Observe a ilustração de uma antiga estação ferroviária. Na legenda A, lê-se: “A estação recebia viajantes…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar efeitos de sentido de modificadores (adjuntos adnominais – artigos definido ou indefinido, adjetivos, expressões adjetivas) em substantivos com função de sujeito ou de complemento verbal, usando-os para enriquecer seus próprios textos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Observe a ilustração de uma antiga estação ferroviária. Na legenda A, lê-se: “A estação recebia viajantes todos os dias”. Na legenda B: “A estação recebeu viajantes durante a inauguração”. Comparando as formas verbais destacadas nas legendas, que diferença morfológica e de sentido há entre elas?
- A) “Recebia” está no pretérito mais-que-perfeito e expressa uma ação anterior a outra no passado; “recebeu” está no pretérito perfeito e apresenta uma ação concluída.
- B) “Recebia” está no pretérito imperfeito e expressa uma ação habitual no passado; “recebeu” está no pretérito perfeito e apresenta uma ação concluída.
- C) “Recebia” está no pretérito perfeito e apresenta uma ação concluída; “recebeu” está no pretérito imperfeito e indica uma ação habitual.
- D) “Recebia” está no pretérito imperfeito e apresenta uma ação única e concluída; “recebeu” está no pretérito perfeito e indica uma ação habitual.
- E) “Recebia” está no presente do indicativo e expressa uma ação habitual; “recebeu” está no pretérito perfeito e apresenta uma ação concluída.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Identifique as formas verbais destacadas. Em A, aparece “recebia”; em B, aparece “recebeu”.
- Classifique “recebia”. A terminação -ia no verbo receber indica o pretérito imperfeito do indicativo, tempo usado para ações que se repetiam, se prolongavam ou eram habituais no passado. Por isso, “a estação recebia viajantes todos os dias” descreve um hábito.
- Classifique “recebeu”. A forma com -eu é o pretérito perfeito do indicativo, usado para ações pontuais e concluídas no passado. Em “a estação recebeu viajantes durante a inauguração”, a ação aconteceu em um momento específico e terminou.
- Compare o sentido. Imperfeito (recebia) sugere ação habitual, contínua ou repetida; perfeito (recebeu) sugere ação concluída e delimitada. Logo, a alternativa correta é a B.
- Por que as outras estão erradas. A: “recebia” não é mais-que-perfeito, pois esse tempo se forma com ter/haver no passado e o particípio, como em “tinha recebido”. C: os tempos estão trocados, pois “recebia” é imperfeito e “recebeu” é perfeito. D: as características foram invertidas, já que o imperfeito indica ação habitual e o perfeito indica ação concluída. E: “recebia” não está no presente do indicativo, que seria “recebe”.
💡 Dica: Observe se a ação se repetia no passado ou ocorreu como fato concluído.
Alternativa por alternativa
O aluno confunde a terminação -ia com o mais-que-perfeito, tempo que exige auxiliar (tinha/havia) mais particípio, e associa a ação anterior a uma ordenação temporal que a frase não apresenta.
A desinência verbal distingue os tempos: o imperfeito indica continuidade ou hábito passado, enquanto o perfeito apresenta a ação como encerrada.
O aluno inverte os nomes dos tempos verbais e dos sentidos, classificando -ia como perfeito e -eu como imperfeito, o que mostra confusão entre as desinências dos tempos do passado.
Por que engana: Confundir os nomes dos tempos verbais ou atribuir habitualidade ao pretérito perfeito.
O aluno sabe os nomes dos tempos, mas inverte as características: associa o imperfeito a ação única e concluída e o perfeito a ação habitual, quando ocorre o contrário.
O aluno identifica corretamente o sentido habitual de “recebia”, mas interpreta a terminação -ia como presente do indicativo, confundindo-a com a forma “recebe”.
Raio-X da questão
Pretérito imperfeito e pretérito perfeito do indicativo.
Distinguir pretérito
Identificação de verbos e de suas formas flexionadas. · Reconhecimento de referências temporais e de ações habituais ou pontuais.
Valores de habitualidade e conclusão expressos pelos tempos verbais.
Confundir os nomes dos tempos verbais ou atribuir habitualidade ao pretérito perfeito.
Contexto cotidiano s
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