Diálogo entre mercadores portugueses no início do século XVI: — Desde que Sua Majestade instituiu feitorias na…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Caracterizar a ação dos europeus e suas lógicas mercantis visando ao domínio no mundo atlântico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Diálogo entre mercadores portugueses no início do século XVI: — Desde que Sua Majestade instituiu feitorias na costa, só podemos vender aos oficiais da Coroa. Antes, trocávamos pau-brasil diretamente com indígenas e outros mercadores livres. Agora, todas as cargas passam por armazéns reais, que regulam preços e quantidades. — A intenção é garantir que o ouro vermelho só abasteça o mercado lisboeta com impostos em favor do Reino. Assim, Portugal domina esse comércio no Atlântico. Analise o texto-base e identifique qual estratégia mercantil adotada pelos portugueses tinha o objetivo de assegurar o controle real sobre o comércio do pau-brasil.
- A) Permissão para que proprietários de capitanias hereditárias vendessem o pau-brasil independentemente da Coroa.
- B) Implementação de taxas internas apenas sobre os produtos manufaturados na metrópole.
- C) Criação de feitorias costeiras controladas pela Coroa para gerenciar a extração e o escoamento do pau-brasil.
- D) Estimulo à livre troca direta entre indígenas e mercadores estrangeiros sem mediação oficial.
- E) Concessão de licenças de exportação às companhias comerciais holandesas com tarifas reduzidas.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto descreve a passagem de um comércio livre, em que mercadores trocavam pau-brasil diretamente com indígenas e outros mercadores, para um sistema em que toda a carga passa por armazéns reais, com preços e quantidades regulados pela Coroa.
- O próprio diálogo indica a finalidade dessa medida: garantir que o pau-brasil abasteça o mercado de Lisboa com impostos em favor do Reino e que Portugal domine esse comércio no Atlântico.
- A alternativa C descreve exatamente essa estratégia: as feitorias costeiras, controladas pela Coroa, gerenciavam a extração e o escoamento do produto, retirando da iniciativa privada o controle da venda.
- A alternativa A está errada, pois as capitanias hereditárias pertenciam a donatários que dependiam da Coroa e o texto fala justamente em vendas obrigatórias aos oficiais reais, não em vendas independentes.
- A alternativa B está errada, pois o texto trata do comércio do pau-brasil, um produto extrativo colonial, e não de taxas sobre manufaturados metropolitanos.
- A alternativa D está errada, pois é justamente o oposto do que o texto descreve: a troca direta com indígenas e mercadores livres foi substituída pela mediação oficial.
- A alternativa E está errada, pois as companhias holandesas não eram as responsáveis pelo controle português do pau-brasil e o texto não menciona licenças a estrangeiros.
- Conclusão: a alternativa correta é a C, coincidindo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Leia atentamente o diálogo e relacione com as estratégias mercantis portuguesas no século XVI.
Alternativa por alternativa
O aluno pode imaginar que, como as capitanias eram concedidas a particulares, esses donatários tinham liberdade para comercializar o pau-brasil sem a Coroa, ignorando o controle real descrito no texto.
Por que engana: Confundir livre comércio com controle estatal ou não relacionar feitorias ao controle da Coroa.
O aluno pode associar o controle comercial a impostos internos sobre produtos da metrópole, sem perceber que o texto trata da regulação da extração e venda do pau-brasil na colônia.
O texto menciona feitorias e armazéns reais que regulam preços e quantidades, caracterizando o monopólio mercantil da Coroa.
O aluno pode ter lido apenas a menção à troca com indígenas e mercadores e supor que essa seria a estratégia da Coroa, sem notar que o texto diz que essa troca foi substituída pela venda obrigatória aos oficiais reais.
O aluno pode confundir o controle português com a atuação de companhias holandesas no comércio atlântico, supondo que a Coroa concedia licenças a estrangeiros para dominar o comércio.
Raio-X da questão
controle real do comércio
avaliacao
mercantilismo europeu · colonialismo português
Estude o sistema de feitorias e o mercantilismo português no século XVI.
Confundir livre comércio com controle estatal ou não relacionar feitorias ao controle da Coroa.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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