AS QUESTÕES 09 A 22 REFEREM-SE AO LIVRO QUINCAS BORBA, DE MACHADO DE ASSIS (Rio de Janeiro: EdUERJ, 2024)…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
AS QUESTÕES 09 A 22 REFEREM-SE AO LIVRO QUINCAS BORBA, DE MACHADO DE ASSIS (Rio de Janeiro: EdUERJ, 2024), publicado pela primeira vez em 1891. Capítulo I Rubião fitava a enseada – eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade. No primeiro parágrafo do romance, o personagem manifesta uma percepção do mundo que revela uma postura de: (UERJ 2025)
- A) idealização da vida urbana
- B) interesse pelo convívio íntimo
- C) busca de respeito profissional
- D) fascínio pela ostentação pessoal
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Leia o trecho com atenção. Rubião olha para as chinelas, a casa, o jardim, a enseada, os morros e o céu, e todos esses elementos entram na mesma 'sensação de propriedade'. Ele compara quem era (professor) com quem é agora (capitalista).
- Identifique o foco da percepção. Para Rubião, o mundo aparece como um conjunto de bens que ele possui. Até a paisagem natural é vista como propriedade, e os objetos (as chinelas de Túnis, presente de um amigo) funcionam como sinais visíveis da nova condição social.
- Relacione isso à alternativa D. A postura é de fascínio pela ostentação pessoal: ele se deleita com a exibição e a posse de bens que marcam seu novo status. Essa é a leitura mais coerente com o trecho, por isso o gabarito D está correto.
- Verifique as outras alternativas. A) está errada porque o trecho não idealiza a vida urbana; Rubião apenas se regozija com o que possui. B) está errada porque não há nenhum interesse por convívio íntimo nesse parágrafo. C) está errada porque a comparação entre professor e capitalista fala de mudança de posição social e riqueza, não de respeito profissional.
- Conclusão: a resposta correta é a alternativa D, que corresponde ao gabarito oficial.
💡 Dica: Analise a descrição do personagem para identificar sua postura.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter associado a contemplação da enseada e da paisagem urbana de Botafogo a uma idealização da vida na cidade, sem perceber que o foco do trecho é a posse.
Por que engana: Confundir a postura do personagem com sentimentos ou intenções não expressas no texto, como idealização ou interesse social.
O aluno pode ter pensado que a imagem de Rubião à janela, de roupão e chinelas, sugere intimidade doméstica e convívio pessoal, sem notar que o narrador destaca bens materiais, não relações afetivas.
O aluno pode ter lido a comparação entre 'professor' e 'capitalista' como uma busca de reconhecimento profissional, confundindo mudança de status econômico com prestígio na carreira.
CORRETA. O personagem manifesta fascínio pela ostentação pessoal ao observar e valorizar seus bens materiais e o ambiente que o cerca, revelando uma postura de exaltação da propriedade e do status.
Raio-X da questão
interpretação de texto literário
diagnostico
interpretação de texto · análise de personagens
estudo de personagens e suas atitudes no texto
Confundir a postura do personagem com sentimentos ou intenções não expressas no texto, como idealização ou interesse social.
pensamento_critico
literario
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