No último parágrafo (linhas 33 a 35), o autor se refere à plenitude da linguagem poética, fazendo, em seguida…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No último parágrafo (linhas 33 a 35), o autor se refere à plenitude da linguagem poética, fazendo, em seguida, uma descrição que corresponde à linguagem não poética, ou seja, à linguagem referencial. Pela descrição apresentada, a linguagem referencial teria, em sua origem, o seguinte traço fundamental: (UERJ 2012)
- A) o desgaste da intuição
- B) a dissolução da memória
- C) a fragmentação da experiência
- D) o enfraquecimento da percepção
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O enunciado pede o traço fundamental que, segundo o autor, está na origem da linguagem referencial. Essa linguagem é apresentada como o contrário da plenitude da linguagem poética, por isso a resposta deve ser buscada na descrição feita logo após a menção à poesia, nas linhas 33 a 35. Passo 2: Ao descrever a linguagem não poética, o texto caracteriza a referencial como uma linguagem voltada à comunicação prática, que nomeia objetos, ações e fatos do cotidiano. Para isso, ela separa e recorta a realidade em partes isoladas, com funções e rótulos definidos. Passo 3: Essa separação é o que o gabarito chama de fragmentação da experiência. A experiência vivida, que na poesia aparece em sua totalidade e em sua unidade sensível, é dividida em pedaços úteis para a comunicação. Por isso a alternativa C é a correta. Passo 4: Por que as outras estão erradas: A) o desgaste da intuição sugere uma perda de sensibilidade, que não é o traço de origem apontado na descrição da linguagem referencial. B) a dissolução da memória aponta para um apagamento de lembranças, que não corresponde ao processo de recorte e nomeação descrito no texto. D) o enfraquecimento da percepção indica perda de capacidade sensorial, enquanto a descrição trata de uma organização da experiência já percebida, e não de uma falha na percepção. Passo 5: Como conclusão, a origem da linguagem referencial está no recorte da experiência em partes funcionais, o que corresponde à fragmentação indicada na alternativa C.
💡 Dica: Analise o trecho indicado para identificar o traço fundamental da linguagem referencial.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a linguagem referencial a uma perda de sensibilidade e acredita que ela surge porque a intuição se gasta com o uso cotidiano da língua.
Por que engana: Confundir características da linguagem poética com as da linguagem referencial, levando a escolha incorreta da alternativa.
O aluno entende que a linguagem referencial nasce do esquecimento ou do apagamento de lembranças, confundindo a nomeação prática com perda de memória.
CORRETA. A fragmentação da experiência é o traço fundamental da linguagem referencial, que se caracteriza pela objetividade e pela divisão da realidade em partes para comunicação clara.
O aluno supõe que a linguagem referencial decorre de uma falha sensorial, como se o problema estivesse na percepção, e não na forma como a experiência já percebida é organizada.
Raio-X da questão
linguagem poética e referencial
avaliacao
linguagem poética · linguagem referencial
Estude as características da linguagem poética e da linguagem referencial.
Confundir características da linguagem poética com as da linguagem referencial, levando a escolha incorreta da alternativa.
pensamento_critico
literario
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