Durante uma audiência pública fictícia, discutiu-se a instalação de emissores sonoros em uma passagem de metrô…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e debater situações controversas sobre a aplicação de conhecimentos da área de Ciências da Natureza (tais como tecnologias do DNA, tratamentos com células-tronco, neurotecnologias, produção de tecnologias de defesa, estratégias de controle de pragas, entre outros), com base em argumentos consistentes, legais, éticos e responsáveis, distinguindo diferentes pontos de vista.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante uma audiência pública fictícia, discutiu-se a instalação de emissores sonoros em uma passagem de metrô para afastar pessoas durante a madrugada. A empresa afirmou que o aparelho, operando a f=25 kHz, não seria ouvido e, portanto, não produziria exposição física relevante. Um técnico mediu intensidade de 0,20 W/m^2 a 2,0 m do emissor, no vão central da passagem. O local, porém, possui paredes revestidas e colunas metálicas. Para uma fonte pontual em campo livre, vale I=P/(4 pi r^2). No ar, a velocidade do som pode ser tomada como v=340 m/s, e lambda=v/f. Os moradores solicitaram que a decisão considerasse os dados físicos, além da afirmação comercial. Interprete os dados do texto para definir a conclusão que deve orientar o debate sobre a instalação proposta.
- A) A proposta deve aceitar a ausência de exposição, pois o comprimento de onda calculado é menor que 2 cm.
- B) A proposta deve considerar o aparelho inofensivo, pois frequências acima de 20 kHz não transportam energia pelo ar.
- C) A proposta deve exigir medições independentes em vários pontos, pois frequência acima de 20 kHz não implica ausência de transferência de energia.
- D) A proposta deve prever intensidade de 0,050 W/m^2 a 8,0 m, pois a intensidade diminui linearmente com a distância.
- E) A proposta deve dispensar avaliação fora do eixo, pois ondas de 25 kHz não sofrem reflexão em paredes e colunas.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Calcule o comprimento de onda: lambda = v/f = 340 / 25000 = 0,0136 m, ou seja, cerca de 1,36 cm. Esse valor é apenas uma informação sobre a onda, e não decide se há exposição. Passo 2: Calcule a potência do emissor a partir da medição a 2,0 m: P = I x 4 pi r^2 = 0,20 x 4 pi x 4 = 3,2 pi, aproximadamente 10 W. Passo 3: Calcule a intensidade a 8,0 m com a mesma potência: I = P / (4 pi x 64) = 0,20 x 4 / 64 = 0,0125 W/m^2. Passo 4: Compare com o enunciado. A intensidade cai com o quadrado da distância, e não linearmente. Passo 5: Conclua que o fato de a frequência ser maior que 20 kHz torna o som inaudível, mas não elimina a transferência de energia. O aparelho continua emitindo energia que pode ser absorvida pelo corpo. Além disso, as paredes revestidas e as colunas metálicas podem refletir a onda e criar regiões com intensidades diferentes do vão central. Por isso, a decisão deve se basear em medições independentes em vários pontos, e não apenas na afirmação da empresa. Passo 6: Justificativas para as alternativas erradas: A) o comprimento de onda menor que 2 cm não prova ausência de exposição, pois a energia continua sendo transportada; B) frequências acima de 20 kHz transportam energia pelo ar, apenas não são audíveis; D) a intensidade não diminui linearmente, e o valor correto a 8,0 m é 0,0125 W/m^2; E) reflexões ocorrem em paredes e colunas independentemente da frequência, portanto a avaliação fora do eixo é necessária.
💡 Dica: Analise os dados físicos e aplique a fórmula da intensidade para avaliar a exposição sonora.
Alternativa por alternativa
O aluno calcula corretamente o comprimento de onda, mas acredita que ondas de pequeno comprimento não transportam energia relevante, confundindo audibilidade com exposição física.
O aluno acredita que, por ser inaudível, o ultrassom não transporta energia pelo ar, confundindo a percepção humana com a existência física da onda.
A frequência de 25 kHz não anula a energia sonora. A intensidade diminui com a distância em campo livre, mas paredes e colunas podem alterar sua distribuição.
O aluno supõe que a intensidade diminui linearmente com a distância e não usa a lei do inverso do quadrado, o que leva a um valor errado de 0,050 W/m^2 a 8,0 m.
O aluno pensa que ondas de alta frequência não sofrem reflexão em superfícies comuns, quando na verdade reflexões ocorrem independentemente da frequência e alteram a distribuição de intensidade.
Raio-X da questão
intensidade sonora e frequencia
diagnostico
intensidade sonora · frequencia e comprimento de onda
estude intensidade sonora, frequencia e propagação do som
Confundir frequência ultrassônica com ausência de impacto físico ou ignorar a influência do ambiente na propagação do som.
pensamento_critico
cotidiano
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