Cartas enviadas de Caracas a jornais sul-americanos, em 1895, comentavam uma disputa de fronteira entre a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Caracterizar e contextualizar aspectos das relações entre os Estados Unidos da América e a América Latina no século XIX.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Cartas enviadas de Caracas a jornais sul-americanos, em 1895, comentavam uma disputa de fronteira entre a Venezuela e a Guiana Britânica. O governo britânico controlava a Guiana e defendia uma linha de limite mais extensa do que a aceita pelos venezuelanos. Embora os Estados Unidos não fossem parte da disputa territorial, seu secretário de Estado enviou uma mensagem ao Reino Unido afirmando que o caso interessava a todo o continente. Depois da pressão diplomática estadunidense, os governos aceitaram submeter o conflito a uma arbitragem internacional. A decisão, tomada anos depois, favoreceu em grande medida a posição britânica. Interprete a atuação dos Estados Unidos no episódio e identifique a orientação de sua política em relação à América Latina no século XIX.
- A) Defender a ampliação do controle territorial britânico sobre a Venezuela.
- B) Garantir participação igualitária dos países americanos nas decisões internacionais.
- C) Recusar envolvimento dos Estados Unidos em conflitos ocorridos fora de seu território.
- D) Restaurar o domínio político europeu sobre os países latino-americanos.
- E) Afirmar um papel de liderança dos Estados Unidos nos assuntos do continente.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto descreve a crise de 1895 entre Venezuela e Guiana Britânica. Os Estados Unidos não eram parte da disputa, mas o secretário de Estado enviou uma mensagem dizendo que o caso interessava a todo o continente, o que mostra que se colocaram como árbitros e defensores dos interesses americanos. Passo 2: Esse gesto é conhecido como Corolário Olney, uma ampliação da Doutrina Monroe (1823), que passou a afirmar que os Estados Unidos tinham direito de intervir em disputas do hemisfério para impedir a interferência europeia. Passo 3: A orientação dessa política é a de liderança e tutela norte-americana sobre o continente, expressa na fórmula 'a América para os americanos', em que os EUA se apresentam como potência dominante do hemisfério. Passo 4: A alternativa E é a única que traduz essa orientação: afirmar um papel de liderança dos Estados Unidos nos assuntos do continente. Passo 5: A alternativa A está errada porque os EUA pressionaram contra a expansão britânica na região, não a favoreceram por princípio, embora o resultado final de 1899 tenha beneficiado o Reino Unido. Passo 6: A alternativa B está errada porque a atuação foi unilateral e hegemônica, não de igualdade entre os países americanos. Passo 7: A alternativa C está errada porque os EUA se envolveram justamente num conflito fora de seu território, o que contradiz a recusa de envolvimento. Passo 8: A alternativa D está errada porque a política norte-americana buscava afastar a presença política europeia do continente, não restaurá-la. Passo 9: Observação sobre o gabarito: a questão afirma que a arbitragem favoreceu grandemente a posição britânica, o que é consistente com o desfecho histórico de 1899, sem contradição com a resposta E.
💡 Dica: Analise o papel dos EUA na disputa e relacione com sua política externa no século XIX.
Alternativa por alternativa
O aluno pode supor que, por a decisão final ter favorecido o Reino Unido, os EUA apoiavam a expansão territorial britânica. Ele confunde o resultado da arbitragem com a intenção da política norte-americana, que pressionava pela solução arbitrada.
O aluno pode associar a participação dos EUA na mediação a um princípio de igualdade entre as nações americanas, ignorando o caráter unilateral da mensagem do secretário de Estado. Ele não percebe que a iniciativa partiu de uma potência que se arrogava o direito de falar pelo continente.
O aluno pode entender que, por os EUA não serem parte da disputa, a política de não envolvimento seria a orientação correta. Ele desconsidera que o envolvimento em conflitos externos ao território era justamente o que a mensagem de 1895 expressava.
O aluno pode confundir a Doutrina Monroe, que rejeitava a colonização europeia, com uma aceitação da tutela europeia sobre a América Latina. Ele inverte o sentido da política norte-americana, lendo a pressão contra a Grã-Bretanha como uma reabilitação do domínio europeu.
Correta. A pressão sobre o Reino Unido, mesmo sem os EUA serem parte da fronteira, indica a pretensão de conduzir questões hemisféricas.
Raio-X da questão
política externa dos EUA no século XIX
diagnostico
Doutrina Monroe · relações internacionais no século XIX
estude a Doutrina Monroe e a política dos EUA na América Latina no século XIX
Confundir a atuação dos EUA como neutra ou favorável à Venezuela, ignorando sua política de influência na América Latina.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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