF05HI08.

Como trabalhar EF05HI08 em sala?

1. Painel de marcadores do tempo. Eu divido a lousa em natureza, celebrações e instrumentos/registros. A turma sugere exemplos: Lua, chuva, florada, festa de colheita, calendário, relógio. Depois, conversamos sobre quais exemplos dependem da observação do ambiente e quais foram criados como convenções sociais.

2. Diário de observação por uma semana. Sem material caro, cada estudante pode anotar como percebeu a passagem dos dias: mudança do clima, horário em que escurece, rotina da família, feira do bairro, missa, treino ou programa de televisão. O objetivo não é comparar “quem está certo”, mas perceber que usamos diversos marcadores no cotidiano.

3. Leitura de pequenos cartões culturais. Eu preparo cartões com informações curtas: povos indígenas observando Lua, plantas ou peixes; comunidades africanas relacionando ciclos lunares e festas; cidades usando meses e datas. Em duplas, os alunos ligam prática, sociedade e finalidade. Aqui, cuidado com generalizações: não existe uma única forma de marcar o tempo entre todos os povos indígenas ou africanos.

4. Calendário da comunidade escolar. A turma monta um calendário com acontecimentos relevantes: início das aulas, festa junina, período de chuvas, colheitas locais, aniversários e eventos do bairro. Em seguida, discutimos quais marcos são naturais, sociais ou institucionais.

5. Roda de fontes e memórias. Peço que tragam, se possível, um calendário antigo, uma foto de festa familiar ou um relato de alguém mais velho sobre épocas de plantio, chuva ou celebração. Isso aproxima a noção de fonte histórica da vida concreta e mostra como saberes são transmitidos.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF05HI08 apresenta uma situação, um texto ou uma imagem e pede que o aluno identifique a forma de marcar o tempo, o grupo relacionado a ela ou sua finalidade. O foco deve estar na leitura atenta e na comparação entre referências culturais, não em exigir datas decoradas.

Um erro comum é perguntar apenas “quantos meses tem o ano”. Isso avalia calendário convencional, mas não necessariamente a habilidade. Outro erro é usar povos indígenas e africanos como um bloco único, sem contexto. Prefiro nomear o povo ou a comunidade quando a fonte permite e deixar claro o que o texto afirma. Também evito alternativas vagas, como “observar a natureza”, quando o enunciado traz uma observação específica, por exemplo, as fases da Lua.

Nas questões abaixo, observe como os distratores misturam práticas de grupos diferentes ou confundem a forma de marcar o tempo com sua finalidade. Esse tipo de análise mostra se o estudante realmente leu e relacionou as informações.

Questões prontas de EF05HI08 (com gabarito comentado)

1. Na aula, Júlia aprendeu que alguns povos observavam a lua, as chuvas e as plantas. Também faziam festas para marcar momentos importantes do ano. Hoje, ainda podemos observar a natureza e participar de comemorações para perceber a passagem do tempo. Qual prática atual se parece com esse jeito de marcar o tempo?

  • ❌ A) Consultar calendário para marcar aniversário. É um calendário moderno, não um sinal natural ou prática comunitária.
  • ❌ B) Marcar reunião sempre no mesmo dia. É uma organização por data fixa, sem observação da natureza ou celebração.
  • ❌ C) Usar relógio para marcar o recreio. É um instrumento de medida, não um marcador natural ou ritual.
  • ❌ D) Usar aplicativo para lembrar tarefas. É uma ferramenta digital de lembrete.
  • ✅ E) Observar a florada para começar a colheita. A florada é um sinal da natureza que orienta uma atividade.

2. Em uma mostra sobre sistemas de contagem histórica, povos indígenas da região andina utilizavam cordões com nós de cores para marcar ciclos agrícolas e registros sociais. Qual forma de marcação da passagem do tempo era utilizada por esses povos?

  • ❌ A) Uso de astrolábio portátil para medir horas. Essa técnica é associada a estudiosos islâmicos.
  • ❌ B) Emprego de relógio de sol de pedra. Era uma prática do Egito antigo.
  • ❌ C) Observação do ciclo lunar em festas mensais. Refere-se às comunidades africanas do texto.
  • ❌ D) Registro em pergaminhos manuscritos. Era procedimento de mosteiros medievais europeus.
  • ✅ E) Utilização de cordões com nós coloridos. O texto atribui essa prática aos povos andinos.

3. Os povos Kayapó observam a migração de peixes no rio Xingu. Povos yorubás realizam todos os anos uma festa de colheita de inhames, relacionada às fases da Lua e ao início do ano agrícola. Qual forma de marcação do tempo era praticada pelos povos yorubás?

  • ❌ A) Organização em semanas de sete dias. É parte do calendário atual citado.
  • ❌ B) Divisão do ano em doze meses. Também se refere ao calendário atual.
  • ✅ C) Festa anual de colheita de inhames. O texto a relaciona aos yorubás, à Lua e ao ano agrícola.
  • ❌ D) Observação da migração de peixes. Essa prática é dos Kayapó.
  • ❌ E) Contagem do tempo pelo ciclo solar. Não é a prática yorubá descrita.

4. A professora explicou que povos indígenas observavam o nascer do sol alinhado a sulcos nas rochas para marcar as estações. Famílias africanas contavam os ciclos das fases da lua para planejar plantios e colheitas. Como as famílias africanas marcavam o tempo?

  • ❌ A) Alinhamento do sol com rochas. É a prática indígena apresentada.
  • ❌ B) Marcação do início das estações. Também se relaciona aos povos indígenas no texto.
  • ❌ C) Planejamento de plantios e colheitas. É a finalidade da observação, não a forma.
  • ❌ D) Observação do nascer do sol. Foi atribuída aos povos indígenas.
  • ✅ E) Observação das fases da lua. Era a referência usada pelas famílias africanas.

5. Ana leu que alguns povos indígenas observavam as fases da Lua e o florescimento de plantas para perceber a chegada das chuvas. Qual método esses povos indígenas usavam para marcar o tempo?

  • ❌ A) Marcar o tempo apenas pelas estações. O texto destaca Lua e plantas.
  • ❌ B) Celebrar festas ligadas às estações. Isso foi relacionado a outros povos.
  • ✅ C) Observar a Lua e o florescimento das plantas. Essa é exatamente a prática descrita.
  • ❌ D) Observar somente a chegada das chuvas. Faltam os marcadores citados: Lua e florescimento.
  • ❌ E) Usar calendários com meses e números. O texto atribui esse método a outros povos.

6. Sofia aprendeu que alguns povos indígenas observam as fases da Lua e dão nomes a elas conforme atividades coletivas. Em outra vila, há festivais no fim da estação chuvosa, enquanto cidades usam doze meses e começam o ano em janeiro. Qual forma pertence aos povos indígenas descritos?

  • ❌ A) Meses fixos ligados ao fim da estação chuvosa. Mistura cidades e outra vila.
  • ❌ B) Atividades coletivas marcadas pelo início do ano. Troca as luas pelo janeiro do calendário urbano.
  • ❌ C) Festivais anuais organizados por doze meses fixos. Junta informações de grupos diferentes.
  • ❌ D) Calendário europeu com nomes de luas mensais. Mistura calendário europeu e prática indígena.
  • ✅ E) Nomes das luas ligados a atividades coletivas. É a forma indígena descrita no enunciado.

Próximos passos

Depois dessas questões, eu retomaria os erros mais frequentes com um quadro de comparação: sociedade, marcador do tempo e finalidade. Para ampliar o banco de itens, o GeraProva reúne 64 questões alinhadas a esta habilidade. Você pode usar o gerador de provas do GeraProva para montar uma avaliação no seu formato e fazer seu cadastro grátis para começar.

Use estas propostas como ponto de partida e adapte a linguagem à sua turma. O mais importante é abrir espaço para que os alunos reconheçam a diversidade dos saberes sobre o tempo — com respeito, contexto e curiosidade.

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