— Pai, por que o céu de Manchester parece sempre cinzento? — perguntou o menino, folheando um livro ilustrado…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Pai, por que o céu de Manchester parece sempre cinzento? — perguntou o menino, folheando um livro ilustrado. O pai apontou a gravura de Edward Goodall, feita a partir de uma vista de Kersal Moor: ao fundo, dezenas de chaminés lançam fumaça sobre uma cidade recortada por canais e edificações industriais. “Chamam isso de Cottonopolis”, explicou. “Aqui, as fábricas não dependem mais do ritmo das oficinas domésticas. As máquinas a vapor trabalham dia e noite, alimentadas pelo carvão, e o algodão chega em fardos pelo porto, trazido do outro lado do Atlântico. Por isso tanta construção e tanta fumaça: é uma cidade organizada para produzir tecido em grande escala e para vender ao mundo.” Analise o diálogo e a gravura e identifique a condição histórica que a cena sugere como base do crescimento de Manchester como “Cottonopolis” no século XIX.
- A) A articulação entre máquinas a vapor e redes atlânticas de abastecimento de algodão.
- B) A articulação entre monopólio estatal da produção e planejamento absolutista das manufaturas.
- C) A articulação entre oficinas artesanais domésticas e controle das corporações de ofício urbanas.
- D) A articulação entre servidão camponesa e economia feudal como motor do crescimento urbano.
- E) A articulação entre cultivo de algodão na Inglaterra e manufatura dispersa em áreas rurais.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique o foco da pergunta. O enunciado pede a condição histórica que sustenta o crescimento de Manchester como 'Cottonopolis' no século XIX, a partir do diálogo e da gravura.
- Reúna as pistas do texto. O pai diz que as fábricas já não dependem do ritmo das oficinas domésticas, que as máquinas a vapor trabalham dia e noite alimentadas por carvão, e que o algodão chega em fardos pelo porto, vindo do outro lado do Atlântico. Ele também afirma que a cidade está organizada para produzir tecido em grande escala e vender ao mundo.
- Conecte as pistas. A combinação de energia a vapor com matéria-prima importada por rotas atlânticas é a base da produção fabril em larga escala. Na figura, as chaminés e a fumaça indicam essa produção mecanizada, e os canais e o porto indicam a circulação de mercadorias.
- Escolha a alternativa correta. A alternativa A articula exatamente máquinas a vapor e redes atlânticas de abastecimento de algodão, que são os dois elementos centrais da cena.
- Verifique as alternativas erradas. B está errada porque Manchester não cresceu por monopólio estatal nem por planejamento absolutista. C está errada porque o texto contrapõe a produção fabril às oficinas domésticas e artesanais. D está errada porque a servidão camponesa e a economia feudal não aparecem na cena e não correspondem à industrialização urbana. E está errada porque o algodão vem do outro lado do Atlântico, e não do cultivo inglês, e a manufatura dispersa no campo é o oposto da concentração fabril urbana mostrada.
💡 Dica: Analise o diálogo e a gravura para identificar a relação entre máquinas a vapor e o comércio de algodão.
Alternativa por alternativa
Correta: chaminés e fábricas indicam produção mecanizada a carvão; o texto destaca o algodão vindo do Atlântico, evidenciando integração industrial e comercial.
O aluno associa o crescimento urbano a um Estado que controla diretamente a produção, confundindo a industrialização liberal inglesa com o mercantilismo absolutista.
Por que engana: Confundir o crescimento industrial com sistemas econômicos anteriores, como feudalismo ou manufaturas artesanais.
O aluno lê a palavra 'oficinas' e acredita que a cidade cresceu com base no trabalho artesanal e nas corporações de ofício, ignorando que o texto opõe explicitamente as fábricas às oficinas domésticas.
O aluno transfere o modelo medieval de servidão e economia feudal para uma cena industrial do século XIX, sem perceber que a gravura mostra chaminés e máquinas, não campos e senhores feudais.
O aluno supõe que o algodão era cultivado na própria Inglaterra e que a produção se espalhava pelo campo, ignorando a menção ao porto e à importação atlântica e a concentração fabril urbana.
Raio-X da questão
industrialização e comércio atlântico
diagnostico
Revolução Industrial · comércio atlântico de algodão
Estude a Revolução Industrial e o comércio internacional de algodão no século XIX.
Confundir o crescimento industrial com sistemas econômicos anteriores, como feudalismo ou manufaturas artesanais.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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