Circulou em jornais latino-americanos do fim do século XIX uma coluna que comentava uma conferência realizada…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Conhecer as características e os principais pensadores do Pan-americanismo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Circulou em jornais latino-americanos do fim do século XIX uma coluna que comentava uma conferência realizada em Washington, onde representantes das repúblicas americanas discutiam comércio, comunicação e um tribunal para resolver conflitos entre países. O texto elogiava a ideia de cooperação, mas fazia um alerta: quando uma nação muito mais rica e armada se apresenta como “irmã mais velha” do continente, a união pode virar dependência. A coluna defendia que os países ao sul do continente deveriam se conhecer melhor, fortalecer suas próprias instituições e construir acordos entre si sem aceitar tutela externa. Para o autor, a verdadeira união das Américas precisaria respeitar as diferenças e evitar que uma potência falasse em nome de todas. (Coluna de jornal fictícia, inspirada em debates do período.) Interprete o texto e conclua qual pensador do pan-americanismo está mais associado ao alerta contra a “união” que encobre a dominação de uma potência sobre as demais.
- A) As ideias expressas se aproximam do pensamento de James G. Blaine.
- B) As ideias expressas se aproximam do pensamento de James Monroe.
- C) As ideias expressas se aproximam do pensamento de Theodore Roosevelt.
- D) As ideias expressas se aproximam do pensamento de Simón Bolívar.
- E) As ideias expressas se aproximam do pensamento de José Martí.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto trata da Conferência Internacional Americana de Washington (1889-1890), organizada sob forte influência dos Estados Unidos, que propunha união comercial, comunicação e um tribunal arbitral entre as repúblicas americanas. Passo 2: A coluna não rejeita a cooperação, mas desconfia de uma união liderada por uma potência mais rica e armada, que se apresenta como 'irmã mais velha' e pode transformar a união em dependência. Passo 3: O autor defende que os países latino-americanos se conheçam melhor, fortaleçam suas instituições e façam acordos entre si, sem tutela externa, respeitando as diferenças. Passo 4: Essa crítica corresponde ao pensamento de José Martí, que, em textos como Nossa América (1891) e em suas crônicas sobre a Conferência de Washington, denunciou o pan-americanismo imperialista e defendeu a autonomia e a unidade de baseada no respeito à identidade latino-americana. Passo 5: A alternativa A está errada porque Blaine foi justamente o articulador da conferência e defensor da liderança norte-americana, ou seja, era o promotor da ideia criticada, e não seu crítico. Passo 6: A alternativa B está errada porque Monroe formulou em 1823 a doutrina 'a América para os americanos', base da política de intervenção dos EUA, e não um alerta contra essa dominação. Passo 7: A alternativa C está errada porque Theodore Roosevelt, com o Corolário de 1904 e a política do 'big stick', representou a própria prática intervencionista que o texto denuncia. Passo 8: A alternativa D está errada porque Bolívar defendia a união dos povos hispano-americanos, como no Congresso do Panamá (1826), mas não formulou especificamente o alerta contra um pan-americanismo dominado por uma potência. Passo 9: Conclusão: o alerta contra a união que encobre a dominação é de José Martí, alternativa E, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise o texto e relacione as ideias com os pensadores do pan-americanismo.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter associado a conferência de Washington ao seu principal articulador, Blaine, e concluído que ele seria o autor do alerta, sem perceber que o texto critica a iniciativa e não quem a promoveu.
Por que engana: Confundir os pensadores do pan-americanismo e suas posições sobre a influência dos EUA na América Latina.
O aluno pode ter confundido a ideia de 'América para os americanos' com uma defesa da união continental, ignorando que a Doutrina Monroe serviu de base para a intervenção dos EUA na região.
O aluno pode ter associado a ideia de liderança dos Estados Unidos sobre o continente a Roosevelt, sem notar que o texto critica justamente essa postura de potência que fala em nome de todos e que Roosevelt praticou.
O aluno pode ter se deixado levar pela palavra 'união' e pela ideia de integração latino-americana, associadas a Bolívar, sem perceber que o texto alerta contra uma união dominada por uma potência externa.
O texto critica a tutela de uma potência e defende autonomia e união latino-americana, traços do pan-americanismo anti-imperialista de Martí.
Raio-X da questão
pan-americanismo e dominação
diagnostico
pan-americanismo histórico
Estude os principais pensadores do pan-americanismo e suas ideias sobre união e dominação.
Confundir os pensadores do pan-americanismo e suas posições sobre a influência dos EUA na América Latina.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
Questões parecidas com resolução
- No final do século XIX, lideranças de países nas Américas convocaram conferências para fortalecer laços políticos e…
- No fim do século XIX, jornais de várias capitais americanas comentaram uma reunião diplomática em Washington. Os…
- Trecho de relatório diplomático fictício: Durante a Primeira Conferência Internacional Americana de Washington…
- No fim do século XIX, diplomatas e jornalistas discutiam a ideia de aproximar os países do continente americano. Em…
- Ao folhear o registro de uma conferência internacional ocorrida em 1889, um pesquisador deparou-se com trechos em que…
- Em um debate realizado durante a I Conferência Internacional Americana de 1889, delegados trocaram opiniões sobre o…
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
