Atividades de Relações Ecológicas (Harmónicas e Desarmónicas) para o ENEM com gabarito
Atividades de Biologia sobre relações ecológicas harmônicas e desarmônicas para o ENEM, com questões e gabarito comentado. Inclui situações de mutualismo, biodiversidade e impactos ambientais.
Relações ecológicas são interações entre organismos de uma mesma espécie ou de espécies diferentes. Podem ser harmônicas, quando não há prejuízo para os participantes, ou desarmônicas, quando pelo menos um deles é prejudicado. Para o ENEM, é importante identificar quem se beneficia ou é prejudicado e relacionar a interação ao contexto, como ocorre no mutualismo entre abelhas e plantas.
Quando trabalho relações ecológicas com foco no ENEM, procuro levar a turma além da memorização dos nomes das interações. Em uma questão, a relação pode aparecer descrita por seus efeitos sobre cada organismo; em outra, o estudante precisa acompanhar consequências para uma cadeia alimentar ou para a biodiversidade. Também vale observar que, neste conjunto, algumas questões ampliam o olhar para impactos ambientais, ciclos biogeoquímicos e disponibilidade de recursos. Eu as uso para praticar leitura de evidências e compreensão das conexões entre organismos e ambiente, sem tratar todos esses processos como se fossem, por si só, uma classificação de relação ecológica.
Na preparação para a prova, gosto de pedir que a turma destaque no enunciado o que cada espécie ganha ou perde e quais mudanças foram efetivamente observadas. Essa leitura ajuda a diferenciar, por exemplo, mutualismo de predatismo e a interpretar efeitos de extinção ou alteração de habitat. A seguir, reúno uma revisão objetiva, sugestões de trabalho em sala e oito questões com comentários em cada alternativa.
O que o aluno de ENEM precisa saber sobre Relações Ecológicas (Harmónicas e Desarmónicas) — o 1º parágrafo responde completo
Para resolver questões de relações ecológicas, o estudante precisa identificar quais organismos interagem e analisar o efeito da interação sobre cada um: benefício, prejuízo ou ausência de efeito relevante. Nas relações harmônicas, ao menos um organismo se beneficia sem que o outro seja prejudicado; o mutualismo é um exemplo em que ambos obtêm benefício, como abelhas que conseguem néctar e, ao transportar pólen, favorecem a reprodução de plantas. Nas desarmônicas, pelo menos um dos participantes é prejudicado, como ocorre em predação, parasitismo e competição, embora o enunciado precise sustentar essa classificação. Também é importante distinguir a interação direta entre espécies dos efeitos mais amplos de mudanças ambientais. Extinção, fragmentação de habitats e alterações na cadeia alimentar podem afetar a biodiversidade e a estabilidade do ecossistema, mas não são, isoladamente, nomes de relações entre duas espécies. No ENEM, a resposta deve combinar conceito e evidências do texto, sem supor efeitos que não foram apresentados.
O que ele precisa saber antes
Antes de classificar interações, recomendo retomar alguns conceitos que aparecem nas questões deste material. O primeiro é cadeia alimentar: produtores, consumidores e decompositores se conectam por relações de alimentação, e uma mudança em um nível pode repercutir em outros. O segundo é biodiversidade, que envolve a variedade de espécies e está relacionada à capacidade dos ecossistemas de responder a mudanças. Também é útil compreender o que é habitat e como a fragmentação pode dificultar a movimentação de organismos.
Para interpretar as questões sobre água e nutrientes, vale revisar ciclos biogeoquímicos — em especial os ciclos do fósforo e da água — e a relação entre disponibilidade de nutrientes, crescimento de produtores primários e oxigênio dissolvido. A questão sobre solo exige associar impermeabilização a infiltração e escoamento superficial. Já a questão sobre polinização pede reconhecer benefícios para os dois organismos e diferenciar mutualismo de outras interações. Esses conteúdos não substituem a classificação das relações ecológicas, mas ajudam a compreender os contextos ambientais usados nos itens.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente indicado pelas questões é inverter o sentido de uma mudança ambiental. Na questão sobre extinção, por exemplo, o distrator sugere que espécies restantes podem crescer, mas isso não permite concluir que a perda aumentou a diversidade ou favoreceu o ecossistema. A questão sobre biodiversidade também contrapõe redução da resiliência e aumento da competição: com menos espécies, não se deve presumir que a competição necessariamente aumente; o item destaca a vulnerabilidade maior de ecossistemas menos diversos.
Na questão sobre desmatamento, uma alternativa menciona migração. É possível que organismos se desloquem, mas o enunciado não permite transformar esse resultado em benefício ecológico geral: a estrada pode fragmentar habitats, e muitas espécies podem não sobreviver à alteração. Em questões quantitativas, como as de fosfato e impermeabilização, o deslize costuma ser deixar passar uma etapa ou inverter a relação causal. Mais fosfato disponível pode favorecer a biomassa dos produtores; a decomposição posterior ajuda a explicar a queda do oxigênio, mas não produz diretamente o aumento inicial do fitoplâncton. Do mesmo modo, pavimentar reduz a infiltração e aumenta o escoamento, que transporta mais sedimentos e nitrato nos dados apresentados.
Por fim, ao classificar a interação entre abelhas e plantas, é preciso ler o efeito sobre ambas. Focar apenas no néctar faz parecer que a abelha se beneficia e a planta não; o texto, porém, informa que o transporte de pólen favorece a formação de frutos. Para evitar esse tipo de resposta, peço que a turma registre, antes de escolher, o efeito observado para cada organismo.
Como trabalhar em sala
- Monte uma tabela de efeitos: em duplas, os estudantes anotam os organismos citados e indicam se cada um é beneficiado, prejudicado ou não afetado. Depois, usam os sinais para justificar a classificação da interação. A atividade pode ser feita no caderno, sem materiais especiais.
- Leia o enunciado em duas passagens: primeiro, identifique o contexto; depois, sublinhe evidências mensuráveis ou consequências explicitadas. Nas questões com dados, como as de água e solo, a turma pode comparar valores e explicar em uma frase a relação entre eles.
- Separe interação de impacto ambiental: proponha que os alunos distingam exemplos de relações entre organismos de mudanças no ecossistema, como extinção, desmatamento ou eutrofização. Em seguida, peça que expliquem como esses impactos podem alterar recursos, habitats ou cadeias alimentares.
- Faça correção comentada dos distratores: em vez de informar apenas a letra correta, solicite que cada grupo explique por que uma alternativa está errada. Essa prática ajuda a localizar inversões de causa e consequência e confusões entre conceitos próximos.
- Feche com uma síntese individual: cada estudante escreve uma regra de identificação do mutualismo e uma evidência textual que confirmaria benefício para ambos. Para ampliar o treino, vale alternar questões conceituais com itens contextualizados e pedir justificativas curtas.
Questões prontas de Relações Ecológicas (Harmónicas e Desarmónicas) para o ENEM (com gabarito comentado)
Questão 1 — Perda de espécies e cadeia alimentar
Em uma pesquisa, 70% das espécies de uma floresta tropical foram extintas nos últimos 50 anos. Qual é o impacto dessa perda na cadeia alimentar local?
- ❌ A) Aumenta a diversidade do ecossistema. A extinção reduz o número de espécies e, portanto, não representa aumento da diversidade.
- ✅ B) Desestabiliza a cadeia alimentar. As espécies estão conectadas por relações de alimentação; a perda de organismos pode prejudicar essa interdependência.
- ❌ C) Não afeta o ecossistema. A extinção altera a composição das comunidades e pode afetar o funcionamento do ecossistema.
- ❌ D) Promove o crescimento das espécies restantes. O item não permite concluir que todas as espécies restantes crescerão; a perda de equilíbrio também pode levar a mudanças e superpopulações, não a um efeito positivo garantido.
- ❌ E) Facilita a adaptação de novas espécies. A extinção não torna automaticamente mais fácil a adaptação de novas espécies; o foco do enunciado é a desestabilização das relações na cadeia alimentar.
Gabarito comentado: B. A melhor resposta considera as relações entre espécies, em vez de interpretar a redução do número de organismos como um benefício. A questão mobiliza cadeia alimentar e impacto ambiental.
Questão 2 — Desmatamento e fragmentação de habitats
Recentemente, uma reserva natural foi desmatada para construção de uma estrada. Quais são os impactos ecológicos desse ato?
- ❌ A) Aumenta a biodiversidade. O desmatamento reduz os habitats disponíveis, não indica aumento da variedade de espécies.
- ❌ B) Melhora a qualidade do solo. O desmatamento geralmente degrada o solo, em vez de melhorar sua qualidade.
- ❌ C) Promove a migração de espécies. Alguns organismos podem se deslocar, mas isso não é um resultado positivo geral: muitas espécies podem não sobreviver, e a estrada pode separar áreas de habitat.
- ✅ D) Causa a fragmentação de habitats. Uma estrada pode dividir habitats e dificultar a movimentação dos organismos entre as partes.
- ❌ E) Facilita a recuperação de áreas degradadas. A retirada da vegetação dificulta a recuperação ambiental, não a favorece.
Gabarito comentado: D. A questão pede um impacto ecológico da obra descrita. A fragmentação é diretamente coerente com a divisão do habitat pela estrada e pode interferir na movimentação das espécies.
Questão 3 — Fosfato, eutrofização e cadeia alimentar
Em uma bacia hidrográfica brasileira, a análise da água de um lago próximo a áreas agrícolas detectou aumento de fosfato após períodos de chuva. Nos meses seguintes, houve intensa proliferação de algas, redução da concentração de oxigênio dissolvido e diminuição das populações de peixes e de invertebrados aquáticos. Esses organismos também servem de alimento para aves da região.
Com base nas informações do texto, qual ciclo biogeoquímico foi diretamente alterado pelo poluente e qual consequência ecológica explica a redução de organismos ao longo da cadeia alimentar?
- ❌ A) O ciclo do oxigênio, pois o aumento de algas retirou oxigênio da atmosfera e reduziu a respiração das aves que vivem no entorno. O texto relata queda do oxigênio dissolvido na água e redução de organismos aquáticos; não descreve retirada de oxigênio atmosférico nem dificuldade respiratória das aves.
- ❌ B) O ciclo do nitrogênio, pois a proliferação de algas interrompeu a fixação desse elemento e reduziu a produção de proteínas nos peixes. O poluente indicado é fosfato, relacionado diretamente ao ciclo do fósforo. O enunciado não informa interrupção da fixação de nitrogênio nem deficiência de proteínas.
- ❌ C) O ciclo da água, pois o aumento das algas elevou a evaporação, reduziu o volume do lago e eliminou seus organismos aquáticos. Não há dados sobre evaporação ou redução do volume do lago; a sequência descrita envolve nutrientes, algas e oxigênio dissolvido.
- ✅ D) O ciclo do fósforo, pois o excesso de fosfato favoreceu a proliferação de algas, reduziu o oxigênio dissolvido e provocou a morte de organismos aquáticos. Fosfato é uma forma de fósforo. O excesso pode favorecer a eutrofização; a decomposição da biomassa consome oxigênio, prejudicando peixes e invertebrados e afetando a oferta de alimento em outros níveis da cadeia.
- ❌ E) O ciclo do carbono, pois a decomposição das algas aumentou a concentração de gás carbônico e impediu a respiração dos organismos. A decomposição pode envolver carbono, mas o poluente diretamente identificado é o fosfato e a consequência destacada é a redução de oxigênio dissolvido.
Gabarito comentado: D. A resposta acompanha as evidências do texto e conecta o excesso de fósforo à proliferação de algas e à diminuição de organismos aquáticos. A repercussão na cadeia alimentar decorre da redução de peixes e invertebrados que servem de alimento a aves.
Questão 4 — Ciclo do fósforo e biomassa de produtores
Em uma microbacia agrícola do Sul do Brasil, análises realizadas antes e depois de chuvas intensas mostraram aumento da concentração de fosfato na água, seguido de elevação da quantidade de clorofila do fitoplâncton. Nos dias posteriores, sensores registraram redução do oxigênio dissolvido durante a noite. Técnicos relacionaram o fenômeno ao transporte de partículas e de nutrientes do solo para o rio, além do lançamento de efluentes sem tratamento.
Com base no texto, qual etapa do ciclo do fósforo explica diretamente o aumento da biomassa dos produtores primários observado no rio?
- ❌ A) Precipitação do fosfato com partículas minerais, com retenção do nutriente no sedimento. Essa retenção pode diminuir a disponibilidade imediata do fosfato na água para os produtores.
- ❌ B) Decomposição da biomassa do fitoplâncton, com consumo de oxigênio pelos microrganismos. A decomposição pode contribuir para a queda de oxigênio depois, mas ocorre após a formação da biomassa e não a produz diretamente.
- ✅ C) Assimilação do fosfato inorgânico pelos produtores primários, com incorporação desse elemento à matéria orgânica celular. O fitoplâncton absorve fosfato disponível e incorpora fósforo a moléculas celulares; isso favorece seu crescimento e o aumento de biomassa.
- ❌ D) Assimilação do fósforo pelos decompositores, com incorporação à biomassa microbiana. Decompositores podem incorporar fósforo, mas a alternativa não explica diretamente o aumento da biomassa dos produtores primários.
- ❌ E) Mineralização da matéria orgânica por decompositores, com liberação de fosfato para a água. A mineralização pode liberar fosfato e aumentar sua disponibilidade, mas a etapa diretamente ligada ao aumento da biomassa dos produtores é a assimilação desse nutriente por eles.
Gabarito comentado: C. É importante separar o aumento inicial do fitoplâncton da redução posterior do oxigênio. A assimilação do fosfato explica a formação de biomassa; a decomposição ajuda a explicar a queda de oxigênio registrada depois.
Questão 5 — Impermeabilização, infiltração e escoamento
Em um estudo realizado na periferia de uma cidade brasileira, pesquisadores compararam dois terrenos submetidos à mesma chuva. No terreno com solo permeável, 62% da água infiltrou-se, 18% escoou pela superfície e foram transportados 0,4 kg de sedimentos e 1,2 g de nitrato. No terreno coberto por pavimentação, apenas 8% da água infiltrou-se, 78% escoou pela superfície e foram transportados 3,1 kg de sedimentos e 2,8 g de nitrato. A pavimentação não alterou a quantidade de chuva recebida pelos terrenos.
Com base nos dados do estudo, qual relação entre a impermeabilização do solo e o ciclo da água explica as alterações no transporte de materiais observadas?
- ❌ A) A impermeabilização mantém a infiltração e aumenta o escoamento superficial, intensificando o transporte de sedimentos e nitrato. Embora relacione o escoamento ao transporte, afirma que a infiltração se manteve. Os dados mostram queda de 62% para 8%.
- ❌ B) A impermeabilização reduz a infiltração e aumenta o escoamento superficial, diminuindo o transporte de sedimentos e nitrato. A primeira parte está de acordo com os dados, mas a consequência está invertida: o transporte aumentou.
- ✅ C) A impermeabilização reduz a infiltração e aumenta o escoamento superficial, intensificando o transporte de sedimentos e nitrato. Os valores apresentados mostram menor infiltração, maior escoamento e aumento dos dois materiais transportados no terreno pavimentado.
- ❌ D) A impermeabilização reduz a infiltração e aumenta o escoamento superficial, elevando os sedimentos e mantendo o nitrato no solo. Os sedimentos aumentaram, mas o nitrato transportado também subiu, de 1,2 g para 2,8 g.
- ❌ E) A impermeabilização aumenta a infiltração e reduz o escoamento superficial, intensificando o transporte de sedimentos e nitrato. Os dados indicam o contrário: a infiltração caiu e o escoamento superficial aumentou.
Gabarito comentado: C. A comparação permite seguir a relação entre cobertura do solo, circulação da água e transporte de materiais. A questão cobra leitura dos dados, não uma inferência sobre mudança na quantidade de chuva, que permaneceu igual.
Questão 6 — Replantio e biodiversidade local
Em um bairro de uma cidade brasileira, uma ONG replantou uma praça utilizando 12 espécies nativas de árvores, com diferentes períodos de floração e frutificação. Seis meses antes do plantio, pesquisadores registraram 8 espécies de aves e 5 espécies de insetos polinizadores no local. Um ano após o replantio, foram registradas 14 espécies de aves e 11 espécies de polinizadores. Segundo os pesquisadores, as novas árvores passaram a oferecer alimento, abrigo e locais de reprodução ao longo de diferentes épocas do ano.
Com base nos dados apresentados, qual interpretação relaciona corretamente o replantio à biodiversidade local?
- ❌ A) Reduzir a oferta de alimento e abrigo para aves e insetos nativos. A descrição informa que as árvores passaram a oferecer alimento, abrigo e locais de reprodução, não que esses recursos diminuíram.
- ✅ B) Ampliar a oferta de alimento e abrigo para aves e insetos nativos. A diversidade de árvores e a oferta de recursos em diferentes épocas são coerentes com o aumento das espécies registradas.
- ❌ C) Favorecer somente uma espécie de ave no ambiente replantado. Foram registradas 14 espécies de aves após o replantio, não apenas uma.
- ❌ D) Impedir a reprodução de insetos polinizadores na praça. O texto afirma que as árvores oferecem locais de reprodução e que houve aumento no número de espécies de polinizadores.
- ❌ E) Manter a oferta de alimento e abrigo para aves e insetos nativos. A alternativa não considera a ampliação dos recursos indicada pelos pesquisadores e o aumento das espécies registradas.
Gabarito comentado: B. A interpretação reúne a oferta de recursos descrita e a comparação entre os registros anteriores e posteriores. É um exemplo de como mudanças no habitat podem influenciar a presença de diferentes organismos.
Questão 7 — Extinção e resiliência dos ecossistemas
Um relatório mostra que a destruição de habitats leva à extinção de espécies. Qual é a principal consequência da extinção na biodiversidade e como isso impacta o ecossistema?
- ❌ A) Aumenta a competição entre espécies. A extinção reduz o número de espécies que compartilham o habitat; não se pode concluir que a competição aumente.
- ✅ B) Reduz a resiliência dos ecossistemas. Ecossistemas com menos diversidade tendem a ser mais vulneráveis a mudanças, o que expressa a redução da resiliência descrita no item.
- ❌ C) Diminui o ciclo do carbono. A alternativa não corresponde à consequência central apresentada: a perda de biodiversidade afeta a resiliência do ecossistema.
- ❌ D) Aumenta a variedade genética. A extinção reduz a variedade genética entre as populações, em vez de aumentá-la.
- ❌ E) Facilita o controle de pragas. Menos espécies podem significar menos predadores e, em certas situações, aumento de pragas; não há base para afirmar que seu controle será facilitado.
Gabarito comentado: B. O raciocínio parte da relação entre biodiversidade e resposta do ecossistema a mudanças. A alternativa A é um distrator plausível se o estudante imaginar que menos espécies significam mais disputa, mas esse efeito não decorre necessariamente da extinção.
Questão 8 — Abelhas e plantas com flores
Em uma área de cultivo de maracujá no Brasil, pesquisadores observaram abelhas visitando as flores durante o período de produção de néctar. As abelhas retiravam o néctar, utilizado como alimento, e, ao pousarem em outras flores, carregavam grãos de pólen de uma flor para outra. Após a redução da presença de abelhas, a formação de frutos diminuiu significativamente, indicando que a visita desses insetos favorecia a reprodução das plantas.
Com base no texto, como deve ser classificada a interação ecológica estabelecida entre as abelhas e as plantas com flores?
- ❌ A) Comensalismo — interação em que uma espécie obtém benefício e a outra permanece indiferente. A formação de frutos aumenta com a presença das abelhas, evidência de benefício também para as plantas.
- ❌ B) Predatismo — interação em que uma espécie captura e consome outra. As abelhas retiram néctar, mas não capturam nem consomem as plantas descritas.
- ✅ C) Mutualismo — interação em que ambas as espécies obtêm benefícios. As abelhas obtêm néctar para alimentação, e as plantas recebem transporte de pólen, que favorece a reprodução e a formação de frutos.
- ❌ D) Parasitismo — interação em que uma espécie obtém recursos e prejudica a outra. A alternativa considera apenas o alimento das abelhas e ignora o efeito favorável da polinização para as plantas.
- ❌ E) Competição — interação em que duas espécies disputam o mesmo recurso ambiental. O texto descreve o uso do néctar pelas abelhas e o transporte de pólen, não uma disputa entre as espécies por um recurso.
Gabarito comentado: C. Para classificar a interação, é necessário considerar os efeitos sobre os dois organismos. O enunciado aponta benefício alimentar às abelhas e benefício reprodutivo às plantas; por isso, a classificação é mutualismo.
Próximos passos
Depois da correção, sugiro pedir que a turma justifique cada resposta com uma evidência do enunciado e classifique os efeitos sobre os organismos quando houver uma interação direta. Para continuar o treino, consulte também as questões da habilidade EM13CNT206, as questões da habilidade EM13CNT105 e as questões da habilidade EM13CNT202. Você pode montar uma atividade com itens de diferentes níveis no gerador de provas do GeraProva e fazer seu cadastro grátis para experimentar a plataforma.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Relações Ecológicas (Harmónicas e Desarmónicas), com resolução comentada e análise de cada alternativa.
