GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Atividades de Radioatividade, Fissão e Fusão Nuclear para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Atividades de Física sobre radioatividade, fissão e fusão nuclear para a 1ª série do Ensino Médio, com questões e gabarito comentado. O material aborda meia-vida, radiação, estabilidade nuclear e aplicações.

Atividades de Radioatividade, Fissão e Fusão Nuclear para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Atividades de radioatividade, fissão e fusão nuclear para a 1ª série do Ensino Médio podem abordar meia-vida, decaimento radioativo, dose de radiação, estabilidade dos núcleos e energia na fusão. Questões com gabarito comentado ajudam a verificar a compreensão dos conceitos e a aplicação de cálculos, relacionando o conteúdo de Física a situações científicas e cotidianas.

Quando trabalho radioatividade, fissão e fusão nuclear com a 1ª série, procuro aproximar os conceitos de situações reconhecíveis: exames de diagnóstico, datação de materiais, aplicações agrícolas e produção de energia. O desafio é construir uma base física sem reduzir o tema a fórmulas ou a uma lista de riscos. A turma precisa distinguir fenômenos nucleares de processos químicos e relacionar temperatura, carga elétrica, estabilidade e decaimento com o que cada questão apresenta.

Organizo a sequência alternando explicações conceituais, leitura cuidadosa de enunciados e cálculos curtos. Assim consigo perceber se a dificuldade está em compreender o fenômeno, converter unidades ou aplicar uma relação matemática. As questões abaixo podem servir para sondagem, prática orientada ou avaliação, desde que eu ajuste o tempo e a profundidade ao percurso da turma.

O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Radioatividade, Fissão e Fusão Nuclear

Para estudar radioatividade, fissão e fusão, o aluno precisa compreender que o núcleo atômico pode sofrer transformações e que núcleos instáveis emitem radiação ao decair. A meia-vida indica o intervalo necessário para que reste metade dos núcleos radioativos de uma amostra; não significa que cada núcleo tenha um prazo individual. Esse princípio permite interpretar a datação radiométrica e calcular a atividade restante. Também é importante reconhecer que radiações ionizantes podem interagir com o corpo e que a avaliação de risco depende da dose e do contexto, sem transformar uma estimativa populacional em previsão individual. Na fissão, núcleos pesados se dividem; a estabilidade desses núcleos envolve, entre outros fatores, o equilíbrio entre a interação que mantém o núcleo coeso e a repulsão elétrica entre prótons. Na fusão, núcleos leves se aproximam e se unem. Como são positivamente carregados, a alta temperatura aumenta sua energia cinética e favorece a aproximação apesar da repulsão elétrica. Esses conceitos sustentam a leitura crítica das aplicações e dos cálculos propostos.

O que ele precisa saber antes

Antes das atividades, verifico se a turma consegue usar alguns conhecimentos que aparecem diretamente nas questões. A relação entre temperatura e energia cinética ajuda a explicar por que temperaturas elevadas favorecem a fusão; a ideia de cargas iguais que se repelem é necessária para compreender a repulsão entre prótons. Para a parte de radioatividade, são úteis os conceitos de radiação ionizante, efeitos da radiação no corpo, decaimento e meia-vida. Nos cálculos, convém revisar notação científica, proporções, potências, conversão de milisievert para sievert e de anos para segundos. Também é preciso reconhecer que a atividade é expressa em becquerel e acompanhar unidades de taxa de dose, como µSv/h. Na questão sobre distância, o pré-requisito específico é a lei do inverso do quadrado. Se algum desses conteúdos ainda não estiver consolidado, posso selecionar primeiro as questões conceituais e retomar os cálculos depois.

Onde os alunos mais erram

Nas questões conceituais, um erro possível é atribuir à temperatura a redução da repulsão elétrica ou imaginar que o aquecimento altera a carga dos núcleos. A temperatura aumenta a energia cinética; não neutraliza os prótons. Em núcleos pesados, outro desvio é explicar a instabilidade apenas pela massa ou deslocar a causa para os elétrons, embora o enunciado trate da repulsão elétrica entre prótons no núcleo.

Nos itens de decaimento, a confusão costuma aparecer ao relacionar o tempo diretamente à quantidade restante sem contar as meias-vidas. Se resta 25% do carbono-14, por exemplo, passaram duas meias-vidas, não uma. Na datação, também é importante não substituir o decaimento previsível por uma reação química ou pela posição em camadas sedimentares. Em cálculos de dose, erros de conversão e de vírgula podem alterar muito o resultado; na questão de distância, aplicar a lei como se a taxa diminuísse em proporção simples, e não ao quadrado da distância, leva a valores incorretos. Por fim, uma estimativa estatística de risco não determina o que acontecerá com uma pessoa específica.

Como trabalhar em sala

  • Comece com previsões conceituais: antes de mostrar as alternativas, peça que expliquem oralmente por que a temperatura é importante para a fusão ou por que prótons se repelem. Depois compare as justificativas com os conceitos.
  • Construa uma linha de meias-vidas: use uma tabela no quadro com a quantidade inicial, metade, quarto e oitavo. A representação ajuda a turma a visualizar o decaimento e prepara para os problemas de atividade e datação.
  • Faça a turma marcar dados e unidades: em cada cálculo, peça para circular os valores fornecidos, identificar o que se procura e anotar conversões antes de substituir na fórmula. Isso torna visíveis erros de unidade.
  • Compare alternativas como raciocínios: em vez de apenas informar a letra correta, solicite que os grupos expliquem por que um distrator parece plausível e qual ideia física o invalida.
  • Contextualize aplicações com cuidado: use os exemplos apresentados nas questões — tomografia, esterilização de produtos agrícolas e datação — para discutir benefício, risco e limites das conclusões sem generalizações alarmistas.

Questões prontas de Radioatividade, Fissão e Fusão Nuclear para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões a seguir podem ser aplicadas em sequência ou escolhidas conforme o objetivo da aula. Em cada item, mantenho a justificativa de todas as alternativas para que o gabarito também sirva como material de revisão.

1. Por que temperaturas muito elevadas são necessárias para a fusão?

  • ❌ A) Porque reduzem a energia cinética dos núcleos, fazendo com que permaneçam próximos por mais tempo. Está errada porque inverte a relação: a temperatura elevada aumenta, não reduz, a energia cinética.
  • ❌ B) Porque aumentam apenas a agitação do ambiente, que por si só rompe os núcleos e provoca a fusão. A temperatura não rompe diretamente os núcleos; a fusão depende de aproximá-los o suficiente.
  • ✅ C) Porque aumentam a energia cinética dos núcleos, favorecendo a aproximação apesar da repulsão elétrica. A maior energia cinética ajuda os núcleos a vencer a repulsão e se aproximar.
  • ❌ D) Porque diminuem a repulsão elétrica entre os núcleos. A repulsão continua existindo; o que muda com o aumento da temperatura é a energia cinética.
  • ❌ E) Porque transformam os núcleos em partículas sem carga. Aquecer não elimina a carga elétrica dos núcleos nem os torna neutros.

Gabarito comentado: C. A resposta relaciona corretamente temperatura e energia cinética e não confunde esse aumento com uma alteração da carga ou da força elétrica.

2. Com base no modelo apresentado, qual é o risco adicional estimado associado à dose da tomografia?

Considere dose absorvida de 10 mGy, a equivalência simplificada de 1 mGy para 1 mSv e um aumento estatístico de risco de 5% para cada 1 Sv. O modelo não prevê o resultado individual de um paciente.

  • ❌ A) Aumento estimado de 0,5 ponto percentual. É dez vezes maior que o valor do modelo e pode resultar de tratar a dose como 0,1 Sv em vez de 0,01 Sv.
  • ❌ B) Ausência de aumento estimável. O modelo proposto estabelece uma relação positiva entre dose e risco, portanto não corresponde a risco adicional igual a zero.
  • ❌ C) Aumento estimado de 5 pontos percentuais. Esse coeficiente se aplicaria a 1 Sv; aqui a dose é 0,01 Sv.
  • ✅ D) Aumento estimado de 0,05 ponto percentual. 10 mSv correspondem a 0,01 Sv; assim, 5% × 0,01 resulta em 0,05% de aumento estimado.
  • ❌ E) Aumento estimado de 0,005 ponto percentual. O valor decorre de erro na conversão ou no deslocamento da vírgula; 10 mSv são 0,01 Sv.

Gabarito comentado: D. O resultado é uma estimativa estatística para o modelo apresentado, não uma previsão de que a pessoa examinada desenvolverá câncer.

3. Qual é a taxa de dose a 3,0 m e quanto tempo é necessário para acumular 1,00 mSv?

Uma fonte pontual produz taxa de dose de 400 µSv/h a 1,0 m. Use a lei do inverso do quadrado.

  • ❌ A) Dose a 3,0 m = 20 µSv/h. Subestima o resultado e não aplica corretamente a relação do inverso do quadrado.
  • ❌ B) Tempo ≈ 10 h para 1,00 mSv. O cálculo não considera a taxa correta à distância de 3,0 m.
  • ❌ C) Dose a 3,0 m = 50 µSv/h. O valor decorre de uma aplicação incorreta da lei do inverso do quadrado.
  • ❌ D) Dose a 3,0 m = 100 µSv/h. Superestima a taxa por não considerar corretamente o quadrado da distância.
  • ✅ E) Dose a 3,0 m = 44,4 µSv/h; tempo ≈ 22,5 h. A taxa é 400 × (1/3)² = 400/9 ≈ 44,4 µSv/h. Como 1,00 mSv equivale a 1000 µSv, o tempo é 1000/44,4 ≈ 22,5 h.

Gabarito comentado: E. Vale conferir as unidades: dividir uma dose em µSv pela taxa em µSv/h fornece o tempo em horas.

4. Qual é a atividade de uma amostra após 15,0 dias?

Uma amostra tem atividade inicial A₀ = 8,00 × 10⁵ Bq e meia-vida T₁/₂ = 10,0 dias. Use A(t) = A₀ · 2−t/T₁/₂.

  • ❌ A) A = 8,00 Bq. O valor é muito baixo e não corresponde à aplicação do decaimento indicado.
  • ❌ B) A = 3,00 × 10⁵ Bq. Não resulta da aplicação correta do fator exponencial associado a 1,5 meias-vidas.
  • ❌ C) A = 4,00 × 10⁵ Bq. Esse valor corresponde à metade da atividade inicial, como se tivesse passado apenas uma meia-vida.
  • ✅ D) A ≈ 2,83 × 10⁵ Bq. Aplicando a fórmula: 8,00 × 10⁵ · 2−15/10 = 8,00 × 10⁵ · 2−1,5 ≈ 2,83 × 10⁵ Bq.
  • ❌ E) A = 1,00 × 10⁶ Bq. O resultado aumenta a atividade em relação ao valor inicial e não representa o decaimento radioativo descrito.

Gabarito comentado: D. Como transcorreram 1,5 meias-vidas, a redução não corresponde simplesmente à metade, nem a uma meia-vida completa.

5. Qual é o principal benefício e o risco da esterilização de produtos agrícolas com radiação gama?

  • ❌ A) Eliminação de pragas; envenenamento do solo. O envenenamento do solo não é o risco indicado para essa técnica.
  • ❌ B) Aumento da produção; contaminação por produtos químicos. A contaminação química não decorre diretamente da radiação gama.
  • ✅ C) Esterilização eficaz; risco de radiação em humanos. A técnica pode esterilizar produtos, enquanto a exposição humana à radiação é um risco a considerar.
  • ❌ D) Melhoria na qualidade; problemas de armazenamento. Problemas de armazenamento não correspondem ao risco associado à radiação apresentado no item.
  • ❌ E) Redução de doenças; aumento de pragas. O aumento de pragas não é um efeito esperado indicado para o uso da radiação gama.

Gabarito comentado: C. A questão pede que benefício e risco sejam considerados juntos, evitando atribuir à radiação efeitos sem relação direta com a técnica.

6. Que fator ajuda a explicar a instabilidade relativa de núcleos muito pesados?

  • ✅ A) O aumento da repulsão elétrica entre prótons, que dificulta a coesão do núcleo. Com mais prótons, cresce a repulsão entre cargas positivas e o equilíbrio nuclear fica mais exigente.
  • ❌ B) A redução do número de prótons. A explicação inverte a relação: o fator citado no enunciado é o aumento da repulsão associado ao maior número de prótons.
  • ❌ C) A presença de muitos elétrons ao redor do núcleo. A questão trata da estrutura nuclear e da interação entre prótons, não de elétrons orbitais.
  • ❌ D) A diminuição de uma atração entre prótons e nêutrons. Essa formulação não identifica a causa destacada: a repulsão elétrica entre prótons e o equilíbrio necessário para a coesão nuclear.
  • ❌ E) O aumento da massa total, que por si só torna qualquer núcleo instável. Massa maior, isoladamente, não explica a instabilidade; o enunciado enfatiza o crescimento da repulsão elétrica.

Gabarito comentado: A. A resposta mantém o foco na causa física indicada, sem confundir massa, partículas externas ao núcleo e repulsão entre cargas positivas.

7. Que princípio físico permite estimar a idade de um material orgânico antigo pela quantidade remanescente de um isótopo?

  • ❌ A) A velocidade de reação química entre o material e o solo. A datação descrita não se baseia em reações químicas comuns, mas na diminuição previsível de um isótopo instável.
  • ❌ B) A absorção de energia térmica do ambiente. Calor ou desgaste não fornecem, nesse método, uma medida confiável do tempo transcorrido.
  • ❌ C) A formação de camadas de sedimentos. Isso diz respeito a uma abordagem estratigráfica, mas o enunciado se refere à quantidade de isótopo remanescente.
  • ✅ D) O decaimento radioativo com meia-vida conhecida, usado na datação radiométrica. A taxa de decaimento permite relacionar a quantidade remanescente ao tempo transcorrido.
  • ❌ E) A formação de novas moléculas orgânicas. A datação considera a redução do isótopo original, não a produção de novas moléculas.

Gabarito comentado: D. A pista decisiva é a comparação entre a quantidade remanescente e a quantidade original esperada, ligada ao decaimento radioativo.

8. Um fragmento contém 25% do carbono-14 original. Qual é sua idade em anos e em segundos?

Considere meia-vida de 5730 anos, 1 ano = 3,156 × 10⁷ s e use N = N₀ · (1/2)t/T₁/₂.

  • ❌ A) 5730 anos. Essa é uma meia-vida e deixaria 50% do carbono-14 original, não 25%.
  • ❌ B) 10.000 anos. É um valor impreciso; 25% restante corresponde exatamente a duas meias-vidas no modelo apresentado.
  • ❌ C) 1,146 mil anos. A quantidade está expressa de forma incorreta: o resultado é aproximadamente 11.460 anos.
  • ✅ D) t = 1,146 × 10⁴ anos ≈ 3,62 × 10¹¹ s. Como 25% = 1/4 = (1/2)², passaram duas meias-vidas: 2 × 5730 = 11.460 anos. Em segundos: 11.460 × 3,156 × 10⁷ ≈ 3,62 × 10¹¹ s.
  • ❌ E) 3,62 anos. Esse valor não é compatível com uma meia-vida de 5730 anos e resulta de confusão na conversão de unidades.

Gabarito comentado: D. Primeiro interprete a fração restante em número de meias-vidas; só depois converta o tempo para segundos.

Próximos passos

Use os itens conceituais para sondar a compreensão e os problemas numéricos para observar o domínio de fórmulas e unidades. Para ampliar a sequência, consulte também as questões da habilidade EM13CNT103. Depois, você pode montar uma avaliação adequada ao conteúdo já trabalhado com o gerador de provas do GeraProva ou iniciar seu cadastro grátis.

Este material é um ponto de partida: adapte as questões ao ritmo e aos objetivos da sua turma. No GeraProva, você pode gerar e organizar provas com apoio de IA para facilitar seu planejamento.

Encontrou um erro neste conteúdo? Veja nossa política editorial e avise a gente.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Habilidades BNCC deste artigo

Questões deste artigo com resolução completa

  1. A fusão nuclear só ocorre em ambientes com temperaturas extremamente altas, porque os núcleos precisam vencer…
  2. Em uma atividade de educação em saúde, considera-se uma tomografia que utiliza raios X e produz uma dose…
  3. Uma fonte pontual produz taxa de dose de 400 µSv/h a 1,0 m. Usando a lei do inverso do quadrado, calcule a…
  4. Uma amostra radioativa tem atividade inicial A0 = 8,00×10^5 Bq e meia-vida T1/2 = 10,0 dias. Calcule a…
  5. Um agricultor utiliza radiação gama para esterilizar produtos agrícolas. Qual é o principal benefício e o…
  6. Núcleos muito pesados tendem a ser menos estáveis porque a repulsão elétrica entre prótons cresce com o número…
  7. Um sítio arqueológico apresenta material orgânico antigo. Para estimar sua idade, pesquisadores analisam a…
  8. Um fragmento contém 25% do carbono-14 original. Considerando meia-vida T1/2 = 5730 anos, determine a idade do…

Fontes

Artigos relacionados

0 comentários

Nome
E-mail (não é publicado)
Comentário
Questões resolvidas Resolução passo a passo, gabarito e o erro de cada alternativa315.687 questões
Ver todas as questões →
Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.