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Questões BNCC EM13CHS104
Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
Descrição da habilidade EM13CHS104
Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
Séries
1ª série2ª série3ª sérieENEMFUVESTUELUNESP
Matérias
Sociologia
Assuntos
Cultura: ConceitoDiversidade e Identidade
Unidades temáticas relacionadas
A comunidade e seus registrosAntropologia e CulturaAs formas de registrar as experiências da comunidadeAs pessoas e os grupos que compõem a cidade e o municípioBNCC - HabilidadesNaturezaambientes e qualidade de vidaO Brasil no século XIXO mundo moderno e a conexão entre sociedades africanasamericanas e europeiasO sujeito e seu lugar no mundoRegistros da história: linguagens e culturasTrabalho e formas de organização social e culturalTransformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos
Questões relacionadas a EM13CHS104
Questão 1 · Objetiva
Na manchete acima, da edição de 08/01/2025 do jornal estadunidense New York Post, sugere-se uma convergência entre declarações públicas do presidente recém-eleito Donald Trump e os desdobramentos da doutrina do governo de James Monroe (1817-1825), ao longo do século XIX.
Um elemento central dessa convergência sugerida é a ação estratégica de:
Um elemento central dessa convergência sugerida é a ação estratégica de:
Questão 2 · Objetiva
“Não tínhamos como enterrar os mortos. Os corpos ficavam no pátio da aldeia. O meu avô falava que fugiram dos corpos, porque não tinham como vê-los.” Assim o ancião Paliã Zoró, de 80 anos, descreveu a situação de seu povo nos anos 1980, quando fazendeiros, madeireiros e garimpeiros levaram uma série de doenças, como gripe, sarampo e tuberculose, para o território indígena Zoró, no noroeste do Mato Grosso. Como vivia isolado até pouco tempo antes dessa situação, o povo Zoró pediu ajuda externa para pressionar o governo a regularizar seu território como terra indígena.
Entre as pessoas que acudiram o grupo, estava Eunice Paiva, uma advogada de São Paulo, viúva e mãe de cinco filhos, que se formou aos 47 anos e, desde então, vinha se dedicando à defesa de direitos indígenas. O encontro com ela seria um ponto de virada na história desse povo, depois de quase sofrer extinção. A vida de Eunice é narrada no filme “Ainda estou aqui”, no qual é interpretada pelas atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. O filme ganhou o Oscar 2025 na categoria Melhor Filme Estrangeiro, além de outras premiações.
O caso do povo Zoró, relatado no texto, indica a importância de ações destinadas à demarcação e ao reconhecimento de territórios indígenas, como a efetivada pela advogada Eunice Paiva. Ações como essa têm por propósito promover:
Entre as pessoas que acudiram o grupo, estava Eunice Paiva, uma advogada de São Paulo, viúva e mãe de cinco filhos, que se formou aos 47 anos e, desde então, vinha se dedicando à defesa de direitos indígenas. O encontro com ela seria um ponto de virada na história desse povo, depois de quase sofrer extinção. A vida de Eunice é narrada no filme “Ainda estou aqui”, no qual é interpretada pelas atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. O filme ganhou o Oscar 2025 na categoria Melhor Filme Estrangeiro, além de outras premiações.
O caso do povo Zoró, relatado no texto, indica a importância de ações destinadas à demarcação e ao reconhecimento de territórios indígenas, como a efetivada pela advogada Eunice Paiva. Ações como essa têm por propósito promover:
Questão 3 · Objetiva
Revolta da Chibata
Rebelião ocorrida na Marinha brasileira entre 22 e 27 de novembro de 1910, em protesto contra os castigos físicos que segmentos de baixa patente recebiam. Os amotinados, liderados pelo marinheiro João Cândido Felisberto, apelidado pela imprensa da época de “Almirante Negro”, tiveram suas reivindicações atendidas – a punição com chibatadas foi extinta –, mas uma semana depois quase todos foram presos, mortos ou mandados para seringais na Amazônia.
Na década de 1970, a Revolta da Chibata voltou à baila com “Mestre-sala dos mares”, canção de João Bosco e Aldir Blanc no estilo de samba-enredo, que homenageia João Cândido. A menção, na letra, a seu apelido Almirante Negro foi censurada e substituída por “navegante negro”. Em 22 de novembro de 2007, uma estátua sua foi inaugurada nos jardins do Museu da República, no Palácio do Catete; e, em 24 de julho de 2008, o Diário Oficial da União publicou a lei nº 11.756, que lhe concedeu anistia, mas vetou sua reintegração à Marinha.
A canção “Mestre-sala dos mares”, como abordado no texto, foi uma homenagem a João Cândido Felisberto, um dos líderes sobreviventes da Revolta da Chibata.
Na ótica das autoridades governamentais, a repressão aos amotinados, em 1910, e a censura à letra da canção, em 1970, estão associadas ao seguinte aspecto dessa Revolta:
Rebelião ocorrida na Marinha brasileira entre 22 e 27 de novembro de 1910, em protesto contra os castigos físicos que segmentos de baixa patente recebiam. Os amotinados, liderados pelo marinheiro João Cândido Felisberto, apelidado pela imprensa da época de “Almirante Negro”, tiveram suas reivindicações atendidas – a punição com chibatadas foi extinta –, mas uma semana depois quase todos foram presos, mortos ou mandados para seringais na Amazônia.
Na década de 1970, a Revolta da Chibata voltou à baila com “Mestre-sala dos mares”, canção de João Bosco e Aldir Blanc no estilo de samba-enredo, que homenageia João Cândido. A menção, na letra, a seu apelido Almirante Negro foi censurada e substituída por “navegante negro”. Em 22 de novembro de 2007, uma estátua sua foi inaugurada nos jardins do Museu da República, no Palácio do Catete; e, em 24 de julho de 2008, o Diário Oficial da União publicou a lei nº 11.756, que lhe concedeu anistia, mas vetou sua reintegração à Marinha.
A canção “Mestre-sala dos mares”, como abordado no texto, foi uma homenagem a João Cândido Felisberto, um dos líderes sobreviventes da Revolta da Chibata.
Na ótica das autoridades governamentais, a repressão aos amotinados, em 1910, e a censura à letra da canção, em 1970, estão associadas ao seguinte aspecto dessa Revolta:
Questão 4 · Objetiva
AS LIÇÕES DE POLÍTICA DE STAR WARS
A política dentro do universo de Star Wars é dividida em dois grandes momentos: a República e o Império. Segundo a mitologia da série, a República foi fundada cerca de 20 mil anos antes dos eventos dos filmes. O sistema era formado por representantes dos milhares de planetas da galáxia, dividido nos três Poderes tradicionais: Executivo, Legislativo e Judiciário.
O Legislativo, na República, era o Poder mais significativo e forte. Por meio do Senado Galáctico, decisões sociais e econômicas eram tomadas. O Poder Executivo era comandado pelo Chanceler Supremo, eleito pelo Senado a no máximo dois mandatos de quatro anos e com poderes limitados. O chanceler era somente o chefe de Estado e o mediador oral das sessões no Senado. Por fim, havia o Poder Judiciário, que investigava e julgava crimes.
CESAR GAGLIONI
Adaptado de nexojornal.com.br, 23/11/2021.
Na mitologia da série Star Wars, a organização do poder político na fase da República se aproxima da estrutura encontrada no seguinte modelo:
A política dentro do universo de Star Wars é dividida em dois grandes momentos: a República e o Império. Segundo a mitologia da série, a República foi fundada cerca de 20 mil anos antes dos eventos dos filmes. O sistema era formado por representantes dos milhares de planetas da galáxia, dividido nos três Poderes tradicionais: Executivo, Legislativo e Judiciário.
O Legislativo, na República, era o Poder mais significativo e forte. Por meio do Senado Galáctico, decisões sociais e econômicas eram tomadas. O Poder Executivo era comandado pelo Chanceler Supremo, eleito pelo Senado a no máximo dois mandatos de quatro anos e com poderes limitados. O chanceler era somente o chefe de Estado e o mediador oral das sessões no Senado. Por fim, havia o Poder Judiciário, que investigava e julgava crimes.
CESAR GAGLIONI
Adaptado de nexojornal.com.br, 23/11/2021.
Na mitologia da série Star Wars, a organização do poder político na fase da República se aproxima da estrutura encontrada no seguinte modelo:
Questão 5 · Objetiva
PAÍSES EUROPEUS MEMBROS DA OTAN
[Mapa da Europa destacando países membros da OTAN. Legenda: verde claro - integrados até 1990; amarelo - integrados de 1990 a 2020. Países destacados em amarelo: Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Montenegro, Albânia, Macedônia do Norte. Rússia e Ucrânia aparecem em cinza.]
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi criada em 1949 e, a partir da década de 1990, sofreu um processo de expansão, conforme mostra o mapa. Atualmente, a OTAN possui 31 membros.
No cenário das relações internacionais, essa expansão é decorrente do seguinte contexto:
[Mapa da Europa destacando países membros da OTAN. Legenda: verde claro - integrados até 1990; amarelo - integrados de 1990 a 2020. Países destacados em amarelo: Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Montenegro, Albânia, Macedônia do Norte. Rússia e Ucrânia aparecem em cinza.]
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi criada em 1949 e, a partir da década de 1990, sofreu um processo de expansão, conforme mostra o mapa. Atualmente, a OTAN possui 31 membros.
No cenário das relações internacionais, essa expansão é decorrente do seguinte contexto:
Questão 6 · Objetiva
O MASSACRE DE SOWETO
Em 1974, o governo sul-africano emitiu um decreto exigindo o estudo do africâner nas escolas do país no mesmo nível do inglês. O africâner era língua majoritária entre a minoria branca que controlava o país. Estudantes negros se opuseram. Eles queriam estudar em seu idioma nativo (zulu) e em inglês.
No bairro negro de Soweto, em Joanesburgo, estudantes do Orlando West Institute planejaram uma série de ações contra essa lei, que entrou em vigor em janeiro de 1975. No dia 16 de junho de 1976, cerca de 3 000 manifestantes, entre alunos e professores, começaram a protestar pacificamente. Aos poucos, outras pessoas se juntaram e estima-se que a marcha reuniu cerca de 10000 pessoas (algumas fontes dizem 20000), que percorreram as ruas com faixas e slogans como “Abaixo o africâner” e “Se aprendermos africâner, que Vorster (primeiro-ministro na época) aprenda zulu”.
Os confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes duraram todo o dia. O saldo oficial foi de 23 crianças mortas. Porém, a realidade foi bem diferente, já que o número de mortos chegou a 700 e o de feridos ultrapassou mil. Hector Pieterson, um estudante de 13 anos, foi o primeiro manifestante a cair morto. A fotografia daquele momento, feita pelo fotojornalista Sam Nzima, tornou-se um ícone da luta dos estudantes negros sul-africanos.
CHEMA CABALLERO
Adaptado de elpais.com, 14/06/2016.
O regime de Apartheid na África do Sul instituiu a segregação racial e outras formas de controle social sobre as populações negras.
A obrigatoriedade do ensino de africâner, destacada na reportagem, está relacionada à seguinte estratégia de dominação colonial:
Em 1974, o governo sul-africano emitiu um decreto exigindo o estudo do africâner nas escolas do país no mesmo nível do inglês. O africâner era língua majoritária entre a minoria branca que controlava o país. Estudantes negros se opuseram. Eles queriam estudar em seu idioma nativo (zulu) e em inglês.
No bairro negro de Soweto, em Joanesburgo, estudantes do Orlando West Institute planejaram uma série de ações contra essa lei, que entrou em vigor em janeiro de 1975. No dia 16 de junho de 1976, cerca de 3 000 manifestantes, entre alunos e professores, começaram a protestar pacificamente. Aos poucos, outras pessoas se juntaram e estima-se que a marcha reuniu cerca de 10000 pessoas (algumas fontes dizem 20000), que percorreram as ruas com faixas e slogans como “Abaixo o africâner” e “Se aprendermos africâner, que Vorster (primeiro-ministro na época) aprenda zulu”.
Os confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes duraram todo o dia. O saldo oficial foi de 23 crianças mortas. Porém, a realidade foi bem diferente, já que o número de mortos chegou a 700 e o de feridos ultrapassou mil. Hector Pieterson, um estudante de 13 anos, foi o primeiro manifestante a cair morto. A fotografia daquele momento, feita pelo fotojornalista Sam Nzima, tornou-se um ícone da luta dos estudantes negros sul-africanos.
CHEMA CABALLERO
Adaptado de elpais.com, 14/06/2016.
O regime de Apartheid na África do Sul instituiu a segregação racial e outras formas de controle social sobre as populações negras.
A obrigatoriedade do ensino de africâner, destacada na reportagem, está relacionada à seguinte estratégia de dominação colonial:
Questão 7 · Objetiva
Há quem desdenhe das imagens e das representações visuais. Há quem alegue que elas não passam de “ilustrações” que simplesmente decoram e alegram os ambientes, os jornais, as paredes das casas e dos museus – seriam inocentes. Da minha parte, sou dessas pessoas que vivem tomadas pela potência das imagens e pelo poder que elas têm de revelar e criar valores, ideias, concepções de mundo. Por isso, não raro, viram elas mesmas a própria realidade.
É esse o poder reflexivo das imagens e das obras visuais, pois ao reproduzir um contexto elas acabam, ao fim e ao cabo, por criá-lo. Transformam-se em parte constitutiva da imaginação. Muitas vezes lembramos, ou achamos que lembramos, de um evento a partir e por causa de uma imagem guardada num canto da memória.
É possível dizer que nossa imaginação histórica é feita a partir de imaginários alheios; das construções visuais feitas por outras pessoas com seus interesses, contextos e especificidades.
LILIA SCHWARCZ
Adaptado de nexojornal.com.br, 22/11/2021.
Uma imagem que exemplifica a capacidade de construção da imaginação histórica, conforme enfatizado pela autora, é:
É esse o poder reflexivo das imagens e das obras visuais, pois ao reproduzir um contexto elas acabam, ao fim e ao cabo, por criá-lo. Transformam-se em parte constitutiva da imaginação. Muitas vezes lembramos, ou achamos que lembramos, de um evento a partir e por causa de uma imagem guardada num canto da memória.
É possível dizer que nossa imaginação histórica é feita a partir de imaginários alheios; das construções visuais feitas por outras pessoas com seus interesses, contextos e especificidades.
LILIA SCHWARCZ
Adaptado de nexojornal.com.br, 22/11/2021.
Uma imagem que exemplifica a capacidade de construção da imaginação histórica, conforme enfatizado pela autora, é:
Questão 8 · Objetiva
PARA SEU GOVERNO
ELE DIZ: "NINGUÉM ARREBATA DAS MINHAS MÃOS A BANDEIRA NACIONALISTA"
"PETROBRÁS"
O OURO NEGRO QUE DARÁ A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
memorialdademocracia.com.br
Criada durante o governo de Getúlio Vargas (1950-1954), em um contexto de intensos debates e mobilizações associados à campanha “O petróleo é nosso”, a Petrobras se vinculou, naquela época, à valorização da “bandeira nacionalista”, conforme se observa no cartaz.
No que diz respeito à exploração do petróleo, essa valorização esteve manifesta na seguinte atribuição da empresa:
ELE DIZ: "NINGUÉM ARREBATA DAS MINHAS MÃOS A BANDEIRA NACIONALISTA"
"PETROBRÁS"
O OURO NEGRO QUE DARÁ A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
memorialdademocracia.com.br
Criada durante o governo de Getúlio Vargas (1950-1954), em um contexto de intensos debates e mobilizações associados à campanha “O petróleo é nosso”, a Petrobras se vinculou, naquela época, à valorização da “bandeira nacionalista”, conforme se observa no cartaz.
No que diz respeito à exploração do petróleo, essa valorização esteve manifesta na seguinte atribuição da empresa:
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