Um dos contatos mais fascinantes e também mais perigosos e violentos do homem com a natureza se dá pela…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experimentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Um dos contatos mais fascinantes e também mais perigosos e violentos do homem com a natureza se dá pela eletricidade. Os raios, com sua brilhante luminosidade (o relâmpago) e seu som estrondoso (o trovão), são exemplos desses fenômenos elétricos que fascinam o homem. Historicamente, registra-se que a pesquisa sobre a eletricidade iniciou-se a partir da experiência, feita pelo filósofo grego Tales de Mileto, ao atritar o âmbar com a pele de um animal, verificando a atração entre o âmbar e uma pena muito leve. Muitos séculos se passaram, após a observação pioneira de Tales, até os fenômenos elétricos serem analisados cientificamente. É o caso de Benjamin Franklin que lançou ao ar, num dia de tempestade, uma pipa presa a uma linha onde pendurou uma chave metálica na extremidade inferior. Quando a pipa ganhou altura, passando por uma nuvem negra, Franklin verificou uma descarga elétrica através da linha molhada, e faíscas saltaram da chave. Estava descoberto o princípio de funcionamento do para-raios, um dispositivo que possibilita certa proteção contra as descargas elétricas naturais. ATENÇÃO! A experiência realizada por Franklin é muito perigosa, por isso jamais tente repeti-la. (Adaptado de: RAMALHO JR., Nicolau et alli. Física Elétrica, vol.3. São Paulo: Moderna, 2008.) Leia o texto a seguir. [Texto de apoio reproduzido acima, compartilhado com a questão 28.] Segundo o texto, indique a alternativa correta. (ETEC 2009)
- A) Benjamin Franklin utilizou uma chave metálica para dificultar a descarga elétrica.
- B) Os para-raios devem ser feitos de material isolante para evitar descargas elétricas através do solo.
- C) Na eletrização por atrito, realizada por Tales, o âmbar e a pele de animal ficaram eletrizados com cargas de sinais opostos.
- D) Os relâmpagos são vistos antes de ouvirmos o trovão, pois, no ar, a luz tem velocidade de propagação menor que a do som.
- E) A atração entre o âmbar e a pena deve-se ao fato de o âmbar ter ficado com polaridade Norte, e a pena com polaridade Sul.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o que o texto apresenta: a experiência de Tales ao atritar âmbar com pele de animal, a experiência de Franklin com a pipa e a chave metálica, e o princípio do para-raios como proteção contra descargas naturais.
- Analise a alternativa C, que é a correta. Na eletrização por atrito, há transferência de elétrons entre os dois corpos. Um fica com falta e o outro com excesso de elétrons, logo adquirem cargas de sinais opostos. Isso se aplica ao âmbar atritado com a pele.
- Verifique a alternativa A. A chave metálica é condutora e serve para conduzir a descarga até a linha, não para dificultá-la. Está errada.
- Verifique a alternativa B. O para-raios precisa ser metálico (condutor) e ligado à terra para escoar a carga. Um material isolante não cumpriria essa função. Está errada.
- Verifique a alternativa D. A luz é muito mais rápida que o som, por isso vemos o relâmpago antes de ouvir o trovão. A afirmação inverte essa comparação. Está errada.
- Verifique a alternativa E. Polos Norte e Sul são características de ímãs (magnetismo). A atração entre âmbar e pena se deve à eletrização, não a polaridades magnéticas. Está errada.
💡 Dica: Na eletrização por atrito os corpos ficam com cargas opostas; polos Norte e Sul são do magnetismo; para-raios são condutores ligados à terra.
Alternativa por alternativa
Acredita que a chave metálica isola ou impede a passagem da descarga, quando na verdade ela é condutora.
Imagina que o para-raios deve ser isolante para proteger, quando precisa ser condutor e ligado à terra.
CORRETA. Na eletrização por atrito, os corpos atritados adquirem cargas de sinais opostos, pois há transferência de elétrons de um para o outro.
Supõe que a luz é mais lenta que o som, talvez por confundir a percepção do trovão com a velocidade de propagação.
Mistura eletrização com magnetismo, atribuindo polos Norte e Sul a corpos eletrizados.
Por que engana: Confundir eletrização com magnetismo (polos Norte e Sul) ou achar que o para-raios deve ser isolante
Raio-X da questão
Eletrização por atrito
fixacao
Cargas elétricas e sinais · Condutores e isolantes
Condutores, para-raios e velocidade da luz versus som
Confundir eletrização com magnetismo (polos Norte e Sul) ou achar que o para-raios deve ser isolante
ciencia_tecnologia
pensamento_critico
cientifico
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