— Quem vai ser o varredor da rodoviária hoje? — perguntou a mediadora do grupo de teatro. Na história…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Quem vai ser o varredor da rodoviária hoje? — perguntou a mediadora do grupo de teatro. Na história inventada pelas crianças, uma viajante perde a mala, o varredor encontra o objeto e um guarda ajuda a procurar a dona. No ensaio, quase todos queriam fazer só a viajante, falando alto e correndo pelo espaço. Quando alguém pegava a vassoura, fazia “caretas” para provocar risos. O grupo tinha poucos materiais: uma caixa de papelão, um lenço e a própria vassoura. A mediadora lembrou que a apresentação deveria mostrar o que cada personagem faz e sente na situação, mesmo sem figurinos de verdade, usando o faz de conta para transformar os objetos em outras coisas. Com base no texto, avalie a orientação da mediadora que mais ajuda o grupo a fazer faz de conta, transformar objetos e se colocar no lugar do outro ao encenar a cena.
- A) Orientar o grupo a revezar papéis e usar caixa e lenço como mala e uniforme, mudando voz e gestos de cada personagem.
- B) Orientar o grupo a trazer uma mala e um uniforme verdadeiros para a cena ficar igual à vida real.
- C) Orientar o grupo a exagerar caretas e piadas com a vassoura para a plateia rir mais durante a cena.
- D) Orientar o grupo a manter os papéis fixos e treinar apenas a fala da viajante até ficar bem decorada.
- E) Orientar o grupo a colocar um narrador contando a história inteira, enquanto os outros ficam parados ao fundo.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O texto trata de teatro com faz de conta, em que objetos simples ganham outros significados e os atores precisam compreender o que cada personagem faz e sente. Passo 2: O grupo tem poucos materiais (caixa de papelão, lenço e vassoura) e não tem figurinos de verdade, então a solução que ajuda é usar o faz de conta para transformar esses objetos, como a caixa virando mala e o lenço virando uniforme ou parte de um figurino. Passo 3: Revezar os papéis faz com que todos vivenciem diferentes personagens, o que favorece colocar-se no lugar do outro; mudar voz e gestos ajuda a diferenciar cada personagem na encenação. Passo 4: Por isso a alternativa A é a que mais ajuda o grupo, alinhada à orientação da mediadora. Passo 5: A alternativa B está errada porque contraria o próprio texto, que destaca a falta de figurinos de verdade e o uso do faz de conta. A alternativa C está errada porque foca em caretas para provocar risos, comportamento que o texto critica, sem ajudar na construção dos personagens. A alternativa D está errada porque mantém os papéis fixos e se preocupa só com a fala, impedindo que o grupo se coloque no lugar do outro. A alternativa E está errada porque tira os alunos da ação, deixando-os parados, o que não favorece a encenação das personagens.
💡 Dica: Reflita sobre a orientação da mediadora para entender o uso do faz de conta e a empatia na encenação.
Alternativa por alternativa
Reúne faz de conta (objetos viram outras coisas) e imitação com troca de papéis, favorecendo experimentar o ponto de vista de cada personagem.
O aluno acredita que a encenação fica mais realista e convincente quando se usam objetos reais, como uma mala e um uniforme verdadeiros, ignorando que o teatro usa o faz de conta.
O aluno entende que o humor e as caretas exageradas são o recurso principal para a cena funcionar, confundindo fazer a plateia rir com construir personagens e transformar objetos.
O aluno acredita que decorar a fala da personagem principal basta para a encenação, sem perceber que o texto pede que todos vivenciem diferentes papéis e se coloquem no lugar do outro.
O aluno imagina que um narrador que conta toda a história organiza melhor a cena, sem perceber que os demais integrantes precisariam ficar parados, o que impede a ação dramática e o faz de conta.
Raio-X da questão
faz de conta e empatia na encenação
diagnostico
imaginação e criatividade · expressão corporal básica
Estude como usar a imaginação e se colocar no lugar do outro em teatro.
O aluno pode focar apenas na fala ou na ação física, sem considerar a emoção e a transformação dos objetos.
multiculturalismo
empatia
cotidiano
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