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Atividades sobre As tradições orais e a valorização da memória com gabarito — 5º ano (EF05HI07)

Atividades sobre As tradições orais e a valorização da memória com gabarito — 5º ano (EF05HI07)

Eu sei bem como é bater o olho no planejamento e encontrar um código como EF05HI07. Na hora, a gente entende o tema geral, mas o desafio real é outro: transformar a linguagem da BNCC em aula possível, conversa boa com a turma e avaliação que faça sentido no 5º ano. E, em História, isso pesa ainda mais, porque não basta pedir para o estudante decorar o que é monumento ou memória.

Quando trabalho essa habilidade, eu penso logo na cidade, no bairro, no nome da praça, no busto da entrada da escola, nas festas lembradas e também nas histórias que ninguém contou ainda. É daí que a habilidade ganha vida. Se você também está tentando sair do código e chegar numa atividade concreta, neste texto eu organizo o caminho de um jeito prático, com exemplos de sala e questões prontas para usar ou adaptar.

O que a habilidade EF05HI07 pede, de verdade?

Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória.

Em linguagem de professor, essa habilidade pede que a turma perceba que a memória coletiva não aparece por acaso. Alguém escolhe quem vai ser homenageado, como essa homenagem vai aparecer e quais histórias vão circular mais do que outras. Quando a BNCC fala em produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória, ela está nos levando a discutir quem decide o nome de ruas, praças, estátuas, murais, placas e celebrações; quem recebe mais destaque; e como essas memórias são divulgadas para a população. O centro da habilidade não é só reconhecer um monumento, mas entender que ele representa escolhas sociais e políticas. No 5º ano, eu traduzo isso assim: “Quem foi lembrado? Quem ficou de fora? Por quê?”. Essa é a chave para trabalhar o objeto de conhecimento As tradições orais e a valorização da memória dentro da unidade temática Registros da história: linguagens e culturas.

Na prática, o estudante precisa aprender a olhar para marcos de memória como fontes históricas. Uma praça com estátua, um nome de escola, uma festa tradicional ou uma placa comemorativa dizem muito sobre quais grupos foram valorizados. E dizem também sobre ausências. Se só aparecem líderes políticos, militares ou colonizadores, por exemplo, a turma pode discutir onde estão mulheres, povos indígenas, trabalhadores, população negra e outros grupos que também construíram aquela história.

Como trabalhar EF05HI07 em sala?

Eu gosto de começar essa habilidade com situações próximas da realidade da turma. Não precisa material caro, nem projeto mirabolante. O que funciona melhor, na minha experiência, é fazer o estudante observar, comparar e argumentar.

1. Mapa afetivo do bairro ou da comunidade. Peço que os alunos listem nomes de ruas, praças, escolas e prédios públicos do entorno. Depois, perguntamos: quem aparece nesses nomes? Há diversidade? Quais grupos sociais estão representados e quais não estão?

2. Galeria de memórias da escola. A turma investiga fotos antigas, nomes de salas, eventos tradicionais e homenagens feitas pela escola. Aqui entra muito bem a tradição oral: entrevistar funcionários antigos, famílias e moradores ajuda a perceber o que foi lembrado oficialmente e o que ficou só na fala das pessoas.

3. Comparação entre monumentos e histórias orais. Trago uma imagem de monumento da cidade ou de outra localidade e comparo com relatos orais sobre a história do lugar. A pergunta central é simples: o monumento conta a mesma história que as pessoas contam? O que aparece em um e some no outro?

4. Proposta de novo marco de memória. Em grupos, os alunos escolhem uma pessoa, grupo ou prática cultural que mereceria homenagem. Eles produzem um cartaz, uma placa simbólica ou um pequeno texto justificando a escolha. É uma atividade ótima para desenvolver argumentação.

5. Roda de conversa com imagens. Mostro fotos de estátuas, murais, nomes de ruas e festas populares. Em vez de começar explicando, deixo a turma observar: “O que está sendo valorizado aqui? Quem pode estar ausente?”. Essa escuta inicial costuma render muito.

Se você quiser ampliar esse planejamento, vale consultar a consulta completa do código EF05HI07. E, para montar avaliações com mais rapidez, eu costumo recorrer também a o gerador de provas do GeraProva, especialmente quando preciso variar nível de dificuldade e formato de questão.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF05HI07 não cobra só definição solta. Ela precisa colocar o aluno diante de um caso concreto: um monumento, uma praça, uma homenagem, uma campanha de divulgação, um nome de rua, uma festa tradicional. A partir disso, o estudante deve identificar quem está sendo valorizado, que grupo ficou ausente e como aquela memória foi produzida ou difundida.

Eu sempre observo se a questão pede leitura histórica de uma situação social. Em outras palavras: o aluno precisa entender que memória pública é construída. Se a questão fica só no “o que é um monumento?”, ela empobrece a habilidade.

Os erros mais comuns de avaliação, para mim, são três. Primeiro: perguntar apenas conceitos decorados. Segundo: usar exemplos muito distantes da realidade da turma sem contextualização. Terceiro: confundir difusão com exclusão. Nem toda alternativa que fala de placa, passeio guiado ou postagem em rede social trata da ausência de grupos; às vezes ela fala apenas da circulação daquela memória. Esse detalhe faz diferença no gabarito e ajuda a qualificar a leitura do estudante.

Questões prontas de EF05HI07 (com gabarito comentado)

1) Identifique como a monumentação de uma cidade pode refletir os valores de determinados grupos sociais. Escolha uma alternativa que exemplifique isso.

  • ❌ A) Monumentos de guerra são sempre escolhidos. — Não é “sempre”. Monumentos desse tipo podem existir, mas a escolha depende de quem tem poder para decidir o que será lembrado.
  • ❌ B) Apenas estátuas de heróis locais são comemoradas. — A palavra “apenas” torna a alternativa incorreta, porque a memória pública pode assumir outras formas e envolver outros sujeitos.
  • ❌ C) Monumentos que homenageiam grupos minoritários são frequentes. — Em muitos contextos, esses grupos justamente aparecem pouco nos marcos de memória.
  • ✅ D) A cidade pode ter marcos que refletem a diversidade cultural. — Correta, porque mostra que os marcos de memória podem incluir diferentes grupos sociais e valores presentes na comunidade.
  • ❌ E) Monumentos são sempre apoiados pela população. — Nem sempre há apoio unânime; muitos monumentos geram debate, crítica e contestação.

Comentário de professor: Essa questão é boa para introdução, porque ajuda a turma a perceber que monumentos não são neutros e podem, sim, representar escolhas sobre diversidade e pertencimento.

2) Quem guardamos na nossa memória coletiva quando passamos diante de um monumento? Nas últimas semanas, a prefeitura de Porto dos Cedros inaugurou três estátuas no Largo da Liberdade. Todas representam líderes militares do século XIX e ocupam pedestal de mármore, acompanhadas de placas explicativas e roteiros de visita guiada. Guias voluntários oferecem passeios semanais, e as imagens figuram em postais vendidos na loja do centro cultural. No entanto, nenhuma mulher, indígena ou trabalhador rural foi lembrado nesse espaço. Moradores questionam a escolha, apontando que outros grupos também contribuíram para a história local.

Identifique no texto-base o elemento que evidencia a exclusão de determinados grupos na construção da memória coletiva.

  • ❌ A) Realização de visitas guiadas semanais pelos guias voluntários — Isso mostra difusão da memória, não exclusão de grupos sociais.
  • ✅ B) Ausência de mulheres, indígenas e trabalhadores rurais nas estátuas — Correta, porque aponta diretamente quais grupos foram deixados de fora da homenagem pública.
  • ❌ C) Elevação das estátuas em pedestal de mármore no largo histórico — Esse trecho fala da valorização do monumento, não da ausência de grupos.
  • ❌ D) Uso de placas explicativas para contextualizar cada figura histórica — Novamente, trata da divulgação e contextualização, não da exclusão.
  • ❌ E) Venda de postais das imagens na loja do centro cultural — Refere-se à circulação das imagens, não ao apagamento de grupos sociais.

Comentário de professor: Aqui aparece um ponto importante da habilidade: nem toda informação do texto serve para responder à pergunta. O aluno precisa separar o que é difusão do que é ausência de representação.

3) Já reparou que em cada praça há uma homenagem diferente? Na cidade X, três espaços foram reformados este ano. Na praça central foi instalada uma estátua do fundador da colônia, com placas contando sua trajetória. No bairro multicultural, um painel mural retrata festas populares trazidas pelos imigrantes europeus. No distrito rural, no entanto, ainda não há registro de eventos ligados aos povos indígenas que viviam ali antes. A prefeitura realizou uma campanha online, com vídeos e publicações nas redes sociais, destacando as celebrações oficiais e as tradições de alguns grupos, mas não mencionou rituais dos povos originários.

Analise o texto-base e identifique o elemento que revela a ausência de um grupo social na memória coletiva da cidade.

  • ❌ A) A campanha online da prefeitura destacando celebrações oficiais — Mostra divulgação, mas não é o trecho que evidencia diretamente a exclusão.
  • ❌ B) A instalação de uma estátua do fundador da colônia na praça central — Indica presença de uma memória, não ausência de grupo social.
  • ❌ C) O painel mural que retrata festas populares trazidas pelos imigrantes europeus — Também aponta uma presença, não a falta de representação.
  • ❌ D) A reforma dos três espaços públicos na cidade X — É uma informação administrativa, sem foco na memória coletiva de grupos.
  • ✅ E) A falta de registro de eventos ligados aos povos indígenas no distrito rural — Correta, porque explicita a ausência dos povos indígenas na construção e difusão da memória local.

Comentário de professor: Eu gosto dessa questão porque ela ajuda a turma a localizar, dentro de um texto maior, o sinal mais claro de apagamento histórico.

Próximos passos

Se eu tivesse que resumir EF05HI07 para o planejamento, eu diria assim: a turma precisa aprender a olhar para os marcos de memória e perguntar quem foi lembrado, quem foi esquecido e como isso aconteceu. Quando a gente leva isso para o cotidiano da escola e da comunidade, a habilidade deixa de parecer abstrata e começa a fazer sentido de verdade.

Se você quiser continuar esse trabalho, vale explorar a consulta completa do código EF05HI07, que reúne todas as questões alinhadas à habilidade. Hoje, o acervo do GeraProva já conta com 53 questões desse código, o que ajuda muito na hora de variar atividades, montar simulados e adaptar avaliações. E, se ainda não usa a plataforma, você pode testar o gerador de provas do GeraProva e fazer seu cadastro grátis.

Eu sempre recomendo adaptar exemplos e linguagem ao contexto da sua turma. A BNCC aponta o caminho, mas é o nosso olhar de professor que transforma a habilidade em aprendizagem real. Se quiser ganhar tempo no planejamento, o GeraProva pode ser um bom parceiro nesse processo.

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