Em uma reportagem de rádio, o locutor entrevistou três moradores de um bairro sobre hábitos de compras e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma reportagem de rádio, o locutor entrevistou três moradores de um bairro sobre hábitos de compras e registrou suas falas: — Rapaz, tá quente demais hoje; não é todo dia que faz tanto sol. — Vou ir ali na feira fazer umas comprinhas. — Eu retornarei à feira após concluir meus afazeres. — Ela dobrou o verbo no lugar errado, que horror. — Cê vai no mercadinho ou na padoca? Analise o texto-base e identifique o enunciado que exemplifica preconceito linguístico.
- A) Ela dobrou o verbo no lugar errado, que horror.
- B) Cê vai no mercadinho ou na padoca?
- C) Vou ir ali na feira fazer umas comprinhas.
- D) Eu retornarei à feira após concluir meus afazeres.
- E) Rapaz, tá quente demais hoje; não é todo dia que faz tanto sol.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Resolvi a questão lendo cada fala e perguntando se ela traz um juízo negativo sobre o modo de falar de alguém. Preconceito linguístico é a desvalorização de uma variedade da língua por ser usada por determinado grupo, e não por erro de sistema. Passo 2: A alternativa A, Ela dobrou o verbo no lugar errado, que horror, é a que faz isso. O locutor não apenas comenta a fala de alguém, mas a qualifica como horrível, o que expressa rejeição a uma forma de falar. Passo 3: A alternativa B, Cê vai no mercadinho ou na padoca?, apenas registra a forma coloquial cê, que é uma variante de uso corrente no português falado, sem julgamento. Passo 4: A alternativa C, Vou ir ali na feira fazer umas comprinhas, descreve um hábito de compras com linguagem informal e não emite nenhuma avaliação sobre quem fala. Passo 5: A alternativa D, Eu retornarei à feira após concluir meus afazeres, usa a norma culta, mas não critica ninguém; ela só mostra outro registro possível. Passo 6: A alternativa E, Rapaz, tá quente demais hoje; não é todo dia que faz tanto sol, é uma fala coloquial comum que comenta o clima, sem depreciar a variedade usada. Passo 7: O gabarito oficial A está correto, pois é a única fala em que há desvalorização explícita de uma forma linguística.
💡 Dica: Identifique a fala que demonstra preconceito linguístico no texto.
Alternativa por alternativa
Revela juízo depreciativo sobre a estrutura da fala, caracterizando preconceito linguístico.
O aluno entende que qualquer forma coloquial, como a contração cê, já é um erro de português e, por isso, sua presença caracterizaria preconceito.
Por que engana: Confundir expressões coloquiais com preconceito linguístico ou não reconhecer o preconceito na fala crítica.
O aluno acredita que o uso de ir depois de vou, de ali e de umas são inadequados por serem informais e, portanto, associa a fala a um erro que mereceria crítica.
O aluno confunde a norma culta com a única forma correta de falar e conclui que a fala formal é a que expressa preconceito, porque é a que destoa do padrão popular.
O aluno vê no uso de tá e de rapaz um desvio gramatical e entende que a fala desqualifica a variedade, sem perceber que é apenas um comentário informal sobre o clima.
Raio-X da questão
preconceito linguístico
diagnostico
variedades linguísticas
Estude o conceito de preconceito linguístico e variações da linguagem.
Confundir expressões coloquiais com preconceito linguístico ou não reconhecer o preconceito na fala crítica.
pensamento_critico
cotidiano
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