O que fazer com uma estátua instalada na praça principal há décadas? Em uma audiência pública transmitida pela…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
O que fazer com uma estátua instalada na praça principal há décadas? Em uma audiência pública transmitida pela internet, moradores discutiram um monumento dedicado a um antigo chefe de expedições do período colonial. Representantes indígenas e de comunidades negras lembraram, com base em relatos e documentos citados por um historiador convidado, que essas expedições também capturavam pessoas e atacavam aldeias. Um comerciante afirmou que “mexer nisso é apagar a história”, enquanto uma jovem relatou ter recebido ameaças online após defender a mudança. Ao final, surgiram propostas diferentes: retirar a estátua, manter como está, transferir para um museu, criar uma placa explicativa e desenvolver atividades educativas sobre o tema com participação de grupos atingidos. Com base no texto, identifique a medida que melhor aplica o uso do conhecimento histórico sobre identidades no início do século XXI para enfrentar preconceitos e reduzir violências.
- A) Implementar punições apenas contra quem protesta, priorizando a ordem pública mesmo diante de ameaças e ofensas.
- B) Implementar a decisão restrita a especialistas, sem ouvir grupos envolvidos, para evitar “politização” do tema.
- C) Implementar ações educativas e contextualização crítica, com participação dos grupos atingidos, sobre o passado representado.
- D) Implementar a retirada definitiva do monumento, sem registro público, para evitar conflitos e encerrar o assunto.
- E) Implementar a manutenção do monumento sem explicações, por ser tradição local e não dever ser questionado.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto descreve um debate sobre uma estátua de um antigo chefe de expedições coloniais, que capturavam pessoas e atacavam aldeias, segundo relatos e documentos citados por um historiador. Há conflito entre quem quer manter a memória sem questionamento e quem denuncia violências ligadas ao passado homenageado.
- A pergunta pede a medida que aplique o conhecimento histórico sobre identidades para enfrentar preconceitos e reduzir violências. Isso exige reconhecer que memórias públicas expressam relações de poder e que grupos atingidos (indígenas e comunidades negras) devem ter voz no debate.
- A alternativa C combina contextualização crítica do passado (usando os documentos e relatos apresentados), participação dos grupos atingidos e ação educativa. Isso permite que a história seja compreendida em sua complexidade, sem apagá-la e sem silenciar vítimas.
- Por que as outras estão erradas: A pune quem protesta e ignora ameaças, o que aumenta a violência e a intimidação. B exclui os grupos atingidos, contrariando o princípio de participação e de reconhecimento de identidades. D remove o monumento sem registro, apagando a memória e impedindo a reflexão pública. E mantém o monumento sem explicações, perpetuando a glorificação de violências sob a justificativa de tradição.
- Portanto, o gabarito oficial C está correto, pois é a única medida que une conhecimento histórico, respeito às identidades e combate a preconceitos.
💡 Dica: Analise as propostas considerando o respeito às identidades e o uso do conhecimento histórico para combater preconceitos.
Alternativa por alternativa
O aluno entendeu que a manutenção da ordem pública deve prevalecer sobre a liberdade de expressão e a proteção de quem sofre ameaças, tratando a vítima do conflito como causadora da desordem.
O aluno acredita que questões históricas são técnicas e devem ser decididas só por especialistas, sem perceber que o texto valoriza a participação dos grupos atingidos pelo passado representado.
Articula memória, evidências históricas e pluralidade identitária, enfrentando discursos de ódio sem negar o passado.
O aluno interpretou que resolver o conflito é remover o símbolo e encerrar o assunto, desconsiderando que a remoção sem registro público apaga a memória e impede o debate educativo.
O aluno considerou que tradição local justifica a glorificação de um personagem sem contextualização, ignorando que o conhecimento histórico exige reavaliar símbolos que naturalizam violências.
Por que engana: Escolher alternativas que ignoram a participação dos grupos afetados ou que simplificam o debate histórico, como manter o monumento sem contexto ou retirar sem registro.
Raio-X da questão
uso do conhecimento histórico
avaliacao
identidades culturais e sociais · memória e história crítica
estudo sobre identidades e memória histórica
Escolher alternativas que ignoram a participação dos grupos afetados ou que simplificam o debate histórico, como manter o monumento sem contexto ou retirar sem registro.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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