Durante uma temporada de concertos, uma percussionista de uma orquestra ensaiou por várias horas ao lado de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Avaliar e prever efeitos de intervenções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanismos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, utilizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante uma temporada de concertos, uma percussionista de uma orquestra ensaiou por várias horas ao lado de instrumentos de alta intensidade sonora. Após algumas semanas, passou a ter dificuldade para perceber sons agudos, sobretudo no ouvido voltado para a percussão. A avaliação clínica não identificou alterações no tímpano nem nos ossículos, mas registrou elevação persistente do limiar auditivo para frequências agudas. Considerando o padrão observado e a função das estruturas do ouvido, qual alteração explica melhor a relação entre a exposição sonora e a dificuldade auditiva da percussionista?
- A) Lesão das células ciliadas da cóclea, com redução da conversão das vibrações sonoras em sinais nervosos.
- B) Dano às células ciliadas vestibulares, que compromete o equilíbrio e reduz a percepção dos sons agudos.
- C) Alteração do nervo auditivo, que dificulta a condução dos sinais gerados na cóclea até as áreas cerebrais.
- D) Disfunção dos ossículos, com menor transmissão das vibrações sonoras até a cóclea e prejuízo dos sons agudos.
- E) Lesão do tímpano, que reduz a captação das vibrações e impede que frequências agudas cheguem ao ouvido interno.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique os dados do caso. A percussionista foi exposta a sons de alta intensidade por semanas e passou a ter dificuldade para perceber sons agudos. A avaliação descartou alterações no tímpano e nos ossículos, e o limiar auditivo para frequências agudas está persistentemente elevado.
- Relembre a função de cada estrutura. O tímpano e os ossículos (martelo, bigorna e estribo) transmitem a vibração sonora do ouvido externo e médio até a cóclea, no ouvido interno. Na cóclea, as células ciliadas (órgão de Corti) convertem essas vibrações em impulsos nervosos, que seguem pelo nervo auditivo até o cérebro.
- Analise o padrão. Como o tímpano e os ossículos estão normais, a transmissão mecânica do som está preservada. O problema está, portanto, na etapa de conversão, dentro da cóclea. Sons muito intensos lesionam sobretudo as células ciliadas da base da cóclea, região responsável pelas frequências agudas, o que explica a perda seletiva nos agudos.
- Conclusão. A alternativa A é a correta: a lesão das células ciliadas da cóclea reduz a conversão das vibrações em sinais nervosos e explica a relação entre exposição sonora e perda de agudos.
- Por que as outras estão erradas. B: as células vestibulares ligam-se ao equilíbrio, não à audição. C: o nervo auditivo não é a estrutura lesionada primariamente nesse padrão, pois o dano típico é coclear. D: os ossículos foram avaliados e estão normais. E: o tímpano foi avaliado e está normal.
- Observação sobre o gabarito. O gabarito oficial A coincide com a análise feita aqui.
💡 Dica: Elimine as estruturas que o texto diz estarem íntegras e localize onde ocorre a conversão das vibrações em sinal nervoso.
Alternativa por alternativa
A ausência de alterações no tímpano e nos ossículos indica que o problema não está principalmente na condução do som. A exposição intensa pode lesar células ciliadas cocleares, comprometendo a transdução e a transmissão de informações auditivas, especialmente nas frequências afetadas.
O aluno associa células ciliadas a qualquer órgão do ouvido e confunde o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio, com o sistema responsável pela audição.
O aluno acredita que a perda de agudos se deve à condução nervosa, ignorando que a lesão ocorre antes, na própria cóclea, onde o som é transformado em sinal elétrico.
O aluno pensa que qualquer dificuldade auditiva decorre de problemas na cadeia de ossículos, sem verificar que o enunciado informa que os ossículos não apresentaram alterações.
Por que engana: Confundir a perda por dano coclear com a perda por disfunção dos ossículos (condutiva).
O aluno supõe que a exposição ao som intenso danifica o tímpano por impacto direto, desconsiderando que a avaliação clínica não encontrou alterações nessa estrutura.
Raio-X da questão
Lesão das células ciliadas da cóclea por exposição sonora intensa.
fixacao
Anatomia do ouvido: tímpano, ossículos, cóclea. · Diferença entre condução e percepção sonora.
Fisiologia da audição e perda auditiva neurossensorial.
Confundir a perda por dano coclear com a perda por disfunção dos ossículos (condutiva).
Saúde e exposição a ruído ocupacional.
cotidiano
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