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História9º anoBNCC EF09HI06Difícil⏱ 3 a 4 minu

Em 1942, uma costureira do Rio de Janeiro, após ser demitida sem receber os salários atrasados, entrou com uma…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EF09HI06

Identificar e discutir o papel do trabalhismo como força política, social e cultural no Brasil, em diferentes escalas (nacional, regional, cidade, comunidade).

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Em 1942, uma costureira do Rio de Janeiro, após ser demitida sem receber os salários atrasados, entrou com uma reclamação na Justiça do Trabalho recém-criada. Alegava que havia trabalhado horas extras sem receber adicional e não tinha registro em carteira. A Justiça convocou o antigo empregador, ouviu ambas as partes e definiu que ele deveria pagar os valores devidos e registrar o período trabalhado. Naquele período, a mediação nesses conflitos era vista como expressão ativa do Estado sobre as relações de trabalho, indo além da livre negociação direta entre patrões e empregados. Com base na situação apresentada, explique como a atuação da Justiça do Trabalho, ao mediar conflitos como o relato da costureira em 1942, expressava a intervenção estatal nas relações entre capital e trabalho durante a Era Vargas.

  1. A) A Justiça do Trabalho apenas solucionava disputas pontuais, sem interferir diretamente nas relações entre patrões e empregados, atuando de forma neutra.
  2. B) A Justiça do Trabalho foi criada exclusivamente para beneficiar os empresários, ampliando o poder deles sobre os trabalhadores.
  3. C) A atuação da Justiça do Trabalho servia apenas como orientação moral, não tendo força para impor decisões obrigatórias aos empregadores.
  4. D) A principal função da Justiça do Trabalho era permitir que patrões e empregados resolvessem livremente seus desacordos, sem intervenção estatal.
  5. E) A atuação da Justiça do Trabalho demonstrava a intervenção estatal porque garantia que o Estado regulasse os direitos trabalhistas, decidindo sobre questões antes tratadas entre patrões e empregados, e consolidava o controle estatal sobre as relações de trabalho, refletindo o projeto político de Vargas.

✅ Resposta correta: alternativa E

Resolução passo a passo

  1. Identifique o fato central. Uma trabalhadora sem registro em carteira e sem o pagamento de horas extras e salários atrasados recorre à Justiça do Trabalho recém-criada, que convoca o empregador, ouve as partes e determina o pagamento e o registro do período trabalhado. Passo 2: Relacione o caso ao contexto da Era Vargas. Naquele período, o Estado passou a regular as relações entre capital e trabalho por meio de leis e instituições próprias, como a CLT e a Justiça do Trabalho, e não deixou o conflito apenas à negociação direta entre patrão e empregado. Passo 3: Analise a alternativa correta. A alternativa E afirma que a atuação da Justiça do Trabalho demonstrava intervenção estatal, pois garantia a regulação dos direitos trabalhistas e decidia sobre questões antes tratadas somente entre patrões e empregados, consolidando o controle estatal e refletindo o projeto político de Vargas. Isso corresponde exatamente ao que o caso mostra: a decisão veio do Estado e foi impositiva. Passo 4: Analise as alternativas erradas. A) está errada porque a Justiça do Trabalho não era neutra nem apenas pontual; ela impunha decisões sobre as relações de trabalho. B) está errada porque a instituição foi criada para proteger o trabalhador e regular as relações, e não para beneficiar exclusivamente os empresários. C) está errada porque as decisões judiciais tinham força obrigatória, como mostra o caso, em que o antigo empregador foi obrigado a pagar e registrar. D) está errada porque a intervenção estatal era justamente o oposto da livre resolução entre as partes. Conclusão: o gabarito oficial E está correto.

💡 Dica: Relacione a decisão obrigatória da Justiça à intervenção do Estado nas relações trabalhistas.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Conceitual

O aluno acha que a Justiça do Trabalho apenas resolvia casos isolados sem alterar a relação entre patrões e empregados, como se fosse um árbitro totalmente neutro e sem efeito sobre a estrutura do trabalho.

B Erradaerro: Conceitual

O aluno associa a Justiça do Trabalho a uma instituição voltada aos interesses dos empresários, desconsiderando que ela foi criada para proteger direitos trabalhistas e corrigir abusos contra os trabalhadores.

C Erradaerro: Interpretação

O aluno entende que a Justiça do Trabalho apenas aconselhava moralmente, sem poder de impor sentenças, ignorando que o caso mostra a obrigação de pagar valores e registrar o trabalhador.

D Erradaerro: Interpretaçãoa que mais engana

O aluno confunde a ideia de mediação com a ausência total de Estado, imaginando que a Justiça do Trabalho existia para deixar patrões e empregados resolverem tudo livremente, quando o texto destaca justamente a atuação estatal além da negociação direta.

Por que engana: Confundir a mediação estatal com neutralidade ou livre negociação entre patrões e empregados.

E Correta

A resposta considera o papel mediador da Justiça do Trabalho como instrumento do Estado que regula e intervém nas relações trabalhistas, afastando a autonomia total das partes e reforçando o controle estatal, como foi característico da Era Vargas.

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Bloom Analisar
Leitura Médio
Discriminação Baixo
Peso pedagógico Médio
Autonomia do enunciado Alta; apresenta cont
Cobertura da habilidade Aborda a r
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ Questão objetiva con🧩 Verificar compreensã
🎯 Conceito central

Intervenção estatal nas relações entre capital e trabalho.

📌 Objetivo

Identificar o papel

🧱 Pré-requisitos

Características políticas da Era Vargas. · Noções de direitos trabalhistas e relações de trabalho.

📚 Reveja

Trabalhismo e corporativismo na Era Vargas.

⚠️ Erro mais comum

Confundir a mediação estatal com neutralidade ou livre negociação entre patrões e empregados.

🌎 Tema transversal

Trabalho, direitos sociais e cidadania.

🤝 Socioemocional

Cidadania e responsabilidade social.

🏫 Contexto

Era Vargas, direitos

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