No Brasil, nas primeiras décadas do século XX, as mulheres formavam grande parte do operariado, especialmente…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No Brasil, nas primeiras décadas do século XX, as mulheres formavam grande parte do operariado, especialmente as imigrantes: espanholas, italianas, portuguesas, húngaras, romenas, polonesas, lituanas e sírias. Em 1901, como afirma a historiadora Mary Del Priore, constituíam quase 68% da mão de obra empregada na indústria de fiação e tecelagem. Trabalhavam de 10 a 14 horas por dia, em péssimas condições de higiene e sob grande controle disciplinar. Além disso, os salários eram baixos, estavam constantemente sujeitas ao assédio sexual e não existia qualquer legislação trabalhista capaz de protegê-las de tal exploração. Somente a partir da década de 1930, depois de inúmeras manifestações operárias em todo o mundo, a legislação brasileira proporcionou garantias trabalhistas às mulheres. Na Era Vargas, anos 30, 40 e 50, houve a regulamentação do trabalho de mulheres e crianças, e o presidente Getúlio Vargas fixou a jornada de trabalho em 8 horas diárias. <https://tinyurl.com/y5sq4pkp> Acesso em: 15.10.2019. Adaptado. Segundo o texto, (FATEC 2020)
- A) as inúmeras manifestações operárias em todo o mundo conquistaram o controle disciplinar sobre os trabalhadores, bem como o direito à jornada de 10 a 14 horas diárias.
- B) nas primeiras décadas do século XX, as operárias estavam protegidas por legislação que limitava a jornada de trabalho e garantia condições adequadas de higiene.
- C) o trabalho feminino foi regulamentado entre as décadas de 1930 e 1950 pelo presidente Getúlio Vargas, que também fixou a jornada de trabalho em 8 horas diárias.
- D) as mulheres que constituíram a mão de obra empregada na indústria de fiação e tecelagem estavam protegidas por mecanismos que inibiam o assédio sexual.
- E) quase 68% da população brasileira era formada pelas mulheres operárias imigrantes, principalmente as espanholas, italianas, portuguesas e húngaras.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia o texto identificando as informacoes centrais: nas primeiras decadas do seculo XX nao havia legislacao protetora para as operarias; a partir dos anos 1930, na Era Vargas, houve regulamentacao do trabalho feminino e a jornada de 8 horas diarias.
- Verifique a alternativa C, que e a correta: o texto diz que o trabalho de mulheres e criancas foi regulamentado na Era Vargas (anos 30, 40 e 50) e que Vargas fixou a jornada de 8 horas diarias. Esta afirmacao confere com o texto.
- Descarte a alternativa A, pois a jornada de 10 a 14 horas era uma condicao de exploracao, nao um direito conquistado, e o texto nao atribui as manifestacoes o controle disciplinar.
- Descarte a alternativa B, pois o texto afirma justamente o oposto: nao existia legislacao que protegesse as operarias nas primeiras decadas do seculo XX.
- Descarte a alternativa D, pois o texto informa que as operarias estavam constantemente sujeitas ao assedio sexual, sem protecao legal.
- Descarte a alternativa E, pois o percentual de 68% refere-se a mao de obra da industria de fiacao e tecelagem em 1901, e nao a populacao brasileira.
💡 Dica: Compare cada alternativa com o trecho correspondente do texto, descartando as que contradizem o que o autor afirma.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter lido as manifestacoes operarias como conquistas que resultaram em direitos, confundindo a jornada excessiva descrita no texto com uma garantia.
O aluno pode ter assumido que, por ser uma epoca de industrializacao, existia legislacao protetora, sem verificar que o texto afirma o contrario.
Por que engana: Aceitar como verdadeira a alternativa B, supondo que havia protecao legal nas primeiras decadas do seculo XX.
CORRETA. O texto afirma que, na Era Vargas (anos 30, 40 e 50), houve a regulamentacao do trabalho de mulheres e crianca e que Vargas fixou a jornada em 8 horas diarias.
O aluno pode ter associado a palavra protecao a algum trecho do texto sobre leis posteriores, sem notar que a protecao contra o assedio nao existia no periodo inicial.
O aluno pode ter confundido o percentual de 68% da mao de obra feminina na industria textil com a composicao da populacao brasileira.
Raio-X da questão
Legislacao trabalhista e trabalho feminino na Era Vargas
avaliacao
Industrializacao brasileira no inicio do seculo XX · Governo de Getulio Vargas
Jornada de trabalho e direitos trabalhistas no Brasil
Aceitar como verdadeira a alternativa B, supondo que havia protecao legal nas primeiras decadas do seculo XX.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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