Escavações recentes no Vale do Nilo trouxeram à luz um diário de um administrador de um templo do Antigo…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Caracterizar e comparar as dinâmicas de abastecimento e as formas de organização do trabalho e da vida social em diferentes sociedades e períodos, com destaque para as relações entre senhores e servos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Escavações recentes no Vale do Nilo trouxeram à luz um diário de um administrador de um templo do Antigo Egito. Ele descreve diversas categorias de trabalhadores que mantinham o funcionamento do complexo: - Camponeses entregavam ao templo parte significativa de sua colheita de grãos durante a cheia do rio. - Artesãos produziam vasos de cerâmica e comercializavam suas peças no mercado local. - Oficiais do templo trabalhavam sem receber pagamento em dinheiro, dedicando-se por décadas ao culto. - Prisioneiros de guerra eram obrigados a transportar grandes blocos de pedra sob vigilância constante. Esses relatos apontam diferentes formas de organização do trabalho naquele período. Analise o texto-base e identifique qual prática caracteriza trabalho livre no contexto do Antigo Egito.
- A) Prisioneiros de guerra obrigados a transportar pedras
- B) Camponeses que colhiam para o templo durante a cheia
- C) Artesãos que negociavam por conta própria os objetos que produziam
- D) Oficiais do templo obrigados a servir por décadas sem pagamento
- E) Camponeses que entregavam parte da colheita ao templo
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O conceito-chave é trabalho livre, aquele em que o trabalhador vende sua força de trabalho ou seus produtos por vontade própria, sem ser obrigado por força, tributo ou vínculo de servidão. Passo 2: No texto, os artesãos produziam vasos de cerâmica e comercializavam suas peças no mercado local, ou seja, decidiam o que negociar e com quem negociar, o que caracteriza autonomia e troca de mercado, marca do trabalho livre. Passo 3: A alternativa C descreve exatamente essa situação, com artesãos negociando por conta própria os objetos que produziam. Passo 4: A alternativa A está errada porque prisioneiros de guerra transportando pedras sob vigilância constante é trabalho forçado, e não livre. Passo 5: A alternativa B está errada porque o texto não fala de colheita voluntária: os camponeses seguiam uma obrigação ligada à cheia do rio e ao sistema de entregas ao templo. Passo 6: A alternativa D está errada porque os oficiais trabalhavam por décadas sem pagamento, o que indica dedicação compulsória ao templo e não liberdade, mesmo sem salário em dinheiro. Passo 7: A alternativa E está errada porque entregar parte significativa da colheita ao templo é um tributo em produtos, uma forma de exploração do trabalho camponês, e não uma troca livre. Conclusão: a única prática em que o trabalhador age com autonomia sobre seu produto é a dos artesãos do mercado local, portanto o gabarito C está correto.
💡 Dica: Compare as formas de trabalho descritas e identifique quem negociava por iniciativa própria.
Alternativa por alternativa
O aluno pode achar que, por ser uma atividade de trabalho braçal organizada pelo Estado ou pelo templo, ela seria remunerada ou livre. Ele ignora que a vigilância constante e a condição de prisioneiro indicam trabalho forçado.
O aluno pode entender que o trabalho agrícola sazonal, por acontecer em um ritmo natural como a cheia, seria livre por natureza. Ele não percebe que a colheita era entregue ao templo por obrigação.
A venda de peças no mercado mostra que os artesãos podiam oferecer o que produziam em uma troca. O texto não diz que eram obrigados a trabalhar.
O aluno pode confundir ausência de pagamento em dinheiro com liberdade de trabalho, achando que servir ao templo sem salário seria uma escolha. Ele não percebe que o texto fala em dedicação compulsória por décadas.
O aluno pode interpretar a entrega de parte da colheita como uma troca ou um pagamento voluntário ao templo. Ele não reconhece que se trata de tributo em produtos, uma forma de exploração e não de trabalho livre.
Por que engana: Confundir a entrega de parte da colheita ou o serviço obrigatório com trabalho livre, sem distinguir essas obrigações da possibilidade de negociar a própria produção.
Raio-X da questão
trabalho livre no Egito
avaliacao
Formas de trabalho na Antiguidade · Sociedade do Antigo Egito
Revise as diferenças entre trabalho livre, obrigatório e dependente no Antigo Egito.
Confundir a entrega de parte da colheita ou o serviço obrigatório com trabalho livre, sem distinguir essas obrigações da possibilidade de negociar a própria produção.
cidadania_etica
tomada_decisao
historico
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