Atividades de Riscos e Segurança em Atividades Cotidianas para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito
Atividades de Física sobre riscos e segurança em situações cotidianas para a 1ª série do Ensino Médio, com questões e gabarito comentado. Os exercícios abordam eletricidade, atrito, calor, som e forças.
Riscos e segurança em atividades cotidianas podem ser trabalhados em Física por meio de situações envolvendo choques elétricos, escadas, calor, ruído e cargas em estruturas. Para a 1ª série do Ensino Médio, as questões relacionam conceitos como corrente, resistência, atrito, condutividade térmica, decibéis e peso a decisões que ajudam a prevenir acidentes.
Quando trabalho riscos e segurança em atividades cotidianas com uma turma de 1ª série, procuro partir de situações reconhecíveis: retirar um aparelho da tomada, usar uma escada, lidar com uma ferramenta elétrica ou avaliar um equipamento. O desafio de Física é ir além de memorizar recomendações: os estudantes precisam relacionar a medida de proteção ao mecanismo de risco envolvido.
Nas questões desta sequência, os conceitos aparecem aplicados a choques elétricos, escorregamento, queimaduras, exposição sonora e sobrecarga de equipamentos. Eu uso os enunciados para pedir que a turma identifique as informações relevantes, compare alternativas e justifique decisões com conceitos e cálculos simples. Assim, a avaliação permite observar tanto o domínio de conteúdos quanto a capacidade de analisar situações e escolher medidas coerentes.
O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Riscos e Segurança em Atividades Cotidianas
Na 1ª série, o aluno precisa compreender que avaliar um risco cotidiano envolve reconhecer o perigo, entender como ele pode produzir dano e escolher uma medida que atue sobre esse mecanismo. Em eletricidade, deve relacionar tensão, resistência e corrente pela Lei de Ohm, distinguir proteção contra sobrecorrente da detecção de fuga por um dispositivo diferencial residual e reconhecer práticas seguras de desconexão. Em situações mecânicas, precisa interpretar o atrito estático como força que pode impedir o movimento da base de uma escada, além de calcular o peso a partir da massa e da gravidade para comparar esforços com limites de segurança. Também deve relacionar a condutividade térmica à transferência de calor e calcular a atenuação sonora indicada no problema. O foco não é decorar uma lista isolada de equipamentos, mas justificar por que uma medida funciona em determinada situação e por que outra, embora possa ser útil em outro contexto, não resolve o risco apresentado.
O que ele precisa saber antes
Para aproveitar as questões, é importante revisar alguns conceitos que servem de base aos problemas. Na parte elétrica, entram circuitos simples, corrente, resistência, Lei de Ohm e a função de dispositivos de segurança. Na mecânica, ajudam o conhecimento de força de atrito estático, equilíbrio de forças e relação entre massa, peso e gravidade. Para as questões de calor e som, convém retomar transferência de energia térmica, propriedades dos materiais, decibéis e atenuação sonora. Não é necessário apresentar tudo como uma revisão longa antes da atividade: uma retomada breve de fórmulas, unidades e funções dos dispositivos pode ser suficiente para que a turma concentre o raciocínio na situação descrita.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente nas questões é escolher uma alternativa que parece segura em termos gerais, sem verificar se ela atua diretamente sobre o risco do enunciado. Um capacete, por exemplo, pode reduzir consequências de uma queda, mas não aumenta o atrito entre a escada e o piso. Do mesmo modo, um disjuntor termomagnético protege contra sobrecorrente, mas não desempenha a mesma função do DR ao detectar desequilíbrio entre corrente de ida e retorno.
Também vale observar dificuldades de leitura dos dados. Na questão da corrente elétrica, as resistências precisam ser somadas e comparadas ao limiar informado; não basta escolher qualquer item isolante. Na questão sonora, é preciso subtrair a atenuação apresentada e escolher a menor que deixa o nível abaixo do limite: 10 dB não bastam, enquanto 20 dB resultam em 80 dB. Em calor, a temperatura, a área e o tempo são iguais nos dois testes, então a diferença relevante é a condutividade térmica. Já no cálculo do peso, alguns distratores confundem massa com força ou usam a operação errada. Em todos esses casos, peço que os estudantes expliquem qual dado sustenta a escolha, em vez de apenas indicar uma letra.
Como trabalhar em sala
- Leitura com marcação de dados: peça que a turma sublinhe no enunciado os valores, as condições mantidas iguais e o risco que precisa ser reduzido. Essa etapa ajuda a separar informação relevante de alternativas que apenas parecem plausíveis.
- Quadro “risco, mecanismo, medida”: organize no quadro três colunas. Para cada situação, os grupos registram o perigo, o mecanismo físico envolvido e a medida que atua diretamente sobre ele. A conversa ajuda a diferenciar prevenção, proteção contra consequências e desligamento de um circuito.
- Resolução em duplas com justificativa: cada dupla resolve uma questão e escreve uma frase explicando por que a resposta correta funciona e por que o distrator mais convincente não resolve o problema. Depois, as duplas comparam raciocínios.
- Revisão de cálculos e unidades: retome, sem pressa, contas curtas como I = V/R, P = m·g e subtração da atenuação sonora. Incentive os alunos a apresentar as unidades e a conferir se o resultado responde ao limite dado no enunciado.
- Fechamento com situações do cotidiano: peça que a turma proponha uma situação familiar relacionada a eletricidade, calor, ruído ou estabilidade e identifique uma medida de segurança coerente. Mantenha a discussão conceitual; não é preciso realizar demonstrações com eletricidade ou equipamentos de risco.
Questões prontas de Riscos e Segurança em Atividades Cotidianas para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)
As questões a seguir foram organizadas para aplicação ou adaptação. Em cada item, vale pedir que os estudantes justifiquem a escolha antes de consultar o comentário. As explicações dos distratores ajudam a retomar o conceito sem transformar a correção em simples leitura de letras.
1. Corrente elétrica e botas isolantes
Em uma atividade de manutenção de iluminação pública, um eletricista toca acidentalmente um condutor energizado a 220 V e permanece com os pés em piso molhado. No modelo apresentado, a corrente percorre condutor, corpo, solo e aterramento. A resistência do corpo é 1 000 Ω e a do solo molhado, 500 Ω. A corrente é perigosa a partir de 30 mA. Entre os equipamentos, apenas as botas isolantes acrescentam 100 000 Ω entre os pés e o solo; as luvas comuns acrescentam 10 Ω. As ferramentas de cabo de madeira e o aterramento não alteram as resistências do caminho, e o disjuntor disponível não tem proteção diferencial residual. Usando apenas um equipamento por vez, qual reduz a corrente no corpo para menos de 30 mA?
- ❌ A) Instalar um disjuntor convencional. No modelo, ele não acrescenta resistência ao trajeto e não possui proteção diferencial residual; não se pode concluir que a corrente ficará abaixo do limiar.
- ❌ B) Usar ferramentas com cabo de madeira. O enunciado informa que elas não alteram as resistências do caminho analisado; a corrente permaneceria aproximadamente 147 mA.
- ❌ C) Usar luvas comuns de tecido. Os 10 Ω adicionais levam a resistência total a 1 510 Ω e a corrente fica em torno de 146 mA, ainda acima de 30 mA.
- ❌ D) Conectar o poste ao aterramento. Essa ação não altera as resistências do caminho condutor–corpo–solo definido no modelo, portanto não reduz a corrente calculada.
- ✅ E) Utilizar botas isolantes de borracha. Sem elas, I = 220/1 500 ≈ 0,147 A, ou 147 mA. Com as botas, a resistência total é 101 500 Ω e I ≈ 0,0022 A, ou 2,2 mA, abaixo do limiar indicado. Elas são o único equipamento descrito que acrescenta resistência suficiente ao trajeto considerado.
2. Atrito e estabilidade de uma escada
Uma escada rígida de 4,0 m está apoiada em uma parede vertical lisa, com a base em um piso horizontal. Ao subir, a pessoa exerce uma força que tende a afastar a base da parede. O atrito estático entre a base e o piso deve impedir esse movimento. Qual medida atua diretamente sobre a interação entre a base e o piso e aumenta a capacidade de impedir o escorregamento?
- ❌ A) Usar capacete. Pode reduzir a gravidade de uma lesão em caso de queda, mas não altera o atrito, a força normal nem as forças sobre a base.
- ✅ B) Colocar uma superfície antiderrapante entre a base e o piso. O atrito estático máximo depende de μN. Uma superfície antiderrapante aumenta o coeficiente de atrito μ e, assim, a força máxima capaz de impedir o deslocamento.
- ❌ C) Colocar carga adicional na parte superior. A carga modifica forças e torques e aumenta a solicitação do sistema; não eleva diretamente o coeficiente de atrito entre a base e o piso.
- ❌ D) Afastar a base da parede. Na situação descrita, isso tende a aumentar o torque produzido pelo peso e a força horizontal que o atrito precisa equilibrar, agravando a possibilidade de escorregamento.
- ❌ E) Aplicar óleo no contato. O óleo reduz o coeficiente de atrito e, consequentemente, diminui a força máxima disponível para impedir o movimento.
3. Fuga de corrente em um aparador de grama
Após uma chuva, uma equipe avalia um aparador de grama ligado a uma tomada externa. O circuito tem disjuntor termomagnético de 20 A, módulo de proteção por corrente residual que desliga quando a diferença entre correntes de ida e retorno passa de 30 mA, proteção contra surtos, fusível térmico no motor e ligação do neutro ao aterramento. No teste, parte da corrente passa da carcaça para o solo úmido e a corrente total fica abaixo de 20 A. Qual recurso atua diretamente contra o risco de choque provocado pela falha de isolamento?
- ❌ A) Ligação do neutro ao aterramento. Estabelece uma referência elétrica, mas não detecta e desliga por si só a corrente residual descrita.
- ✅ B) Dispositivo diferencial residual de 30 mA. A fuga cria diferença entre a corrente que sai e a que retorna. O DR detecta esse desequilíbrio e desliga o circuito. Como a corrente total está abaixo de 20 A, o disjuntor termomagnético não é acionado por sobrecorrente.
- ❌ C) Dispositivo de proteção contra surtos. Atua contra sobretensões transitórias, não contra o desequilíbrio de corrente causado pela falha de isolamento.
- ❌ D) Fusível térmico do motor. Protege contra aquecimento excessivo do motor e não monitora a diferença entre correntes nos condutores.
- ❌ E) Disjuntor termomagnético de 20 A. Atua principalmente contra sobrecarga e curto-circuito. A corrente total descrita permaneceu abaixo de seu valor nominal, apesar da fuga.
4. Lavadora elétrica em ambiente molhado
Durante uma chuva forte, um morador pretende lavar a fachada com uma lavadora elétrica de alta pressão ligada a uma rede de 220 V por uma extensão de 10 m, sem condutor de proteção. O aparelho consome 1 100 W, cerca de 5 A. Há água escorrendo pela parede e poças no chão; o quadro possui disjuntor comum. Se falhar o isolamento interno, parte da corrente pode passar pela água e pelo corpo. Qual medida oferece proteção específica contra choque por fuga de corrente?
- ✅ A) Instalar um dispositivo diferencial-residual (DR) no quadro. O DR compara as correntes que entram e retornam e interrompe o circuito quando detecta fuga. O disjuntor comum atua principalmente contra sobrecargas e curtos de maior intensidade, não substituindo essa proteção.
- ❌ B) Reparar apenas o furo da mangueira com fita isolante. Isso pode reduzir um vazamento, mas não corrige uma falha de isolamento nem desliga o circuito se houver fuga pela água ou pelo corpo.
- ❌ C) Instalar um disjuntor comum de maior corrente. Um disjuntor comum não detecta pequenas fugas; além disso, aumentar sua corrente nominal pode permitir a circulação de corrente perigosa sem desligamento.
- ❌ D) Reduzir a pressão da água. Não detecta nem interrompe uma fuga elétrica causada por falha de isolamento.
- ❌ E) Usar extensão sem condutor de proteção. A ausência desse condutor não oferece proteção e pode dificultar o encaminhamento seguro de uma corrente de falha.
5. Materiais e risco de queimadura
Em um experimento, dois cabos de mesmo comprimento e área foram acoplados a uma bandeja aquecida. Um é de aço inoxidável, com condutividade térmica de 16 W/(m·K), e o outro de madeira, com 0,17 W/(m·K). Nos dois testes, a bandeja está a 250 °C, a mão a 30 °C, a área de contato é 4 cm² e o contato dura 5 s. Qual propriedade explica principalmente por que o cabo de madeira reduz o risco de queimadura?
- ❌ A) Menor área de contato. A área é igual nos dois testes, portanto não explica a diferença.
- ❌ B) Menor diferença de temperatura. A bandeja e a mão estão às mesmas temperaturas em ambos os testes.
- ❌ C) Menor temperatura inicial do cabo de madeira. O enunciado não apresenta essa diferença; as condições térmicas foram mantidas iguais.
- ❌ D) Menor duração do contato. O contato dura 5 s nos dois casos.
- ✅ E) Menor condutividade térmica da madeira. A madeira conduz energia térmica com menos facilidade que o aço inoxidável. Nas condições iguais do experimento, isso reduz a transferência de calor até a mão e, consequentemente, o risco de queimadura.
6. Atenuação sonora em um show
Em um show, o nível medido próximo às caixas é 100 dB. Para exposição prolongada, o limite indicado é abaixo de 85 dB. Os protetores disponíveis atenuam 10 dB (tampões de espuma), 20 dB (abafadores tipo concha) ou 30 dB (protetores moldáveis de silicone). Considere que a atenuação é subtraída diretamente. Para uma exposição de 2 h, qual medida atende ao limite usando a menor atenuação disponível?
- ❌ A) Tampões de espuma e considerar 80 dB. A atenuação é 10 dB, então 100 − 10 = 90 dB, não 80 dB.
- ❌ B) Protetores moldáveis de silicone, com 30 dB. O nível resultaria em 70 dB, abaixo do limite, mas essa não é a menor atenuação suficiente.
- ❌ C) Não usar protetor. O nível permanece em 100 dB, acima dos 85 dB apresentados.
- ✅ D) Abafadores tipo concha, com 20 dB. O nível final é 80 dB. Como é preciso reduzir mais de 15 dB para ficar abaixo de 85 dB, essa é a menor atenuação disponível que atende à condição.
- ❌ E) Tampões de espuma, com 10 dB. O resultado é 90 dB, que não fica abaixo do limite do enunciado.
7. Peso de uma caixa e limite de uma plataforma
Uma caixa de massa 2 kg está sobre uma plataforma que suporta forças de até 25 N. Para o local, considere a gravidade igual a 10 N/kg. A massa indica a quantidade de matéria, enquanto o peso é a força gravitacional. Qual alternativa apresenta o peso da caixa e explica por que conhecer esse valor contribui para evitar acidentes?
- ❌ A) 10 N, para verificar se a plataforma suporta a caixa. Esse resultado considera apenas a gravidade; o cálculo do peso exige multiplicar massa por gravidade.
- ✅ B) 20 N, para verificar se a plataforma suporta a caixa. P = m·g = 2 kg × 10 N/kg = 20 N. Comparando esse valor com o limite de 25 N, é possível avaliar se a plataforma está dentro da capacidade informada.
- ❌ C) 200 N. A alternativa envolve conversão inadequada de unidades. A massa já está em quilogramas, unidade apropriada para o cálculo fornecido.
- ❌ D) 2 kg. Quilograma é unidade de massa, não de peso. O peso é uma força expressa em newtons.
- ❌ E) 2 N. Dividir a massa pela gravidade não corresponde à relação apresentada; deve-se multiplicar m por g.
8. Retirada segura de um aparelho da tomada
Em uma campanha de segurança elétrica, a turma analisa a retirada de aparelhos de tomadas energizadas. A orientação é manter as mãos secas, evitar os pinos metálicos e segurar o plugue pelo corpo isolante, sem puxar o cabo. Considerando a retirada rotineira, sem desligar o disjuntor, qual procedimento reduz o risco de choque?
- ❌ A) Segurar os pinos metálicos com as mãos secas. Mesmo secas, as mãos podem entrar em contato direto com partes condutoras energizadas.
- ✅ B) Desligar o aparelho, manter as mãos secas e puxar o plugue pelo corpo isolante. Evitar partes metálicas e mãos molhadas reduz o risco de passagem de corrente pelo corpo. Segurar o corpo do plugue, em vez do cabo ou dos pinos, também evita danificar a conexão.
- ❌ C) Puxar o cabo com firmeza. Isso pode danificar o cabo e expor condutores, aumentando o risco de choque ou curto-circuito.
- ❌ D) Retirar com as mãos molhadas, segurando o corpo isolante. A umidade facilita a passagem da corrente pelo corpo, tornando o procedimento perigoso.
- ❌ E) Dar um puxão brusco no aparelho. O movimento pode danificar plugue, tomada ou cabo e provocar perda de controle ou contato acidental com partes condutoras.
Fechamento e próximos passos
Ao corrigir a atividade, eu recomendo voltar sempre à pergunta central: qual mecanismo produz o risco e qual medida atua sobre ele? Essa conversa ajuda a conectar fórmulas e conceitos a decisões concretas, sem tratar toda recomendação de segurança como intercambiável. Você também pode consultar outras questões da habilidade EM13CNT306 e adaptar a sequência ao tempo disponível e ao que a turma já estudou.
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Use as questões como ponto de partida: revise os enunciados e as medidas de segurança de acordo com o contexto da sua escola. O GeraProva ajuda você a criar avaliações, mas a decisão final sobre o material é sempre do professor.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Riscos e Segurança em Atividades Cotidianas, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
