Em uma livraria, clientes comentam em uma página de recomendações. Uma pessoa critica o final de um romance e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a esse tipo de discurso e vislumbrando possibilidades de denúncia quando for o caso.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma livraria, clientes comentam em uma página de recomendações. Uma pessoa critica o final de um romance e explica que não gostou da história. Outra publica uma mensagem que ofende pessoas de determinada origem e pede que sejam excluídas do bairro. Uma cliente afirma que as duas mensagens devem ser tratadas da mesma forma, pois ambas expressam opiniões. Considerando o texto, como essa afirmação deve ser avaliada?
- A) A crítica ao romance é uma ofensa ao autor; a mensagem sobre a origem é uma opinião sobre a convivência no bairro
- B) A crítica ao romance é uma opinião; a mensagem que ataca pessoas por sua origem é discurso de ódio e pode ser denunciada
- C) A crítica ao romance é uma opinião; a mensagem sobre a origem é uma crítica ao comportamento dos moradores do bairro
- D) A crítica ao romance pode ser denunciada; a mensagem sobre a origem é uma opinião protegida pela liberdade de expressão
- E) A crítica ao romance deve ser denunciada; a mensagem sobre a origem deve ser retirada da página de recomendações
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Criticar o final de um romance e dizer que não gostou da história expressa uma avaliação sobre uma obra; isso é uma opinião, ainda que seja negativa.
- A outra mensagem ofende pessoas por sua origem e defende que sejam excluídas do bairro. Não é apenas uma opinião sobre a convivência: é um ataque discriminatório, caracterizado como discurso de ódio, que pode ser denunciado. Portanto, as mensagens não devem ser tratadas da mesma forma, como afirma a cliente.
- A alternativa B distingue corretamente a crítica à obra do discurso de ódio. A alternativa A confunde a crítica à história com ofensa ao autor e minimiza a mensagem discriminatória; C reclassifica o ataque pela origem como crítica de comportamento; D inverte a proteção, tratando o discurso de ódio como opinião protegida; e E erra ao dizer que a crítica literária deve ser denunciada e ao determinar a retirada da outra mensagem sem que isso seja a conclusão necessária do enunciado.
💡 Dica: Distinga a crítica a uma obra do ataque a pessoas por sua origem.
Alternativa por alternativa
Interpreta a avaliação negativa de uma obra como ataque pessoal ao autor e trata a defesa de exclusão de pessoas por sua origem como simples opinião sobre convivência.
A crítica avalia uma obra, enquanto a outra mensagem ofende e defende a exclusão de pessoas por sua origem. Liberdade de expressão não torna essas manifestações equivalentes; o discurso de ódio deve ser rejeitado e pode ser denunciado.
Confunde a discriminação baseada na origem com uma crítica a comportamentos dos moradores, embora a mensagem ataque pessoas por quem são e peça sua exclusão.
Supõe que a liberdade de expressão protege igualmente uma crítica literária e uma mensagem discriminatória que incita à exclusão de um grupo.
Inverte a avaliação das mensagens: considera denunciável a crítica à obra e não distingue adequadamente o ataque discriminatório, embora proponha retirar essa mensagem.
Raio-X da questão
Liberdade de expressão e discurso de ódio
avaliacao
Diferença entre opinião e ataque a pessoas · Noção de discriminação por origem
Identificação de discurso de ódio e denúncia
Tratar qualquer mensagem apresentada como opinião como igualmente protegida, mesmo quando incita exclusão de um grupo.
Direitos humanos e educação para a diversidade
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