GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
HistóriaUERJBNCC EM13CHS101Difícil⏱ medio

[O Morro do Castelo] ouve sempre cochichos suspeitos nos quais um estribilho soa insistente: precisamos…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CHS101

Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

[O Morro do Castelo] ouve sempre cochichos suspeitos nos quais um estribilho soa insistente: precisamos arrasar o Morro do Castelo! Percebe que virou negócio, que o verdadeiro tesouro oculto em suas entranhas não é a imagem de ouro maciço de Santo Inácio, e sim o panamá do arrasamento. Os homens de hoje são negociastas sem alma. Querem dinheiro. Para obtê-lo venderão tudo, venderiam até a alma se a tivessem. Como pode ele, pois, resistir à maré, se suas credenciais – velhice, beleza, pitoresco, historicidade – não são valores de cotação na bolsa? MONTEIRO LOBATO Adaptado de A onda verde. São Paulo: Monteiro Lobato & Cia Editores, 1922. Na administração do engenheiro e prefeito Carlos Sampaio (1920-1922), o Morro do Castelo foi totalmente demolido. A decisão causou muita polêmica, tendo sido criticada por vários intelectuais, como, por exemplo, Monteiro Lobato. De acordo com a crítica de Monteiro Lobato, transcrita acima, o arrasamento do Morro do Castelo expressou a seguinte perspectiva de intervenção urbana: (UERJ 2020)

  1. A) remoção de população pobre
  2. B) saneamento de área degradada
  3. C) desqualificação do passado colonial
  4. D) modernização do transporte público

✅ Resposta correta: alternativa C

Resolução passo a passo

  1. Leia o trecho de Monteiro Lobato. O autor afirma que o verdadeiro tesouro do morro não é a imagem de ouro de Santo Inácio, e sim o negócio do arrasamento, e lista as credenciais do morro: velhice, beleza, pitoresco e historicidade. Ele pergunta como o morro pode resistir se essas qualidades não têm valor de cotação na bolsa.
  2. Identifique o que o texto valoriza. Lobato defende o morro justamente por seu valor histórico e estético, ou seja, por ser um testemunho do passado (velhice, historicidade) e do pitoresco. Assim, a crítica é contra a demolição que apaga esses valores.
  3. Relacione com a alternativa correta. Ao derrubar o morro, a administração de Carlos Sampaio apagou um dos mais antigos núcleos da cidade, ligado ao período colonial. Por isso a alternativa C, desqualificação do passado colonial, expressa a perspectiva de intervenção que Lobato criticava: tratar o passado como algo sem valor, substituível pelo lucro e pela modernização.
  4. Analise as demais alternativas. A: a crítica não fala de moradores pobres nem de remoção de população; o foco é o valor histórico e o interesse financeiro. B: o texto não fala de saneamento nem de área degradada, pois Lobato valoriza o morro, e não sua condição insalubre. D: o texto não menciona transporte público, e a crítica se concentra no patrimônio e na especulação.

💡 Dica: Analise a crítica de Monteiro Lobato sobre o Morro do Castelo e relacione com a perspectiva urbana.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretaçãoa que mais engana

O aluno associa a demolição de morros a remoções de população pobre, algo historicamente real no Rio, mas que não aparece no trecho de Lobato, que fala apenas de valor histórico e negócios.

Por que engana: Confundir a crítica com aspectos sociais ou técnicos, como remoção de população ou saneamento, em vez de reconhecer a crítica à desvalorização do passado colonial.

B Erradaerro: Interpretação

O aluno acha que, por ser uma intervenção urbana, a demolição deve ser sanitária, pensando que o morro era uma área degradada a ser limpa, sem perceber que Lobato o defende.

C Correta

CORRETA. A crítica de Monteiro Lobato aponta para a desqualificação do passado colonial representado pelo Morro do Castelo, que foi demolido em nome de interesses econômicos e modernização, desconsiderando seu valor histórico e cultural.

D Erradaerro: Senso comum

O aluno associa a reforma urbana da década de 1920 à modernização da cidade e pensa que o arrasamento visava melhorar o transporte, sem reconhecer que o texto trata de patrimônio e especulação.

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Leitura medio
Discriminação medio
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 progressao
🎯 Conceito central

intervenção urbana e memória histórica

📌 Objetivo

diagnostico

🧱 Pré-requisitos

história do urbanismo brasileiro

📚 Reveja

estude o impacto das intervenções urbanas no patrimônio histórico e cultural

⚠️ Erro mais comum

Confundir a crítica com aspectos sociais ou técnicos, como remoção de população ou saneamento, em vez de reconhecer a crítica à desvalorização do passado colonial.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

historico

Questões parecidas com resolução

🔎 Procurar outra questão

Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.

Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog

Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.