No início do século XVI, os portugueses tentaram ampliar sua influência sobre o comércio no oceano Índico. Em…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e analisar diferentes formas de contato, adaptação ou exclusão entre populações em diferentes tempos e espaços.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No início do século XVI, os portugueses tentaram ampliar sua influência sobre o comércio no oceano Índico. Em Mombaça, na costa oriental africana, enfrentaram resistência local. Em Calicute, na Ásia, o governante conhecido como Samorim também se opôs às tentativas portuguesas de controlar as rotas comerciais. Compare os dois cenários. Que objetivo ajuda a explicar a resistência tanto em Mombaça quanto em Calicute?
- A) Impedir a presença de comerciantes estrangeiros em todas as rotas comerciais da região.
- B) Conquistar territórios portugueses para ampliar o domínio local na região.
- C) Defender a autonomia dos poderes locais e evitar que os portugueses controlassem as atividades comerciais da região.
- D) Transferir o controle das atividades comerciais para outros povos da região.
- E) Ampliar o poder dos governantes locais e assumir o controle do comércio português na região.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o contexto. No início do século XVI, Portugal buscava dominar o comércio do oceano Índico, controlando portos e rotas de especiarias, tecidos e ouro. Mombaça, na costa oriental africana, e Calicute, na Índia, eram centros comerciais importantes, governados por poderes locais que tinham autonomia e lucravam com esse comércio.
- Compare os dois cenários. Em ambos, a reação local foi a mesma: opor-se às tentativas portuguesas de impor controle sobre as rotas e os portos. Ou seja, o que une os dois casos é a defesa da autonomia política e econômica dos governantes locais contra a interferência europeia.
- Analise a alternativa correta. A alternativa C afirma que a resistência buscava defender a autonomia dos poderes locais e impedir o controle português das atividades comerciais. Isso explica diretamente a oposição de Mombaça e do Samorim de Calicute, pois ambos queriam manter seus próprios negócios e seu poder sobre o comércio.
- Descarte as erradas. A: não era impedir todo comerciante estrangeiro, pois o comércio com estrangeiros era habitual; a resistência visava os portugueses. B: os portugueses não tinham territórios na região que pudessem ser reconquistados, e o objetivo não era conquistar terras. D: a resistência não buscava transferir o comércio para outros povos, mas manter o controle local. E: os governantes não queriam assumir o comércio português, pois o problema era justamente a presença lusitana.
- Conclusão. O objetivo comum é preservar a autonomia local frente à tentativa portuguesa de dominar o comércio do oceano Índico, por isso a resposta correta é a C.
💡 Dica: Compare os interesses locais nos dois lugares e relacione-os ao controle português das rotas comerciais.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que os governantes locais queriam expulsar todos os estrangeiros, esquecendo que o comércio com mercadores de diversas origens era intenso e que o alvo específico era o controle português.
Por que engana: Atribuir a resistência à intenção de conquistar territórios portugueses, em vez de preservar a autonomia e o controle comercial local.
O aluno imagina que os locais atacavam para conquistar territórios portugueses, confundindo a resistência ao controle comercial com uma disputa territorial que não estava em jogo.
Nos dois casos, a expansão portuguesa ameaçava a autoridade local e o controle das trocas, o que ajuda a compreender a oposição encontrada.
O aluno entende que a resistência visava repassar o comércio a outros povos, sem perceber que o objetivo era manter o controle sob o poder local.
O aluno supõe que os governantes queriam tomar para si o comércio português, invertendo o sentido da disputa, que era impedir a interferência dos portugueses nas rotas locais.
Raio-X da questão
Resistência local à expansão comercial portuguesa no Índico.
avaliacao
Expansão marítima portuguesa no século XVI. · Autonomia dos poderes locais e comércio regional.
Disputas pelo controle das rotas comerciais no oceano Índico.
Atribuir a resistência à intenção de conquistar territórios portugueses, em vez de preservar a autonomia e o controle comercial local.
Diversidade cultural e relações de poder.
historico
Questões parecidas com resolução
- No início do século XVI, os portugueses chegaram ao oceano Índico e construíram fortalezas em pontos estratégicos, como…
- Depois do estabelecimento do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama em 1499, a Coroa portuguesa logo preparou…
- No início da ocupação portuguesa em uma região litorânea, um cronista registrou que aldeias vizinhas tinham chefias…
- Quando os navios portugueses passaram a cruzar regularmente o oceano Indico, no seculo XVI, a Coroa organizou o chamado…
- Compare, entre os séculos XV e XVII (1400–1700), as dinâmicas do colonialismo europeu nas costas africanas e no Sudeste…
- Entre os séculos XV e XVI, a Coroa portuguesa instalou feitorias em pontos estratégicos das costas africana e asiática…
Todas as questões de A fragmentação do poder político na Idade Média
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
