Documentos do arquivo marítimo de Lisboa indicam que, entre 1750 e 1770, embarcações sob a responsabilidade da…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os mecanismos e as dinâmicas de comércio de escravizados em suas diferentes fases, identificando os agentes responsáveis pelo tráfico e as regiões e zonas africanas de procedência dos escravizados.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Documentos do arquivo marítimo de Lisboa indicam que, entre 1750 e 1770, embarcações sob a responsabilidade da Casa da Guiné realizavam, em média, 15 viagens anuais destinadas ao comércio de pessoas escravizadas. Esses navios partiam do Golfo do Benim após firmar acordos com chefes locais, que forneciam cerca de 2 000 indivíduos por viagem. A coordenação ficava a cargo de intermediários afro-portugueses, que negociavam tanto com os reinos africanos quanto com os armadores portugueses interessados em mão de obra para plantações coloniais. Analise o texto e identifique o agente e a região de origem dos escravizados negociados por meio dessas redes comerciais.
- A) Chefes locais e plantações coloniais
- B) Negociadores afro-portugueses e área do Golfo do Benim
- C) Chefes locais e área de Lisboa
- D) Armadores portugueses e reinos africanos
- E) Armadores portugueses e área de Lisboa
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Identifique o que a questão pede: o agente que realizava a negociação e a região de origem dos escravizados. Passo 2: O texto diz que a coordenação ficava a cargo de intermediários afro-portugueses, que negociavam com os reinos africanos e com os armadores portugueses. Esse é o agente das redes comerciais. Passo 3: O texto diz que os navios partiam do Golfo do Benim após acordos com chefes locais, que forneciam cerca de 2 000 indivíduos por viagem. Logo, a região de origem dos escravizados é o Golfo do Benim. Passo 4: A alternativa B reúne o agente correto (negociadores afro-portugueses) e a região correta (área do Golfo do Benim), e por isso é a resposta. Passo 5: Por que as outras estão erradas: A aponta as plantações coloniais, que são o destino da mão de obra e não a origem; C aponta Lisboa, que é sede administrativa da Casa da Guiné e do arquivo, não região de origem; D aponta os armadores portugueses, que eram os interessados e financiadores, e não os negociadores diretos; E combina armadores e Lisboa, que são ambos ligados à organização do comércio em Portugal, e não à origem dos cativos. Passo 6: Conclusão: o gabarito oficial B está correto e coincide com a minha resolução.
💡 Dica: Localize no texto quem intermediava as negociações e de qual região partiam os navios.
Alternativa por alternativa
O aluno tomou as plantações coloniais como origem dos escravizados, quando elas eram o destino final da mão de obra. Ele também tende a ver os chefes locais como agentes corretos, mas associa o destino à região de origem.
Os intermediários afro-portugueses coordenavam as negociações, e os navios partiam do Golfo do Benim, região de origem dos escravizados descritos.
O aluno confundiu a sede administrativa da Casa da Guiné e o arquivo marítimo, situados em Lisboa, com o local de onde vinham os escravizados. Ele não distinguiu o local de organização do comércio da região de captura e embarque.
O aluno considerou os armadores portugueses como os negociadores diretos, quando eram os interessados e financiadores das viagens. Os reinos africanos aparecem como origem correta, mas o agente indicado não é o que coordenava as redes.
Por que engana: Confundir os intermediários afro-portugueses com os chefes locais ou os armadores, ou tomar Lisboa como a região de origem dos escravizados.
O aluno associou o agente aos armadores e a origem a Lisboa, tomando o porto de partida ou de registro administrativo como local de origem dos cativos. Essa leitura confunde a organização do comércio em Portugal com a origem africana da mão de obra.
Raio-X da questão
Tráfico atlântico de escravizados
avaliacao
Tráfico atlântico de escravizados · Comércio colonial português
Revise os agentes e as rotas do tráfico atlântico de pessoas escravizadas no século XVIII.
Confundir os intermediários afro-portugueses com os chefes locais ou os armadores, ou tomar Lisboa como a região de origem dos escravizados.
multiculturalismo
pensamento_critico
historico
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