Uma associação de moradores organizou um levantamento hipotético para discutir o custo de vida no bairro…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar as características socioeconômicas da sociedade brasileira – com base na análise de documentos (dados, tabelas, mapas etc.) de diferentes fontes – e propor medidas para enfrentar os problemas identificados e construir uma sociedade mais próspera, justa e inclusiva, que valorize o protagonismo de seus cidadãos e promova o autoconhecimento, a autoestima, a autoconfiança e a empatia.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Uma associação de moradores organizou um levantamento hipotético para discutir o custo de vida no bairro. Foram registrados os seguintes dados mensais: família A, 2 moradores e renda total de R$ 1.800; família B, 3 moradores e R$ 2.100; família C, 1 morador e R$ 1.000; família D, 4 moradores e R$ 4.000; família E, 2 moradores e R$ 1.600. Para a análise, considera-se em situação de pobreza quem tem renda mensal por pessoa inferior a R$ 900. A renda é uma das dimensões consideradas no IDH, que também inclui indicadores de saúde e educação. Com base nos dados, qual procedimento e conclusão permitem estimar a proporção de famílias em situação de pobreza sem confundir esse resultado com o IDH do bairro?
- A) Dividir a renda total de cada família pelo número de moradores e incluir também quem chega a R$ 900; assim, 3 das 5 famílias ficam no grupo, ou seja, 60%. Esse percentual não basta para calcular o IDH, que também depende de saúde e educação.
- B) Comparar a renda total de cada família com R$ 900; nenhuma fica abaixo desse limite, então 0% das famílias está em situação de pobreza. Esse resultado não corresponde ao IDH, que também inclui saúde e educação.
- C) Dividir a renda total de cada família pelo número de moradores e comparar cada resultado com R$ 900; assim, 2 das 5 famílias ficam abaixo do limite, ou seja, 40%. Esse percentual descreve a pobreza segundo o critério adotado, mas não basta para calcular o IDH, que também depende de indicadores de saúde e educação.
- D) Como a renda é apenas uma dimensão do IDH, concluir que os dados não permitem estimar a proporção de famílias em pobreza sem indicadores de saúde e educação; portanto, não se obtém um percentual para o bairro.
- E) Somar as rendas e dividir pelo total de moradores para obter a renda média por pessoa; como ela fica abaixo de R$ 900, concluir que 100% das famílias estão em situação de pobreza. Esse resultado não calcula o IDH, que também inclui saúde e educação.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o critério. A questão considera em situação de pobreza quem tem renda mensal por pessoa inferior a R$ 900. Como a condição é 'inferior a', o valor exatamente igual a R$ 900 não entra no grupo. A renda por pessoa é obtida dividindo a renda total da família pelo número de moradores. O IDH é outra medida, que também envolve saúde e educação, e não deve ser misturado com esse cálculo. Passo 2: Calcule a renda por pessoa de cada família. Família A: 1800 / 2 = R$ 900. Família B: 2100 / 3 = R$ 700. Família C: 1000 / 1 = R$ 1000. Família D: 4000 / 4 = R$ 1000. Família E: 1600 / 2 = R$ 800. Passo 3: Compare cada valor com R$ 900. Apenas B (R$ 700) e E (R$ 800) ficam abaixo do limite. A família A tem exatamente R$ 900, então não é inferior a R$ 900. C e D ficam acima. Passo 4: Calcule a proporção. São 2 famílias em situação de pobreza em um total de 5, ou seja, 2/5 = 40%. Passo 5: Conclusão. A alternativa C está correta porque descreve o procedimento certo (renda por pessoa comparada com R$ 900), chega ao resultado de 40% e reconhece que esse dado não substitui o cálculo do IDH, que depende também de saúde e educação. A alternativa A está errada, pois inclui a família A, que tem exatamente R$ 900, mesmo o critério exigindo valor inferior. A alternativa B está errada, pois compara a renda total, e não a renda por pessoa, com o limite. A alternativa D está errada, pois a renda por pessoa já permite estimar a proporção pelo critério definido, sem depender de saúde e educação. A alternativa E está errada, pois a média geral de todas as pessoas não representa a situação de cada família, e a conclusão de 100% não decorre dos dados.
💡 Dica: Calcule a renda por morador de cada família e conte apenas as que ficam abaixo de R$ 900.
Alternativa por alternativa
O aluno trata o limite como 'inferior ou igual a R$ 900' e inclui a família A, que tem exatamente R$ 900 por pessoa, chegando a 3 de 5 famílias.
Por que engana: Usar a renda total ou a média geral para classificar todas as famílias.
O aluno compara a renda total de cada família com R$ 900, sem dividir pelo número de moradores, e por isso conclui que nenhuma família está abaixo do limite.
As rendas por pessoa são R$ 900, R$ 700, R$ 1.000, R$ 1.000 e R$ 800. Como o critério considera pobreza apenas abaixo de R$ 900, duas famílias se enquadram. O IDH combina dimensões além da renda, portanto o levantamento não permite calculá-lo.
O aluno confunde a medida de pobreza por renda per capita com o IDH e supõe que, sem dados de saúde e educação, não é possível calcular nenhum percentual.
O aluno calcula a média geral (cerca de R$ 773 por pessoa, somando todas as rendas e dividindo por todos os moradores) e aplica esse valor a cada família, concluindo que todas estão em pobreza.
Raio-X da questão
Renda familiar per capita e pobreza
avaliacao
Divisão e comparação de valores · Distinção entre renda familiar total e renda per capita
Dimensões do IDH
Usar a renda total ou a média geral para classificar todas as famílias.
Desigualdade social e condições de vida
cotidiano
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