NÃO DEIXEM ACABAR COM OS IANOMÂMIS Ianomâmi. Talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome. Pois saiba que é…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
NÃO DEIXEM ACABAR COM OS IANOMÂMIS Ianomâmi. Talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome. Pois saiba que é o nome genérico de cerca de 8400 brasileiros, gente boa que vive em 203 cabanas, no interior da floresta tropical, bem na fronteira com a Venezuela. Formam 14% da população de Roraima e encontram-se ainda no Amazonas. Os ianomâmis correm no momento um grande risco e estão precisando de você. Cabe a você interessar-se pelo projeto de um grupo de antropólogos, juristas, médicos e jornalistas, que visa a proteger a vida pacífica dos ianomâmis, nos locais que habitam, e dentro do tipo de cultura que é tradicionalmente o deles. Esse projeto, ou anteprojeto, propõe a criação do Parque Indígena Ianomâmi. Essa é a única maneira de salvar a comunidade social e cultural desses homens, mulheres e crianças que desde 1974 vêm sofrendo as consequências do processo de expansão econômica da Amazônia em sua parte negativa, sem se beneficiar com suas possíveis vantagens. A abertura da Perimetral Norte, BR-210, levou àquela região gripe, sarampo, tuberculose, moléstias de pele e doenças venéreas. O garimpo irrompeu como outra modalidade da doença. Em 1978, é a Cia. Vale do Rio Doce que se apresta para extrair a cassiterita, antes explorada ilegalmente pelos garimpeiros. E a Perimetral Norte vai prosseguir, fornecendo espaço à colonização. Topógrafos percorrem o território ianomâmi, demarcando lotes em terras insosfismavelmente pertencentes aos índios. CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Adaptado de Caderno Ilustrado, Folha de S. Paulo, 02/08/1979. Em seu artigo de 1979, o escritor Carlos Drummond de Andrade situa circunstâncias do projeto de criação do Parque Indígena Ianomâmi, no contexto das ações de exploração da Amazônia durante os governos militares (1964-1985). A defesa da criação desse Parque, naquela conjuntura, tinha como objetivo tornar pública a seguinte problemática: (UERJ 2024)
- A) extermínio de povos originários
- B) aviltamento de riquezas naturais
- C) irracionalidade de agentes estatais
- D) lucratividade de empresas privadas
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a problemática que a defesa do Parque Indígena Ianomâmi tornava pública, no contexto da expansão econômica da Amazônia durante os governos militares. Passo 2: O texto de Drummond relata que a abertura da Perimetral Norte levou gripe, sarampo, tuberculose, moléstias de pele e doenças venéreas à região, e que o garimpo foi outra forma de propagação dessa doença. Passo 3: Esses fatos mostram que a expansão econômica ameaça a vida dos ianomâmis a ponto de destruir sua comunidade social e cultural, sem que eles recebam benefício algum. Passo 4: Portanto, a problemática central é o extermínio de povos originários, alternativa A, que é o gabarito. Passo 5: A alternativa B está errada porque o texto menciona a cassiterita e a floresta, mas a preocupação central é com as pessoas, e não com o aproveitamento ou desperdício das riquezas naturais em si. Passo 6: A alternativa C está errada porque o texto critica ações do Estado, como a Perimetral Norte, mas não define a atuação estatal como irracional de modo geral; a questão é o dano aos índios. Passo 7: A alternativa D está errada porque empresas como a Vale do Rio Doce aparecem no texto, mas o foco é o prejuízo causado aos ianomâmis, e não o lucro privado como problema em si.
💡 Dica: Analise o texto para identificar o problema central abordado.
Alternativa por alternativa
CORRETA. O texto destaca o risco de extermínio dos ianomâmis devido à expansão econômica e doenças trazidas por invasores, justificando a necessidade de proteção para evitar o desaparecimento desse povo.
O aluno acha que o problema central é a exploração e o desperdício de recursos naturais, como a cassiterita e a floresta, e não o sofrimento humano descrito no texto.
Por que engana: Confundir a questão principal com temas secundários como exploração econômica ou ações estatais.
O aluno generaliza as críticas ao Estado e conclui que a problemática é a irracionalidade dos agentes estatais, sem perceber que o texto trata do efeito humano dessas ações.
O aluno percebe que empresas como a Vale do Rio Doce são citadas e conclui que a questão é o lucro privado, sem notar que o texto denuncia principalmente o dano aos povos indígenas.
Raio-X da questão
proteção povos indígenas
diagnostico
história dos povos indígenas · contexto da ditadura militar
estudo sobre direitos e ameaças a povos indígenas
Confundir a questão principal com temas secundários como exploração econômica ou ações estatais.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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