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Atividades de Ginástica de conscientização corporal para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões de Física sobre Ginástica de conscientização corporal para trabalhar força, pressão, torque, rotação e potência na 1ª série. Incluí gabarito comentado e caminhos práticos para revisar os conceitos em aula.

Atividades de Ginástica de conscientização corporal para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho Ginástica de conscientização corporal com a 1ª série do Ensino Médio, procuro aproximar os movimentos de conceitos que a turma consegue observar e calcular. Uma rotação, o apoio das mãos ou a elevação do corpo permitem discutir como forças, massa, distância e tempo entram nas descrições físicas do movimento.

As atividades a seguir articulam esse contexto ao componente curricular Física. Uso as questões como avaliação, mas também como ponto de partida para retomar unidades, fórmulas e interpretação de situações. O gabarito comentado ajuda a localizar o raciocínio por trás das alternativas, em vez de deixar a correção restrita à letra certa.

O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Ginástica de conscientização corporal

Na abordagem destas atividades, a Ginástica de conscientização corporal aparece em situações de movimento e postura que permitem analisar fenômenos físicos: elevar o centro de massa, apoiar o corpo, girar e manter partes do corpo em determinada posição. Para resolver as questões, o estudante precisa relacionar o peso à massa e à gravidade; calcular trabalho e potência média; entender que a pressão depende da força aplicada e da área de contato; e interpretar o torque como o efeito de uma força em relação a um ponto de apoio. Nas rotações, deve perceber que a distribuição da massa em torno do eixo influencia o momento de inércia e que, sob conservação do momento angular, reduzir esse momento pode elevar a velocidade angular. Em um salto, também pode comparar a força de contato a partir da aceleração indicada. O objetivo não é decorar nomes de movimentos, mas usar os dados, as unidades e as relações físicas para justificar uma resposta.

O que ele precisa saber antes

Antes de propor a lista inteira, vale conferir alguns conhecimentos que aparecem diretamente nos cálculos. O primeiro é o trabalho realizado contra a gravidade, que pode ser calculado pela variação da energia potencial gravitacional, e sua relação com potência: trabalho dividido pelo intervalo de tempo. Também é necessário reconhecer o peso como força gravitacional, usando F = m·g, e distinguir massa, força, energia e potência pelas respectivas unidades.

Nas questões de pressão, o estudante precisa saber que pressão é força dividida pela área e converter áreas para o Sistema Internacional. Um ponto que merece atenção é a conversão de cm² para m²: não basta deslocar a vírgula como se fosse uma medida linear. Para torque, é preciso multiplicar a força pelo braço de alavanca e considerar a posição em relação ao ponto de apoio. Já os problemas de rotação mobilizam proporcionalidade entre massa e raio ao quadrado, além da conservação do momento angular. Por fim, a questão de salto exige relacionar força, aceleração e a expressão fornecida para a força de contato.

Onde os alunos mais erram

Os distratores mostram erros de procedimento bem concretos. Na potência, pode aparecer o trabalho como se já fosse potência, sem dividir pelo tempo. No momento de inércia, uma resposta possível considera apenas que as massas são iguais e deixa de observar o raio ao quadrado. Em pressão, os deslizes mais importantes são não converter a área para m², converter com fator incorreto ou usar massa no lugar do peso. São erros que alteram a unidade e, muitas vezes, a ordem de grandeza do resultado.

Nas questões de torque, é comum multiplicar a massa diretamente pela distância, sem calcular primeiro o peso, ou acertar o valor e inverter o sentido do giro. Em rotações, assumir que a velocidade angular permanece constante ignora a conservação do momento angular. No salto, escolher apenas a técnica intermediária ou calcular mal a diferença impede responder às duas partes do enunciado. Na correção, peço que a turma explique qual dado foi usado e em que unidade: isso ajuda a diferenciar um erro de conceito de um erro de conversão ou de conta.

Como trabalhar em sala

  • Comece pela leitura dos dados: em duplas, peça que os estudantes sublinhem massa, distância, área, tempo e aceleração. Antes de calcular, cada dupla identifica o que a questão pede e qual grandeza precisa encontrar.
  • Faça uma revisão curta de unidades: escreva no quadro as conversões de área usadas nos exercícios e resolva um exemplo passo a passo. Separe claramente cm² de m² e N de kg para evitar que a fórmula seja aplicada com grandezas incompatíveis.
  • Compare alternativas como diagnóstico: em vez de corrigir somente a letra, convide a turma a explicar por que um distrator parece plausível e qual etapa o torna incorreto. Isso funciona especialmente bem para os cálculos de potência, pressão e torque.
  • Use demonstrações corporais simples e seguras: sem exigir acrobacias, é possível observar como aproximar ou afastar os braços muda a distribuição da massa em uma rotação controlada, ou comparar a ideia de apoio em uma postura estável. Oriente a turma a não realizar movimentos arriscados; a análise pode ser feita por observação e discussão.
  • Feche com resolução individual: depois da conversa coletiva, selecione uma questão de cada conceito para uma tentativa individual. Assim, consigo verificar se cada estudante passou da explicação oral para a aplicação autônoma das relações físicas.

Questões prontas de Ginástica de conscientização corporal para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As oito questões abaixo mantêm os dados e as alternativas do conjunto proposto. Na correção, recomendo pedir não apenas o resultado, mas também a fórmula, a substituição dos valores e a unidade. Em cada item, as alternativas incorretas trazem o motivo do erro para apoiar a devolutiva.

1. Potência média ao elevar o centro de massa

Durante um exercício, uma aluna (m = 50,0 kg) eleva seu centro de massa h = 0,25 m em t = 0,50 s. Calcule a potência média desenvolvida. Use g = 10 m/s².

  • ❌ A) P_média = 25 W. Incorreta: divide a energia, 125 J, por 5 s, e não pelo intervalo informado, que é 0,50 s.
  • ❌ B) P_média = 500 W. Incorreta: divide a energia pela altura de 0,25 m, quando a potência média deve ser calculada dividindo o trabalho pelo tempo.
  • ✅ C) P_média = 250 W. Correta: o trabalho contra a gravidade é m·g·h = 50·10·0,25 = 125 J. Então, P = 125/0,50 = 250 W.
  • ❌ D) P_média = 125 W. Incorreta: 125 J é o trabalho calculado, não a potência. Falta dividir pelo tempo.
  • ❌ E) P_média = 62,5 W. Incorreta: multiplica trabalho pelo tempo. Para obter potência média, é preciso dividir 125 J por 0,50 s.

Gabarito comentado: A relação essencial é P = W/t. Vale conferir se a resposta final está em watts e se o tempo usado corresponde ao enunciado.

2. Momento de inércia com os braços em posições diferentes

Em Manaus, dois alunos fazem rotações com os braços em posições diferentes. Ambos têm massa de 60 kg. A: braços junto ao corpo, r = 0,25 m. B: braços estendidos, r = 0,85 m. Usando o modelo simplificado I ≈ m·r², compare quem tem maior momento de inércia e por quê.

  • ❌ A) Aluno A tem maior I porque mantém braços mais próximos. Incorreta: uma distância menor ao eixo reduz o momento de inércia neste modelo.
  • ✅ B) Aluno B tem maior I, pois I cresce com o quadrado de r. Correta: como as massas são iguais, o raio maior dos braços estendidos resulta em maior momento de inércia.
  • ❌ C) Aluno B tem menor I, pois seus braços ficam mais longe. Incorreta: afastar a massa do eixo aumenta, em vez de diminuir, I.
  • ❌ D) Não é possível comparar sem conhecer a velocidade angular. Incorreta: os dados de massa e distância bastam para comparar I pelo modelo apresentado.
  • ❌ E) Ambos têm I iguais porque a massa é a mesma. Incorreta: a massa não é o único fator; a distância ao eixo também conta e aparece elevada ao quadrado.

Gabarito comentado: O ponto de aprendizagem é olhar para a distribuição da massa em relação ao eixo. Não se deve concluir que os valores são iguais somente porque as massas coincidem.

3. Pressão sobre o solo na ponta dos pés

Uma aluna de massa m = 35,0 kg fica na ponta dos pés; a área de contato total é A = 30,0 cm². Qual a pressão média p sobre o solo? Use g = 10 m/s² e converta unidades para SI.

  • ❌ A) p = 1,14×10^5 Pa. Incorreta: usa g = 9,8 m/s², apesar de o enunciado pedir g = 10 m/s².
  • ❌ B) p = 1,17×10^4 Pa. Incorreta: converte 30 cm² como 0,03 m². A área correta é 0,003 m².
  • ❌ C) p = 11,7 Pa. Incorreta: divide por 30 sem converter cm² para m²; além do valor inadequado, as unidades ficam incompatíveis.
  • ❌ D) p = 350 N. Incorreta: 350 N é o peso, isto é, a força. Para obter pressão, ainda é necessário dividir pela área.
  • ✅ E) p = mg/A = 35·10/(0,003) ≈ 1,17×10^5 Pa. Correta: A = 30,0 cm² = 0,003 m²; F = 350 N; logo, p = 350/0,003 ≈ 1,17×10^5 Pa.

Gabarito comentado: Oriente a turma a converter a área antes de substituir os valores. A resposta deve representar pressão, por isso sua unidade é pascal, equivalente a N/m².

4. Torque do peso em torno do pé de apoio

Um aluno de 28 kg mantém o corpo estendido sobre uma perna; a projeção do centro de massa está a 0,12 m do ponto de apoio. Calcule o torque τ = r·F (N·m) devido ao peso em torno do pé de apoio. Use g = 10 m/s².

  • ✅ A) 33,6 N·m, no sentido que afasta o corpo do apoio. Correta: F = m·g = 28·10 = 280 N; τ = 0,12·280 = 33,6 N·m.
  • ❌ B) 28 N·m. Incorreta: confunde o valor da massa com o torque e não calcula corretamente r·F.
  • ❌ C) 0,336 N·m. Incorreta: o resultado é cem vezes menor que o produto 0,12·280, sugerindo uma operação ou conversão equivocada.
  • ❌ D) 336 N·m. Incorreta: há um fator 10 a mais; 0,12·280 resulta em 33,6, não 336.
  • ❌ E) 3,36 N·m. Incorreta: corresponde a um valor mil vezes menor e trata 0,12 m como se fosse 0,12 mm.

Gabarito comentado: A sequência evita o erro mais comum deste item: calcular o peso primeiro e só depois multiplicá-lo pela distância ao ponto de apoio.

5. Momento da força sobre o tronco

Na aula, Luísa mantém o tronco reto e horizontal, estendido para a esquerda dos quadris, quando vista de lado. O tronco tem massa de 18 kg e seu centro de massa está a 0,50 m dos quadris. Use g = 10 m/s² e calcule o momento da força em torno dos quadris, indicando o sentido.

  • ❌ A) 180 N·m, sentido anti-horário. Incorreta: calcula o peso, 18·10 = 180 N, mas não multiplica pelo braço de alavanca de 0,50 m.
  • ✅ B) 90 N·m, sentido anti-horário. Correta: o peso é 180 N e o momento tem módulo 0,50·180 = 90 N·m. Com o tronco à esquerda e o peso para baixo, a tendência de giro é anti-horária.
  • ❌ C) 90 N·m, sentido horário. Incorreta: acerta o módulo, mas inverte o sentido associado à posição do tronco à esquerda dos quadris.
  • ❌ D) 0 N·m, sentido anti-horário. Incorreta: o fato de o tronco estar parado ou horizontal não elimina o momento do peso em torno dos quadris.
  • ❌ E) 45 N·m, sentido anti-horário. Incorreta: divide o resultado por dois, como se a distância fosse 0,25 m, em vez de 0,50 m.

Gabarito comentado: A questão permite separar duas etapas: determinar o módulo do momento e analisar o sentido. Estar em repouso não significa, por si só, que cada força tenha momento nulo.

6. Pressão média em cada mão durante uma cambalhota

Durante uma cambalhota, uma criança de 22 kg apoia o peso igualmente nas duas mãos. Cada mão encosta no chão em uma área de 110 cm². Usando g = 10 m/s², qual é a pressão média em cada mão?

  • ❌ A) 20 000 Pa. Incorreta: usa os 220 N de peso total em apenas uma mão, embora o enunciado diga que a carga é repartida igualmente.
  • ❌ B) 5 000 Pa. Incorreta: divide a força pela metade, mas depois usa a área das duas mãos para calcular a pressão de uma mão.
  • ❌ C) 2 000 Pa. Incorreta: divide a massa, 22 kg, pela área, sem transformar a massa em peso nem repartir a força entre as mãos.
  • ❌ D) 1 000 Pa. Incorreta: converte 110 cm² como 0,11 m². A conversão correta é 0,011 m².
  • ✅ E) 10 000 Pa. Correta: o peso é 22·10 = 220 N; cada mão recebe 110 N. Como 110 cm² = 0,011 m², p = 110/0,011 = 10 000 Pa.

Gabarito comentado: Aqui, a área e a força precisam corresponder à mesma mão. A força de uma mão é metade do peso total, e deve ser dividida pela área de contato dessa mão.

7. Conservação do momento angular na pirueta

Um ginasta realiza uma pirueta; inicialmente o sistema tem momento de inércia I1 = 2,0 kg·m² e velocidade angular ω1 = 2,0 rad/s. Ao aproximar os braços, o momento de inércia reduz para I2 = 0,50 kg·m². Usando conservação do momento angular, calcule a nova velocidade angular ω2.

  • ❌ A) ω2 = 1,0 rad/s. Incorreta: divide ω1 por dois sem aplicar a conservação do momento angular; o resultado correto é 8,0 rad/s.
  • ✅ B) ω2 = 8,0 rad/s. Correta: L = I1·ω1 = I2·ω2. Portanto, ω2 = (2,0·2,0)/0,50 = 8,0 rad/s.
  • ❌ C) ω2 = 2,0 rad/s. Incorreta: supõe velocidade angular constante, embora a redução de I exija aumento de ω para manter L constante.
  • ❌ D) ω2 = 16 rad/s. Incorreta: multiplica I1 por I2 indevidamente; a relação exige dividir I1·ω1 por I2.
  • ❌ E) ω2 = 4,0 rad/s. Incorreta: não corresponde à substituição na conservação: (2·2)/0,5 é igual a 8,0, e não 4,0.

Gabarito comentado: Peça que os estudantes verifiquem a relação inversa entre I e ω quando o momento angular se conserva. Aproximar os braços diminui o momento de inércia e aumenta a velocidade angular neste modelo.

8. Força de contato em diferentes saltos

Tabela—laboratório: três saltos medidos (direção: para cima). Tuck: a = 2,5 m/s²; Pike: a = 4,0 m/s²; Split: a = 6,0 m/s². Com m = 70 kg e N = m·(g + a), qual técnica exige maior força de contato N e qual a diferença N_max - N_min (N)?

  • ✅ A) Split; diferença 245 N. Correta: N_Split = 70·16 = 1120 N e N_Tuck = 70·12,5 = 875 N. A diferença entre o máximo e o mínimo é 1120 − 875 = 245 N.
  • ❌ B) Pike; diferença 140 N. Incorreta: Pike resulta em 70·14 = 980 N, valor intermediário, não o maior. Também não responde corretamente à diferença entre máximo e mínimo.
  • ❌ C) Tuck; diferença 245 N. Incorreta: Tuck tem a menor aceleração indicada e, pela expressão dada, a menor força de contato, não a maior.
  • ❌ D) Pike; diferença 1400 N. Incorreta: atribui a maior força à técnica intermediária e apresenta uma diferença que não resulta dos valores calculados.
  • ❌ E) Split; diferença 145 N. Incorreta: identifica a técnica de maior força, mas erra a subtração. 1120 − 875 = 245 N.

Gabarito comentado: É importante calcular N para as três técnicas antes de comparar. Como a pergunta pede a diferença entre o maior e o menor valor, não basta apontar a maior aceleração.

Para fechar: leve o conceito para a avaliação

Essas questões permitem observar, em um mesmo contexto, se a turma interpreta dados, escolhe relações físicas adequadas e mantém atenção às unidades. Posso aplicar a lista como avaliação, selecionar itens para uma atividade de revisão ou usar os distratores para planejar uma retomada pontual. Para ampliar o trabalho, consulte também questões da habilidade EM13CNT101, questões da habilidade EM13CNT204 e questões da habilidade EM13CNT205.

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