Em 1822, enquanto notícias sobre a separação entre Brasil e Portugal circulavam, uma vila do interior recebeu…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Discutir as razões da passagem do mercantilismo para o capitalismo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em 1822, enquanto notícias sobre a separação entre Brasil e Portugal circulavam, uma vila do interior recebeu um folheto impresso trazido por tropeiros. O texto defendia mudanças no governo. Como muitas pessoas não sabiam ler, o escrivão da Câmara leu o folheto em voz alta na praça. Depois da leitura, moradores concordaram, discordaram e lembraram notícias ouvidas de viajantes. Na mesma época, um comerciante trocou cartas manuscritas com seu parceiro de negócios em outra cidade. Essas cartas eram entregues a pessoas determinadas e tratavam de preços e encomendas. Perto da igreja, também havia um aviso oficial afixado para quem passasse pelo local. Analise as formas de circulação das mensagens descritas e identifique a interpretação que explica como a leitura pública alterava o significado social do folheto impresso.
- A) A leitura coletiva transformava o folheto em debate político público, enquanto a carta mantinha a troca entre destinatários.
- B) A leitura coletiva transformava o folheto em mensagem mais rápida que os tropeiros, enquanto a carta dispensava entrega.
- C) A leitura coletiva transformava o folheto em ordem aceita por todos, enquanto a carta anulava opiniões diferentes.
- D) A leitura coletiva transformava o folheto em cópia manuscrita, enquanto a carta deixava de circular.
- E) A leitura coletiva transformava o folheto em comunicação privada, enquanto a carta se tornava debate público.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve três formas de circulação de mensagens: o folheto impresso, que chegou por tropeiros e foi lido em voz alta na praça para quem não sabia ler; as cartas manuscritas, entregues a destinatários determinados e tratando de preços e encomendas; e o aviso oficial afixado perto da igreja, voltado a quem passasse.
- Pergunta-se como a leitura pública alterava o significado social do folheto. Ao ser lido em voz alta na praça, o texto deixou de ser um material restrito a quem sabia ler e passou a ser ouvido coletivamente. Isso gerou concordâncias, discordâncias e a lembrança de notícias de viajantes, ou seja, o conteúdo político virou assunto de discussão pública.
- A carta, por sua vez, mantinha a troca restrita a dois interlocutores, com temas comerciais privados. Assim, a alternativa A relaciona corretamente a leitura coletiva com o debate político público e a carta com a troca entre destinatários.
- Por que as outras estão erradas:
- B) A leitura não tornava o folheto mais rápido que os tropeiros, e a carta não dispensava entrega, pois era justamente entregue a destinatários.
- C) A leitura coletiva não gerava uma ordem aceita por todos, já que o texto provocou opiniões divergentes, e a carta não anulava opiniões.
- D) A leitura não transformava o folheto em cópia manuscrita, e a carta continuava circulando entre os parceiros.
- E) A leitura pública fazia o oposto: tornava o conteúdo coletivo, não privado, e a carta era justamente comunicação privada, não debate público.
- Conclusão: a alternativa correta é a A, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Compare o público, os destinatários e os usos de cada forma de comunicação.
Alternativa por alternativa
Correta. A leitura em voz alta ampliava o acesso ao impresso e favorecia conversas políticas, diferentemente da carta dirigida a pessoas específicas.
O aluno acredita que a leitura pública tinha a função de acelerar a notícia e que a carta dispensava a entrega, confundindo velocidade de transmissão com alteração do significado social.
O aluno supõe que a leitura em voz alta produzia consenso geral e que a carta eliminava divergências, ignorando que o enunciado registra concordâncias e discordâncias após a leitura.
Por que engana: Confundir a leitura coletiva com uma mudança física do folheto ou presumir que todos aceitavam seu conteúdo, sem perceber que a leitura em praça ampliava sua dimensão pública e favorecia o debate.
O aluno confunde a leitura pública com a produção de cópias manuscritas e entende que a carta deixava de circular, quando o texto diz que as cartas eram trocadas e entregues.
O aluno inverte os sentidos: entende que a leitura na praça tornava o folheto privado e que a carta virava debate público, quando ocorre exatamente o contrário.
Raio-X da questão
circulação de ideias políticas
avaliacao
formas de comunicação histórica · Independência do Brasil
Revise como impressos, leitura pública e correspondência participavam da comunicação no Brasil do século XIX.
Confundir a leitura coletiva com uma mudança física do folheto ou presumir que todos aceitavam seu conteúdo, sem perceber que a leitura em praça ampliava sua dimensão pública e favorecia o debate.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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