Por que, em meados do século XX, regiões brasileiras exibiam disparidades marcantes no emprego industrial e na…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que, em meados do século XX, regiões brasileiras exibiam disparidades marcantes no emprego industrial e na renda média? Pesquisa histórica do Instituto Nacional de Estatística mostra que, em 1950, a indústria concentrava 60% dos empregos formais em São Paulo, enquanto estados nordestinos respondiam por 15%. Em 1970, essa concentração subiu para 75% no Sudeste e manteve-se em 12% no Nordeste. No mesmo período, a participação feminina na produção industrial passou de 18% para 35% no Sudeste, mas de 10% para 14% no Nordeste. Além disso, a renda média real mensal cresceu de 200 para 250 cruzeiros no Sudeste e de 120 para 132 cruzeiros no Nordeste entre 1950 e 1970. Esses indicadores sugerem continuidade e aprofundamento de desigualdades regionais e de gênero. A partir do texto, analise de que modo as transformações nos indicadores de emprego e renda revelam e aprofundam processos de estratificação social regional e de gênero no Brasil entre 1950 e 1970.
- A) A concentração de empregos industriais e o aumento salarial mais intenso na região Sudeste em relação ao Nordeste.
- B) A migração de mão de obra do Nordeste para o Sudeste, promovendo a equalização das oportunidades de emprego.
- C) A redução das disparidades salariais de gênero na indústria brasileira entre 1950 e 1970.
- D) A igualdade na distribuição de postos de trabalho industriais e de renda entre Sudeste e Nordeste.
- E) A crescente participação feminina no setor manufatureiro nordestino, equiparada à observada no Sudeste.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Os dados do enunciado mostram que a concentração de empregos industriais formais cresceu no Sudeste, de 60% em 1950 para 75% em 1970, enquanto no Nordeste caiu de 15% para 12%. Passo 2: A renda média real no Sudeste subiu de 200 para 250 cruzeiros, cerca de 25%, e no Nordeste subiu de 120 para 132 cruzeiros, cerca de 10%. Ou seja, o ganho de renda foi mais intenso no Sudeste, o que confirma a alternativa A. Passo 3: O enunciado pede como esses indicadores revelam e aprofundam a estratificação social regional e de gênero. A alternativa A descreve exatamente esse processo: a concentração industrial e o crescimento salarial desigual ampliam a distância entre as regiões. Passo 4: A alternativa B está errada porque o texto não menciona migração, e os dados mostram concentração, não equalização das oportunidades. Passo 5: A alternativa C está errada porque o texto trata da participação feminina na produção industrial, não de salários por gênero, e não há indicação de redução de disparidades. Passo 6: A alternativa D está errada porque os números mostram desigualdade crescente entre Sudeste e Nordeste, não igualdade. Passo 7: A alternativa E está errada porque a participação feminina no Nordeste chegou a apenas 14%, bem abaixo dos 35% do Sudeste em 1970. Passo 8: Conclusão: a alternativa correta é a A, em concordância com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise os dados e relacione-os às desigualdades regionais e de gênero.
Alternativa por alternativa
Dados mostram crescimento de 60% para 75% nos empregos e de 200 para 250 cruzeiros no Sudeste contra 15%–12% e 120–132 no Nordeste, aprofundando desigualdades.
Supõe que a migração de trabalhadores nordestinos para o Sudeste teria reduzido as diferenças de oportunidades, quando o texto mostra que a concentração industrial no Sudeste aumentou.
Por que engana: Confundir aumento de participação com equalização das oportunidades ou interpretar dados de forma literal sem considerar o contexto social.
Interpreta a melhora na participação feminina na indústria como redução da desigualdade salarial de gênero, sem que o texto traga dados de salários por sexo; além disso, a diferença regional de participação feminina se manteve.
Confunde o crescimento de indicadores em ambas as regiões com igualdade entre elas, ignorando que as diferenças absolutas e relativas se ampliaram a favor do Sudeste.
Lê os percentuais de forma imprecisa e acredita que o avanço feminino no Nordeste, de 10% para 14%, teria alcançado o patamar do Sudeste, que chegou a 35%.
Raio-X da questão
desigualdades regionais e de gênero
avaliacao
história econômica do Brasil · desigualdade social e regional
processos de estratificação social e desigualdade regional e de gênero
Confundir aumento de participação com equalização das oportunidades ou interpretar dados de forma literal sem considerar o contexto social.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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