Atividades de semelhança de triângulos: exemplos e questões
Veja como trabalhar semelhança de triângulos com situações práticas, critérios claros e seis questões comentadas. Um material para adaptar às suas aulas e avaliações.
Quando começo a trabalhar semelhança de triângulos, eu gosto de partir de uma pergunta simples: como descobrir uma medida que não consigo alcançar diretamente? Sombras, mapas, ampliações e desenhos em escala ajudam a turma a perceber que a geometria não é só uma coleção de fórmulas. Na minha experiência, comparar figuras antes de apresentar os critérios formais deixa a conversa mais concreta e facilita a identificação de lados correspondentes.
Também já percebi que uma lista boa precisa revelar mais do que acertos e erros: ela mostra se o estudante confunde semelhança com congruência, se inverte a razão ou se conclui demais com apenas um ângulo igual. Por isso, reuni propostas com diferentes níveis de raciocínio e gabarito comentado. Posso usar as questões como atividade, revisão ou avaliação, e adaptar o conjunto com o GeraProva quando preciso ganhar tempo na preparação.
O que é semelhança de triângulos e como explicá-la?
Dois triângulos são semelhantes quando têm a mesma forma, ainda que seus tamanhos sejam diferentes: os ângulos correspondentes são iguais e os lados correspondentes mantêm uma razão constante. Para explicar isso, eu começo destacando a correspondência entre os vértices e só depois monto proporções, porque comparar lados que não correspondem é uma fonte comum de erro. Os critérios mais usados são AA, quando dois ângulos correspondentes são iguais; LLL, quando os três pares de lados são proporcionais; e LAL, quando dois pares de lados são proporcionais e o ângulo compreendido entre eles é igual. Semelhança não significa necessariamente lados iguais: isso caracteriza congruência, um caso particular. Em atividades, vale pedir que a turma justifique o critério usado, não apenas apresente uma resposta numérica. Assim, consigo observar se o estudante entende por que a proporção funciona e qual informação ainda falta para concluir.
Uma boa sequência começa com figuras desenhadas em malha quadriculada. Peço que identifiquem os ângulos e contem unidades nos lados; em seguida, introduzo a escrita das razões. Por exemplo, se um lado passa de 3 para 6 unidades e outro de 4 para 8, ambos foram multiplicados por 2.
- Marque os vértices correspondentes antes de escrever qualquer proporção.
- Compare lados na mesma ordem, sem misturar lados opostos a ângulos diferentes.
- Peça uma frase de justificativa: “são semelhantes pelo critério...”
Como planejar atividades de semelhança de triângulos para a turma?
Para planejar atividades de semelhança de triângulos, eu combino reconhecimento visual, cálculo de medidas e justificativa, avançando do concreto para o simbólico. Uma sequência prática pode ter três etapas: identificar figuras que parecem semelhantes e conferir os ângulos; calcular razões entre lados correspondentes; resolver situações em que uma medida está desconhecida. Em uma aula de revisão, costumo usar de 6 a 10 itens variados, com pelo menos uma questão de cada critério e uma que explore um erro frequente, como acreditar que um único ângulo igual basta. Também incluo contextos de escala, maquetes ou coordenadas para verificar transferência do conceito. A habilidade EF09MA12 está diretamente ligada ao reconhecimento das condições necessárias e suficientes para a semelhança, enquanto EF09MA14 articula proporcionalidade e retas paralelas cortadas por secantes. O GeraProva pode ajudar a montar versões diferentes desse conjunto, mas eu sempre confiro se a dificuldade e a linguagem combinam com a minha turma.
Na aplicação, evito entregar uma lista longa sem pausas para conversa. Depois de dois ou três itens, peço que expliquem como escolheram os lados correspondentes. Essa parada curta ajuda a identificar a origem do erro antes que a turma repita uma proporção invertida em toda a atividade.
Um roteiro que funciona na prática
- Apresente duas figuras e peça uma previsão: têm a mesma forma?
- Confirme a previsão com ângulos ou razões entre lados.
- Proponha uma medida desconhecida e solicite o cálculo passo a passo.
- Feche com uma justificativa escrita usando o critério de semelhança.
Como avaliar a aprendizagem sem confundir semelhança e congruência?
Eu avalio a aprendizagem observando separadamente três decisões: se o estudante identifica a correspondência entre vértices, se seleciona um critério válido e se calcula a razão na orientação pedida. Um resultado correto sem justificativa pode esconder uma tentativa por aproximação; já uma montagem proporcional bem explicada mostra compreensão mesmo quando há um erro aritmético no fim. Para diferenciar semelhança de congruência, incluo pares de figuras com a mesma forma em escalas distintas e outro par com lados correspondentes iguais. Pergunto o que muda e o que permanece: na semelhança, ângulos e proporções; na congruência, também as medidas dos lados. Em itens objetivos, analiso os distratores para descobrir concepções equivocadas, como aceitar um ângulo isolado ou usar diferenças em vez de razões. Depois, retomo o ponto que a turma mais errou, em vez de repetir toda a explicação. Essa leitura qualitativa torna a avaliação útil para planejar a próxima aula.
Uma rubrica simples pode atribuir pontos à identificação das correspondências, à escolha do critério, à proporção montada e à conclusão. Para uma turma que está começando, dou mais peso ao raciocínio e permito que o cálculo seja retomado em correção coletiva.
Questões prontas com gabarito comentado
As seis questões a seguir permitem trabalhar proporcionalidade, critérios de semelhança, congruência e leitura de coordenadas em diferentes níveis. Eu as usaria em blocos, alternando questões de cálculo com outras de análise conceitual, para não transformar a prática em repetição mecânica. Em cada item, o código BNCC e o nível de Bloom ajudam a planejar a progressão: há questões de compreensão, aplicação e análise. As explicações dos distratores também são importantes; eu as aproveito na correção para conversar sobre o raciocínio que parece plausível, mas não garante uma conclusão válida. Antes de aplicar, vale pedir que os estudantes indiquem a ordem dos lados correspondentes e registrem as unidades. As questões vêm acompanhadas de dica de resolução, conceito central e, quando fornecido, conceito para revisão. Assim, posso selecionar apenas algumas para uma aula ou usar o conjunto como base para uma avaliação formativa e adaptar a redação ao contexto da minha turma.
Questão 1 — Qual é a razão de semelhança e o lado correspondente?
Duas retas paralelas são cortadas por transversais, formando dois triângulos semelhantes. No triângulo maior, um lado correspondente mede 15 m; no menor, o lado correspondente mede 4,2̅ m (4,222...). Se o terceiro lado do triângulo maior mede 22 m, determine a razão do menor para o maior e o comprimento exato do terceiro lado do triângulo menor.
Dica de resolução: Calcule a razão de semelhança e aplique-a ao terceiro lado. Conceito central: razão de semelhança. Conceito para revisão: propriedades de triângulos semelhantes e cálculo de razões. BNCC: EF09MA14. Bloom: Analisar. Dificuldade: Média.
- ❌ A) Razão = 38/90, lado = 12 m. A razão está errada: 4,2̅ deve ser escrita como 38/9, e não basta aproximar os dados.
- ❌ B) Razão = 15/4, lado = 3 m. A razão foi invertida ou montada com medidas que não são correspondentes; o resultado não preserva a proporção.
- ❌ C) Razão = 1/4, lado = 1,5 m. Essa razão não corresponde à divisão entre os lados informados.
- ✅ D) Razão = 38/135, terceiro lado = 836/135 m. Como 4,2̅ = 38/9, temos k = (38/9)/15 = 38/135. Então, o lado menor mede 22 × 38/135 = 836/135 m.
- ❌ E) Razão = 22/4, lado = 5,4 m. Essa divisão combina medidas que não definem a razão entre os lados correspondentes.
Questão 2 — Qual é o valor de x e os triângulos são semelhantes?
Na primeira estrutura, os lados correspondentes aos lados AB, BC e AC medem 2x cm, 3x cm e 4x cm. Na segunda, os lados DE, EF e DF medem 14 cm, 21 cm e 28 cm. Os perímetros devem ser iguais. Determine x e verifique se ABC e DEF são semelhantes, justificando com as medidas dos lados.
Dica de resolução: Calcule x pelo perímetro e compare as razões dos lados. Conceito central: semelhança de triângulos. Conceito para revisão: propriedades de semelhança e cálculo de proporções. BNCC: EF09MA12. Bloom: Aplicar. Dificuldade: Média.
- ✅ A) x = 7; são semelhantes e congruentes. O perímetro do primeiro é 9x; o do segundo é 63. Logo, 9x = 63 e x = 7. Os lados correspondentes são 14, 21 e 28 cm nos dois triângulos; pelo caso LLL, são congruentes e, portanto, semelhantes.
- ❌ B) x = 7; não é possível verificar semelhança sem os ângulos. Os três pares de lados correspondentes iguais bastam pelo caso LLL; não é necessário calcular os ângulos.
- ❌ C) x = 6; não são semelhantes. A equação correta é 9x = 63, cuja solução é 7; 9 × 6 não resulta em 63.
- ❌ D) x = 7; são semelhantes, mas não congruentes por serem estruturas diferentes. A finalidade das estruturas não altera a geometria: lados correspondentes iguais implicam congruência pelo caso LLL.
- ❌ E) x = 9; razão igual a 9. É preciso igualar os perímetros: 9x = 63. Além disso, x = 9 não produz os lados da segunda estrutura.
Questão 3 — Os triângulos definidos pelas coordenadas são semelhantes?
Sejam A(0,0), B(3,0), C(0,4) e D(0,0), E(6,0), F(0,8). Os triângulos ABC e DEF são semelhantes? Se sim, determine a razão de semelhança de DEF para ABC.
Dica de resolução: Calcule as medidas dos lados e compare. Conceito central: semelhança de triângulos. Conceito para revisão: propriedades de semelhança e cálculo de razões. BNCC: EF09MA12. Bloom: Analisar. Raciocínio: Dedutivo. Dificuldade: Média.
- ❌ A) Sim, razão 1, pois as medidas são iguais. Os triângulos não têm lados iguais entre si; o maior tem lados com o dobro das medidas do menor.
- ❌ B) Não, porque a razão de semelhança não é a mesma. As razões correspondentes são todas iguais a 2, portanto a justificativa está incorreta.
- ❌ C) Não, a semelhança só ocorre com lados iguais. Lados iguais caracterizam congruência; na semelhança, basta que sejam proporcionais.
- ❌ D) Sim, razão 4/3, pois AC é maior que DF. A razão deve comparar lados correspondentes na mesma ordem; AC/DF = 4/8, não 4/3.
- ✅ E) Sim, razão 2. AB = 3, AC = 4 e BC = 5; DE = 6, DF = 8 e EF = 10. As três razões do segundo para o primeiro são 2, então são semelhantes por LLL.
Questão 4 — Qual checagem é suficiente para concluir a semelhança?
Um molde triangular PQR será ampliado para P'Q'R', com correspondência fixa entre os vértices. Foram feitas estas checagens: ângulos P = P' = 48° e Q = Q' = 67°; lados PQ = 30 cm e PR = 45 cm, ampliados para P'Q' = 40 cm e P'R' = 60 cm, além de Q = Q'; comparação dos três lados, com QR = 28 cm e Q'R' = 38 cm; apenas P = P'; e diferenças de lados de 10 cm e 15 cm. Qual checagem é suficiente para concluir a semelhança?
Dica de resolução: Analise os critérios de semelhança, com atenção a ângulos e proporções. Conceito central: semelhança de triângulos. Conceito para revisão: critérios de semelhança, ângulos iguais e lados proporcionais. BNCC: EF09MA12. Bloom: Aplicar. Raciocínio: Dedutivo. Dificuldade: Difícil.
- ❌ A) Apenas um ângulo correspondente igual. Um ângulo isolado não determina a forma do triângulo.
- ❌ B) Três lados, mas uma razão diferente, 28/38. Se uma razão correspondente difere das demais, os lados não são todos proporcionais.
- ✅ C) Dois ângulos correspondentes iguais, 48° e 67°. O critério AA garante a semelhança, com P correspondente a P' e Q a Q'.
- ❌ D) Diferenças de lados de 10 cm e 15 cm. A semelhança depende de proporções, não de aumentos aditivos iguais ou relacionados.
- ❌ E) Dois lados proporcionais e o ângulo Q igual a Q'. Esse ângulo não é o compreendido entre os lados comparados; a configuração SSA não garante semelhança.
Questão 5 — Um par de ângulos iguais basta para afirmar semelhança?
Dois triângulos têm apenas um par de ângulos iguais, ambos medindo 50°. Com essa informação, é possível afirmar que os triângulos são semelhantes?
Dica de resolução: Lembre que dois ângulos correspondentes iguais bastam, mas um só não. Conceito central: critérios de semelhança. Conceito para revisão: semelhança de triângulos. BNCC: EF09MA12. Bloom: Compreensão. Raciocínio: Dedutivo. Dificuldade: Média.
- ❌ A) Sim, porque os demais ângulos são proporcionais. O critério trata de ângulos correspondentes iguais; um ângulo igual não estabelece isso para os demais.
- ❌ B) Não, os três ângulos precisam ser iguais. Dois ângulos correspondentes iguais já são suficientes pelo critério AA.
- ❌ C) Sim, pois têm a mesma forma e o mesmo tamanho. Um ângulo isolado não determina nem a forma nem o tamanho do triângulo.
- ❌ D) Sim, um ângulo de 50° basta. A conclusão generaliza indevidamente: um único ângulo não garante semelhança.
- ✅ E) Não é possível afirmar, pois um único ângulo igual não garante semelhança. É necessária outra informação, como um segundo ângulo correspondente igual ou lados proporcionais com ângulos compatíveis.
Questão 6 — Qual é a razão entre os triângulos no plano cartesiano?
No plano cartesiano, A(2,3), B(6,3), C(2,9) e A'(1,1), B'(3,1), C'(1,4). Verifique se ABC e A'B'C' são semelhantes e determine a razão k = (lado de ABC)/(lado de A'B'C').
Dica de resolução: Calcule as distâncias dos lados correspondentes e compare. Conceito central: semelhança de triângulos. Conceito para revisão: propriedades de semelhança e cálculo de razões. BNCC: EF05MA18. Bloom: Compreender. Raciocínio: Indutivo. Dificuldade: Média.
- ❌ A) A' e B' são iguais a A e B, logo não há semelhança. São pontos distintos; a semelhança é verificada pelas medidas proporcionais.
- ❌ B) São semelhantes, mas k = 3. AB = 4 e A'B' = 2; a razão pedida é 4/2 = 2, não 3.
- ❌ C) Não são semelhantes porque A'B' é maior que AB. A'B' é menor, e a diferença de tamanho não impede a semelhança; o que importa é a proporcionalidade.
- ❌ D) k = 1/4. A'B' mede metade de AB, então a razão ABC/A'B'C' é 2, não 1/4.
- ✅ E) Sim, ABC ~ A'B'C' com k = 2. AB = 4 e A'B' = 2; AC = 6 e A'C' = 3. Os lados correspondentes têm razão 2, portanto os triângulos são semelhantes.
Como transformar os erros em uma retomada produtiva?
Para transformar os erros em aprendizagem, eu agrupo as respostas pelo tipo de raciocínio, em vez de corrigir apenas questão por questão. Se vários estudantes inverteram a razão, faço uma retomada curta sobre a ordem indicada no enunciado; se aceitaram um ângulo isolado, comparo exemplos que compartilham um ângulo, mas têm formas diferentes. Quando a dificuldade está na correspondência dos lados, volto à marcação dos vértices antes de montar proporções. Uma atividade de saída pode pedir que cada estudante escreva uma regra que aprendeu e um erro que agora sabe evitar. Depois, seleciono um novo item com estrutura parecida, mas números diferentes, para conferir se houve avanço. Com o cadastro grátis no GeraProva, posso experimentar a criação de questões e poupar parte do tempo de preparação, mantendo minha revisão pedagógica antes de aplicar o material.
Se você quiser, use as questões acima como ponto de partida e ajuste os contextos, a quantidade de itens e o nível de apoio conforme a turma. Eu gosto de fechar a correção pedindo que os estudantes expliquem qual informação foi decisiva para cada conclusão: essa conversa mostra se o critério foi realmente compreendido.
As questões servem como apoio e podem ser adaptadas ao seu planejamento e à realidade da turma. Experimente o GeraProva para criar e revisar atividades de matemática com mais agilidade, sem abrir mão do seu olhar de professor.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
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