— Mermã, cê viu o jeito que o João falou com a professora hoje? — Achei interessante. No meu pai, lá do…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Mermã, cê viu o jeito que o João falou com a professora hoje? — Achei interessante. No meu pai, lá do interior, usa ‘oxente’ direto. — No trabalho, prefiro usar ‘você’ e falar de modo mais formal. — Toda variedade tem regras próprias; não existe falar errado, só diferente. — Mas essa maneira de falar foge à norma padrão e revela falta de educação. Analise o texto-base e identifique qual fala expressa preconceito linguístico em relação às variedades regionais.
- A) “Mermã, cê viu o jeito que o João falou com a professora hoje?”
- B) “Toda variedade tem regras próprias; não existe falar errado, só diferente.”
- C) “Mas essa maneira de falar foge à norma padrão e revela falta de educação.”
- D) “Achei interessante. No meu pai, lá do interior, usa ‘oxente’ direto.”
- E) “No trabalho, prefiro usar ‘você’ e falar de modo mais formal.”
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a fala que expressa preconceito linguístico em relação às variedades regionais, ou seja, a fala que desqualifica uma forma de falar associada a uma região ou a um grupo social.
- Analisando as falas, a de letra C afirma que a maneira de falar 'foge à norma padrão e revela falta de educação'. Isso associa uma variedade linguística a uma suposta falta de instrução, o que é a essência do preconceito linguístico: julgar a pessoa pelo modo como fala, em vez de reconhecer a variedade como legítima.
- Por que as outras estão erradas:
- - A: é apenas a fala inicial, uma pergunta informal entre colegas, sem qualquer julgamento sobre variedades.
- - B: defende exatamente o contrário do preconceito, pois afirma que toda variedade tem regras próprias e que não existe falar errado, só diferente.
- - D: apenas relata, com curiosidade ('achei interessante'), o uso de 'oxente' por um parente do interior, sem desqualificá-lo.
- - E: expressa uma preferência de registro formal em um contexto específico (trabalho), o que é uma escolha de adequação social e não um juízo depreciativo sobre variedades regionais.
- Conclusão: a alternativa C é a única que desqualifica uma variedade linguística com base em julgamento social, configurando preconceito linguístico. O gabarito oficial C está correto.
💡 Dica: Identifique a fala que demonstra preconceito linguístico contra variedades regionais.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter tomado a fala como exemplo de linguagem informal e, por isso, considerá-la preconceituosa, sem perceber que não há juízo de valor sobre nenhuma variedade.
Por que engana: Confundir expressões regionais com erros ou falta de educação, não reconhecendo a diversidade linguística.
O aluno pode ter confundido a defesa da diversidade linguística com preconceito, ao notar a palavra 'diferente' e a negação de 'falar errado', sem perceber que o texto rejeita o preconceito.
Desqualifica a variedade regional comparando-a negativamente à norma-padrão.
O aluno pode ter interpretado a menção a 'oxente' e ao interior como zombaria regional, quando a fala apenas registra, com curiosidade, o uso de uma expressão regional.
O aluno pode ter entendido que preferir a norma formal já implica desprezo pelas variedades regionais, confundindo adequação ao contexto com julgamento depreciativo.
Raio-X da questão
preconceito linguístico variedades regionais
avaliacao
variedades linguísticas regionais · norma padrão da língua
estude preconceito linguístico e variedades linguísticas regionais
Confundir expressões regionais com erros ou falta de educação, não reconhecendo a diversidade linguística.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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